Fardo
“Ah, se você soubesse o fardo que eu carrego quando meu coração decidiu te amar. Talvez você se preocupasse um pouco mais comigo.”
Se a vida é um fardo para ti
não seja um fardo pra ela...
Apenas sorria...
e a vida sorrirá para ti!
Sociedade. É solitário e pesado o fardo, quando se está preso em um ciclo social onde pessoas pensam tão diferente de você.
A vida começa a ficar leve quando você se livra do fardo das expectativas e joga fora o peso das decepções.
Não vale a pena conservar isso, vai por mim. Siga em frente. Compre uma caixa de bombons, alugue o filme que mais gosta (mesmo que já tenha assistido trocentas vezes) e se curta, enrolado no cobertor, esparramado no sofá.
Assista vídeos engraçados no Youtube. Compre um livrinho de pinturas e uma caixa de lápis de cor. Faça mais palavras cruzadas. Escute mais músicas. E quando se sentir sozinho, olhe pra cima. Tem Alguém lá pronto pra te ouvir. Uma pena que você só se lembre disso quando 'a coisa aperta'. Bata um papo com Ele. Esqueça os rótulos e as fórmulas prontas. Conte como foi seu dia. Fale sobre seus sonhos. Desabafe seus medos. Chore. Descarregue. Ele guarda segredos como ninguém.
Se cuide, mas não se torture. Pare de olhar capas de revista.
A sociedade tá tão preocupada com dieta e vida fitness, que ainda não se atentou pro verdadeiro peso que precisa eliminar. Imagino eu que você deve carregar um tanto de 'tralha emocional' que já devia ter ido pro lixão. Isso pesa pra caramba 'na balança', sabia?
Não fique apreensivo. Não se compare com ninguém. Só você tem o seu DNA.
Compre mais gibis. Colecione alguma coisa. Leia mais livros. Peça uma pizza só pra você e encha de catchup e mostarda. Beba refrigerante na garrafa.
Pare de pensar nos outros! Pare com esse medo bobo da solidão e com essa luta por aceitação.
Quem te ama de verdade não vai te abandonar.
Quanto aos que sumirem... é um favor que lhe fazem.
É
terrivelmente sufocante
o insuportável fardo
de não poder, sequer,
respirar um instante de si mesmo.
Quando a vida se torna um fardo, sem dúvida se torna o mais pesado de todos, pois a existência não admite subterfúgios.
Para a vida seguir frente com felicidade e amor, é preciso ter um coração perdoador, deixar o fardo de mágoa e de dor, colocar em prática a oração do PAI NOSSO que o Senhor Jesus Cristo nos ensinou.
Jogue o mal do passado pra trás, ele é um fardo pesado demais, coloque o presente na mente, e siga em frente e em paz, põe um sorriso no seu rosto sofrido, o caminho pro paraíso, está sendo construído, a vida não tem preço, cada dia é um recomeço.
O fardo da tristeza
O peso da tristeza é como um fardo, Que tentamos esconder, mas nos sufoca.
É como segurar o vento com as mãos,
Uma tarefa impossível, que nos desgasta.
Tentar sorrir quando a alma chora,
É como esconder o sol atrás das nuvens.
A tristeza nos toma, nos abraça forte,
E tentar fugir dela é como lutar contra o mar.
Mas mesmo na tristeza, há beleza escondida,
Como as estrelas que brilham na noite escura.
Encontramos força na fragilidade,
E aprendemos a dançar mesmo na tempestade.
Mykesio Max
O FARDO INVISÍVEL
Ele acordou cedo, como fazia todos os dias. Espreguiçou-se devagar, sentindo o peso do mundo nas costas, ainda que seus ombros não mostrassem sinais visíveis de cansaço. Vestiu-se com cuidado, ajustando a gravata como quem prepara uma armadura para enfrentar as batalhas diárias.
No autocarro, entre o som dos motores e o burburinho das conversas, seu olhar fixava-se em nada. Era como se contemplasse um outro lugar, uma realidade paralela onde pudesse, finalmente, libertar-se do peso que carregava no peito. Mas, como sempre, ele apenas suspirava e voltava ao presente, deixando aquele mundo imaginário para trás.
No trabalho, era uma figura impecável: educado, eficiente, sempre com uma resposta pronta. Os colegas o admiravam pela calma e pela forma como parecia estar acima de qualquer problema. “Como você consegue ser tão tranquilo?”, perguntavam. Ele sorria, um sorriso discreto, que escondia o que ninguém conseguia ver.
À noite, no retorno para casa, o fardo parecia mais pesado. O silêncio da sala vazia, a luz fraca do abajur e os ecos de pensamentos represados o acompanhavam como uma sombra. Às vezes, ele queria falar. Queria abrir a boca e dizer: "Estou cansado, tenho medo, não sei se vou conseguir." Mas as palavras se perdiam, engolidas por uma voz interna que lhe dizia que ninguém entenderia.
O que ele carregava? Não sabia dizer. Talvez fossem os sonhos não realizados, as culpas que nunca confessou, os medos que não ousava encarar. Era o peso de ser quem era, ou talvez quem esperavam que ele fosse.
Assim seguia ele, como muitos outros, carregando um fardo invisível. Um peso que não se mede, não se toca, mas que está sempre ali, escondido no sorriso, no olhar distante, no silêncio das noites solitárias.
E enquanto a cidade dormia, ele se perguntava: quantos mais caminhavam ao seu lado, carregando fardos que nunca confessaram? Quantos suportavam o peso da vida com a mesma coragem silenciosa, sem nunca pedir ajuda?
Ele nunca teve uma resposta. Talvez ninguém tenha.
