Fantasia e carnaval
Você tem o dom de transformar minhas fantasias em momentos inesquecíveis e de dar vida aos meus sonhos com um simples olhar. Cada gesto seu desperta em mim um desejo que cresce em silêncio, tornando cada instante ao seu lado irresistível.
“A maturidade consiste em perceber que quase todas as certezas eram apenas ansiedade fantasiada de lógica.”
Em todos os casamentos que fui,
vejo um fantasiado levantar os braços
e bobeirar que sabe o mundo.
De jeito nenhum,
nunca me caberia casar assim,
com um tolo me culpando pelos próprios fracassos.
Nem por decreto,
nem a pau me calaria diante de um mascarado imundo
falando que minha mulher é inferior a mim.
O DANÇARINO!
O dançarino das fantasias,
Valsando levemente,
Na frequência da fascinação,
Desfilando pelos quinze anos
Até a valsa de casamento...
O dançarino eloquente
Na coreografia do tango.
La Cumparsita é sua estrela,
Pelo brilho do palco e o calor
Dos olhares atentos.
O dançarino do salão,
Estilo samba, gafieira,
Ou seja, nos passos do bolero,
Seu corpo desliza emoções...
Também no forró, ele seduz!
O dançarino reproduz,
Palavras e sentimentos,
Envolvidos nos seus
Versos e cadências,
Onde lágrimas se misturam
Com o prazer tão ritmado
Das fantasias desse dançarino!
JOÃO BATISTA BARBOSA
Arder em desejo
Queimar de vontade
Transbordar de querer
Fantasiando teu toque
Teu cheiro
E tua voz com som de casa
Que é a vida? Uma fantasia.
Que é a vida? Um encantamento,
Uma realidade mirabolante, uma ficção;
E o bem maior, o futuro, uma criança.
E todas as crianças, pequeninas ou não,
São sonhos, e feitas de sonhos são.
Estrofe de versos livres: (Tu) Surges, Oh, Mundo!
Autoria: Prof. Cidiclei Medeiros
Obra original: criação poética autoral, em forma de releitura contemporânea de A Vida é um Sonho, de Pedro Calderón de la Barca.
Publicação anterior: disponível no Internet Archive sob o título O Gato Sortilégio desde 14 de setembro de 2026, no link: https://archive.org/details/screenshot-2026-09-14-at-13-06-37-gato-sortilegio
A repetição exata transformou a fantasia em fato, e a dúvida honesta virou o único abrigo para quem ainda pensa.
Quando a conveniência guia o julgamento, a razão vira inimiga e a fantasia ganha o direito de ditar as regras.
