Fanatismo
Fé sem questionamento é fanatismo cego e frágil. Um castelo de areia na beira da praia. O questionamento traz os tijolos para construir um castelo de verdade, ainda que, ao longo do processo, decida modificar alguns pontos, pintar de outra maneira, ou retirar algumas áreas já projetadas.
- Marcela Lobato
Sou pelo combate, sempre e em toda parte, dos três assassinos: a ignorância, o fanatismo e a tirania.
O fanatismo cego marcha para abismos com olhos vendados, arrastando multidões em correntes de dogmas que rangem como correntes enferrujadas.
O mundo seria inegavelmente melhor se o fanatismo, o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo deixassem de existir.
Não nascemos com preconceito, ódio, ambição desmedida ou fanatismo.
O ser humano não nasce mau, ele aprende a ser.
1597
"Fanatismo é Fanatismo. Tentar justificar ou diminuir o Fanatismo é somente outra forma de Fanatismo!"
1598
"Se alguém quer conferir se está praticando Fanatismo, aberta ou camufladamente, por distração, desconhecimento ou deliberadamente, basta consultar o termo no Dicionario. Vá e aceite o resultado!"
1600
"É simples e honrado aceitar que qualquer Fanatismo desagrada Deus... Mesmo e principalmente quando o Fanatismo é exatamente por Deus!"
1607
"Viver no Fanatismo por Deus e no Fanatismo pela Religião que você segue pode ser tarefa fácil, mas não é ação de autênticos seguidores de Deus!"
1610
"O Fanatismo de Fé de Alguns é tão obvio e tão notorio mas, mesmo assim tentam negar o inegável. Se assumirem, tudo fica esclarecido e facilitado, Uai!"
Sem o avanço exponencial do fanatismo velado, talvez a instrumentalização religiosa não tivesse tanto palco nem tanta plateia.
No abismo sutil
entre a Religiosidade
e o Fanatismo,
o Encardido
perverteu as Almas Carentes
para instrumentalizar as igrejas.
A religiosidade, quando nasce da consciência, é ponte.
Liga o humano ao transcendente, a fragilidade à esperança, o erro à possibilidade de redenção.
Já o fanatismo é muro.
Separa, acusa, simplifica o que é complexo e transforma fé em trincheira.
Entre a ponte e o muro há um abismo quase imperceptível — sutil como a Vaidade Espiritual que se disfarça de Zelo.
É nesse intervalo que a fé deixa de ser encontro para ser ferramenta.
Ferramenta de poder, de influência, de domínio.
Quando a espiritualidade perde o compromisso com a verdade e se apaixona pela própria narrativa, ela se torna vulnerável à manipulação.
E almas carentes — feridas pela vida, desassistidas pelo Estado, esquecidas pela sociedade — tornam-se terreno fértil para discursos que prometem pertencimento antes mesmo de oferecerem transformação.
O fanatismo seduz porque oferece respostas rápidas para dores profundas.
Ele entrega identidade pronta a quem ainda não se encontrou.
Dá inimigos claros a quem não consegue nomear suas angústias.
Simplifica o mundo em “nós” e “eles”, como se Deus coubesse em slogans e a Eternidade pudesse ser reduzida a palanque.
A religiosidade madura, ao contrário, incomoda.
Ela exige autocrítica, compaixão e muita responsabilidade.
Ela não precisa gritar para existir, nem destruir para se afirmar.
Sabe que a fé autêntica não é instrumento de coerção, mas caminho de conversão — primeiro interior, depois social.
Quando igrejas se deixam capturar pela lógica da influência e do controle, deixam de ser hospital para se tornarem comitê.
E onde deveria haver cuidado, instala-se a estratégia.
Onde deveria haver silêncio reverente, instala-se o ruído deliberadamente calculado.
O sagrado passa a ser moeda simbólica numa economia de poder.
Talvez o maior antídoto contra essa instrumentalização seja a Maturidade Espiritual.
Uma fé que não negocia sua essência por aplausos.
Uma comunidade que prefere formar consciências a fabricar soldados.
Um povo que entende que Deus não precisa de defensores raivosos, mas de testemunhas coerentes.
No fim, o abismo entre Religiosidade e Fanatismo não é teológico — é humano.
E atravessá-lo ou não, depende menos do discurso dos púlpitos e mais da vigilância.
Quando falei sobre fanatismo, receio que algumas pessoas entenderam mal e acharam que estavas falando mal de suas religiões. Em momento algum eu discriminei qualquer n religião, ao contrário, coloquei as três no mesmo patamar. Vou rep0etir no que chico Xavier respondeu quando alguém lhe perguntou qual era a melhor religião. Ele, sorrindo, respondeu: A sua. É isso mesmo que sempre pensei. Não importa qual é a religião que sigamos, Acho que, para o nosso aprendizado e evolução, cada um está onde deve estar, conviver com a pessoas que precisa conviver e seguir a religião que deve seguir. Eu estava falando de e para pessoas, independente de religião. Ninguém pode negar que em todas as religiões existe fanatismo. É contra isso que precisamos lutar. Eu penso, posso estar errada, que o fanatismo só atrapalha a nossa caminhada.
