Família Casa
Quando o infortúnio chegar a tua casa para descansar não ofereça repouso, até mesmo porque a essa altura o desamparo está sendo expulso ao tentar colocar a todos para dormir
Sinceridade é cobrir com suas telhas o teto da casa do outro, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde é você quem vai se molhar com os pingos das goteiras
Por mais que o passado tenha sido bom, ele jamais deverá ser levado para casa embrulhado como presente
Porque Tenho que Sair
Porque tenho que sair, deixo a casa limpa
Porque tenho que sair, a dispensa está abastecida
Porque tenho que sair, empurro o balanço do parque
Porque tenho que sair, faço o melhor antes de ir embora
Porque tenho que sair, aproveito as risadas do Agora
Porque tenho que sair, faço o inesquecível antes
Porque tenho que sair, danço onde nasce o arco-íris
Porque tenho que sair, protejo o Sorriso de longe
Porque tenho que sair, vou direto ao ponto
Porque tenho que sair, preparo um caminho
Porque tenho que sair, pego na mão com segurança
Porque tenho que sair, aperto contra o peito a emoção
Porque tenho que sair, rasgo com força a esperança
Porque tenho que sair, ninguém me rouba a decisão
Porque tenho que sair, construo um castelo de saudade
Porque tenho que sair, gero lembranças de felicidade
Porque tenho que sair, consciente que não me cabe em qualquer Eternidade.
Podemos até construir uma casa no lugar mais frio da terra, mas algo vai nos levar para onde a vida possa fluir.
"O corpo é o carro(casa) utilizado pelo piloto(alma/espírito/mente) aonde ele precisar ir, no meio físico! Mas, não o prende!"
Vá para casa
Mas leve um pouco de mim
Dentro de você
Leve meu cheiro na tua pele
E a lembrança feliz de nos dois
Sinta falta de ar
Só de lembrar do peso de meu corpo sobre o teu
Mas respira devagar
Ou não respira
Pois ainda há em ti o mesmo ar
Que há em mim
Dorme mas sonha
Sonha comigo ou com algo que me lembre
Acorde ao meu lado
E fica
Conversa comigo por horas
ou cala
Mas me observa
Me censura ou não
Só quero a tua presença
Sua alma
Seu corpo
E só quero ser teu ...
Para além da vida
Ei Joaninha 🐞 o que vc faz aqui
Eu vim pra casa da Faffaela pra me divertir
E quando nós vamos embora o que vc faz então
Eu vou para o
Quarto para o baile do vacão
Vacão vacão vacão é o baile do vacão
Vacão vacão vacão é o baile do vacão
E quando vc pensa que acabou o estouro
Sabe quem eh que entra e o tal touro de ouro
Ouro, Ouro, Ouro, lá vem o Touro de Ouro
Ouro, Ouro, Ouro, lá vem o Touro de Ouro
E quando vc acha que eh hora de dizer tchau
Quem sobe no nosso palco é a vaca de cristal
Au, au, au, é a Vaca de Cristal
Au, au, au, é a Vaca de Cristal
Vacão vacão vacão é o baile do vacão
Vacão vacão vacão é o baile do vacão
A pior droga
Me distanciou da minha casa.
Devorou minha alma
Me deixou tão tonto
Que minha visão ficou embassada.
Ofereceu-me todos os pecados
Em troca de nada
201222
Você conhece meu nome, você sabe onde eu moro, mas nunca pediu para entrar na minha casa. Você sabe tudo sobre o meu mundo mas nunca pediu para conhecer o mundo que vive dentro de mim.
A notícia da partida da vovó que vendia sacolés pelo portão da casa verde no Sana desceu amarga. Como eram gostosos os sacolés vendidos por aquelas mãos. Podiam não ser lá muito higiênicos, isso é verdade, mas que eram gostosos eram. Aliás, essa questão de higiene, àquela época, não era muito levada em conta. Não que isso fosse coisa do século passado, quando ainda não se sabia muito sobre vírus e micróbios. Não. Mas também fiz uma pesquisa e vi que sacolés eram vendidos na década de 20, e, já então, as autoridades sanitárias faziam exigências que ninguém cumpria, como hoje. Daí, aquela gente imunda e encharcada com a água que lhes descia pelo corpo proveniente do degelo mal contido nas sorveteiras que equilibravam os isopores carregados de sacolés na cabeça. Mas, gula sempre foi gula. Voltando aquela senhora do Sana: os dedos que tocavam o dinheiro transportado por uma bolsa de coro que andava com ela eram os mesmos dedos que apanhavam pra mim dois guardanapos, que eu sempre pedia. Era daquela mesma bolsinha onde guardava o dinheiro que puxava os guardanapos. Me limpava como um pinto no lixo após degustar sempre a dobradinha: "um de coco e um de baunilha vó". Era o sacolé gostoso que compensava depois daquela manhã inteira torrando no sol na cachoeira. E o mais engraçado é que era tão bom, que até engolir pedacinhos de plástico mordendo o sacolé a gente engolia. Aquela casinha verde fica logo atrás da pracinha, do coreto. Quando ela abria a porta, dava pra ver lá dentro uma forma cilíndrica, de zinco, onde ela acondicionava todos os sacolés. Em torno desse cilindro, gelo picado e sal grosso com um pouco de serragem. Eu perguntei preocupado com a cor avermelhada da serragem. Coroando isso tudo, uma espécie de rodilha de pano, sempre suja, protegendo a tampa, impedindo o ataque de insetos durante a madrugada. A última vez que estive com a vovó do sacolé no Sana, custava R$ 2. Funcionava todo dia até às 18h, mas nas noites quentes de verão era comum ver-se à porta da casa aquela senhora se abanando com uma folha de bananeira estendendo mais um pouco o horário das vendas pra nossa alegria e dos colegas no camping, que nem esperavam que fossemos lembrar deles, de tão bom que o sacolé era. Uma vez, no desespero, bati palmas em seu portão 1 hora da manhã, bêbado, pra pedir sacolé. Tomei um esporro da vovó, mas pergunta se ela deixou de me atender e, depois do esporro, lembro que passou docemente a mão em minha testa e avisou que amanhã estaria mais cedo vendendo os sacolés. Os sabores eram: laranja, abacate, manga, caju e, nos últimos anos, começou a ter de chocolate, além do tradicional coco e baunilha. Mas, nenhuma delas, superava o coco-baunilha, que eu ia degustando ao mesmo tempo. Que me perdoem a propaganda, mas hoje, com todo progresso e processos modernos de fabricação mecânica, como toda e relativa duvidosa higiene no fabrico, o sacolé da minha vó do Sana continua insuperável. Os picolés de hoje, ridículos até no nome, as conchas novas que têm dado forma empírica aos sorvetes, não irão conseguir nunca matar a saudade que comecei a sentir a partir deste momento, quando recebi a notícia. Não sei se exagero ao afirmar que os sacolés do meu tempo, até os extravagantes e alcoólicos que começaram a pegar moda nos blocos de carnaval, nunca serão mais gelados do que aqueles sacolés de coco-baunilha. Faltarão neles agora, eternamente, o perfume delicioso de sabonete que vinha daquela senhora. Faltarão neles, inclusive, a poesia do pedido batendo palmas no portão, e do sorriso carinhoso e aconchegante na entrega. Siga seu caminho vovó. Novos sabores chegaram pra senhora. Delicie-se.
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