Falta de Amor aos Pais
“Basta varrer a esquerda de um país devastado para que ele se torne próspero em pouco tempo.”
(Furtado, Brunno)
Agora que meus pais
Se foram
Eu os sobrevivi
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Eu não estou ficando mais jovem
E vivo um dia de cada vez
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Exceto eu
“Primeiro, vemos nossos pais como deuses: eternos, infalíveis.
Depois, os enfrentamos como vilões: duros, antiquados.
Mais adiante, os enxergamos como são: humanos, frágeis.
Por fim, os carregamos na memória: como raízes e bússolas.”
Feliz Dia Dos Pais
Desejamos um abençoado Dia dos Pais.
A nossos pais presentes e a nossos pais que estão junto a Deus Todo-Poderoso.
Das montanhas de Minas nasce o que há de mais belo no país: a herança da sabedoria e o dom da humildade.
Entre as serras imponentes que emolduram o vale, onde o sol tarda a chegar e o sereno desenha a paisagem, repousa o distrito de Brejaúba. É neste cenário de frio intenso e beleza rústica, no coração de Conceição do Mato Dentro, que minha história encontra raízes e inspiração.
Pais, progenitores e líderes religiosos afirmam ter fé em Deus, mas quando ficam doentes, buscam um médico competente e aplicam todo o conhecimento científico para se recuperar.
Ativistas pelos direitos dos animais lutam por cães, gatos, cavalos e outros, mas consomem carne de vacas, aves e diversos outros animais e peixes.
Denunciamos políticos como corruptos e ladrões, mas também nos aproveitamos de cargas de caminhões acidentados na estrada.
A dúvida é: estamos em um estágio de evolução superior ou inferior aos animais?
Quando ridicularizamos as entidades públicas superiores do país, é legítimo questionar se ponderamos outras realidades políticas. Por exemplo, o que aconteceria se vivêssemos num Estado em que a liberdade de expressão fosse severamente limitada, ou mesmo anulada pelo medo?
Há contextos internacionais onde o exercício de direitos fundamentais é drasticamente restringido. Em países como a Coreia do Norte, a liberdade política é praticamente inexistente, com relatos de campos de prisioneiros, vigilância extrema e punições severas. Já na Síria, sobretudo desde o início da guerra civil, têm sido documentados casos de tortura, detenções arbitrárias e repressão violenta da oposição. Situações semelhantes são apontadas no Irão e no Afeganistão sob domínio talibã, onde a repressão da dissidência e limitações aos direitos civis são amplamente denunciadas.
Esses exemplos não significam que outras realidades estejam isentas de problemas, mas evidenciam que há contextos em que a crítica pública pode implicar consequências graves, incluindo perseguição, prisão ou até a morte.
Retomando a questão central: se Angola fosse governada por um regime assente no medo — com repressão sistemática, perseguições e eliminação de opositores — ousaríamos, com a mesma liberdade, ofender ou ridicularizar figuras públicas ligadas ao poder? É plausível supor que não. Em contextos de forte repressão, a sobrevivência tende a sobrepor-se à crítica.
Daí emerge um ponto essencial: a liberdade de expressão não é absoluta, mas também não pode ser confundida com licença para a degradação do outro. Numa sociedade democrática, tanto o cidadão comum quanto as figuras públicas partilham direitos fundamentais — incluindo o direito à dignidade e à integridade moral.
Isso não implica silenciar a crítica — pelo contrário, ela é essencial. Contudo, impõe-se distinguir entre crítica legítima e ataque gratuito. A primeira fortalece a democracia; o segundo tende a degradá-la.
Assim, convém reconhecer: muitas vezes só exercemos a liberdade de forma despreocupada porque ela nos é garantida. E é precisamente por isso que deve ser usada com responsabilidade.
“A partir do momento em que a minha liberdade se transforma em instrumento para ferir o outro, a própria democracia começa a ceder. Onde termina a minha liberdade, começa a do outro.”
Nenhum dinheiro no bolso compensa o peso de saber que seus pais não podem se orgulhar da forma como você o ganha.
Muitos trocam a bênção dos pais pelos "likes" de desconhecidos que não estariam lá no dia da sua queda.
Pais ensinam a virtude para que o filho seja luz; o mundo ensina a depravação para que o filho seja apenas um espetáculo.
A educação dos pais é o mapa; a virtude é a bússola. Quem joga o mapa fora pode até caminhar rápido, mas terminará perdido no abismo do arrependimento.
