Falecimento

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Prefiro sentir saudade


Prefiro sentir saudade
Do que ver você
Me ignorar.


Fingindo que sou
Apenas mais uma
Na multidão.


Que não sente
O mesmo que eu...
Esse amor tão intenso.


A saudade é
Imensa,
Eu sei...


Mas prefiro
A distância
Do que a certeza


De que prefere
Não lutar
E me esquecer.


Talvez, usando
Alguma
Mágica,


Que apague
Um amor verdadeiro.


Prefiro sentir saudade,
Mesmo que doa
E destrua os meus desejos.


Prefiro sentir saudade
A ter que vê-lo
Me dando as costas
Mais uma vez.

Saudade x Saudade


Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.


Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.


E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.


Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.

Uma canção de três minutos no rádio é capaz de resumir anos de saudade de um grande amor.

"Olha só, um mês! Sim, um mês de muita felicidade, muita paz e muita saudade, um mês que você chegou e mudou tudo em mim, um mês que você mostrou ser a pessoa ao qual viverei até meus últimos suspiros, um mês de Eu te amo"


Nanda ❤️

' MÃE '


Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .


Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga


Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065

Olá, tudo bem, tudo certo?
Pensando aqui comigo...


"Em meio à saudade que sinto de você, uma verdade persiste no silêncio."

E hoje bateu aquela saudade com nome e sobrenome...
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
E eu fiquei pensando que no último encontro,
eu deveria ter conversado mais um pouco,
deveria ter abraçado mais um monte de vezes,
como se cada abraço fosse eternidade.
Dói saber que pode ter sido a última vez.

Mas fica a lembrança — viva, quente, bonita,de tudo que foi e de tudo que poderia ter sido.

Cada segundo longe de você reforça uma saudade que não tem fim!

Segurar a saudade não atrofia o sentimento; apenas lembra que nem tudo o que insiste em existir merece voltar.

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


.

Valorizem as pessoas enquanto há tempo, pois a saudade não é o suficiente para que elas voltem. Procurem, dê um abraço, digam que ama, antes que seja tarde demais.

As palavras vão diminuindo e com elas o amor e a saudade, ate que um dia só vai restar a dor da alma essa vai demorar sair da cabeça. As palavras diminuem mas a "frequência, sempre vão soar como passa logo"...

"A saudade nos ensina o valor do tempo. A compaixão nos ensina a não desperdiçá-lo."
— Fabinho Martins

Praça

Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor

Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos, e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção

A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim

Deserto.
Multidão.
Solidão...
Falta tu por perto.

Saudades.
Passado que não passou.
Não saber onde tu estás.
Tu não saber como estou.

Silêncio.
Ausência de ti.
Saudades que me mata devagarinho...
meu balão de oxigênio... falta tu aqui.

O luto ,não é algo que passa .
Ele simplesmente, nos destroi cada ano,cada lembrança, a saudades.
As vezes entramos em uma depressão, ansiedade e tudo juntos.
Mais quem ligam.
Sejamos honesto, nesse mundo ninguém ligam prar sua dor.
Então não o compartilhe com ninguém, esse alguem um dia pode vira um inimigo e tentar ti destrói.
Va a um psicólogo, psiquiatra e lute prar ficar forte ,para aquentar a dor,mas jamais compartilhe informações.
Informações é poder .

​A saudade é aquela visita silenciosa que não pede licença para entrar e, mesmo quando tudo se esvazia, insiste em permanecer.

Esquece

O que mais me tocaria
Se não esta saudade
Em vaidade desmedida,
Longe vejo minha flor
E tão de perto esta dor,
De quem vive uma vida
Por metade nela só.
O que hoje em mim é parte
Já foi um tudo de nós dois,
Agora vento de um riso
Ou rio em lágrimas perdida.
Um coração que se entrega
Não retorna o seu caminho,
Sabe bem que entre flores
Sobressaem alguns espinhos...
Quem sabe um dia
Seja ela como eu,
Que desse amor nunca se esquece
Nem mesmo por um dia...

Edney Valentim Araújo
1994...

Entre um e outro

O tempo passa, a saudade fica,
Mas meu amor por você, a um e a outro resiste.
Na saudade, um dia se torna um século.
Mas o tempo que lentamente passa só faz aumentar meu “amor” por você,
Toda a eternidade não seria mais de que um breve instante se eu estivesse com você.

Edney Valentim Araújo

Se saudade não começasse com S, sinceramente não seria saudade.




Não é sobre saudade.