Falecimento

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...⁠Ela vê anjos ao seu redor enquanto dança frenética e aflita. Dançando, ela chora, ri... e o seu coração se agita! O corpo dança. A alma grita! E assim ela dança em descompassados movimentos cheios de uma dolorosa lembrança a sua última e mais bela dança!...

Inserida por WendelBonatti

⁠Levantou pela noite silenciosa e turva a desolada diva e andou desesperada num vai e vem pela casa vazia... Bebeu vinho, tomou Valium... vagarosamente devorou uma estranha erva que havia em um vaso de vidro. Reviveu na memória a dolorosa verdade de uma vida cheia de solidão e vazio. Divagou por devaneios vagos onde viu vaidades, vícios, virtudes e vituperios... Escreveu pelas paredes velhas versos vorazes e venenosos...Viu vultos,ouviu vozes... Entre luzes vibrantes de velas Dançou uma valsa na varanda... Enquanto ouvia violentos toques musicais que viajavam aos seus ouvidos divinos vindo de um invisível violino!... - Ali já não mais invejava os que envelheciam!... E num ávido impulso resolveu voar junto ao vento como se fora uma ave ventureira que rumava ao verdejante vale que leva ao eterno nirvana! Voa veloz desolada diva! Voa!...

Inserida por WendelBonatti

⁠O poeta, de tanto escrever agora está morto em sua própria ilusão. E calou-se a poesia diante dos próprios versos que ao poeta matou. E o que restou foi só mais uma poesia quase apagada em uma folha jogada à beira da estrada... Que o vento levou sem direção. - Um triste poema que ninguém viu, nem declamou! Um pensamento que o tempo levou! Um Pensamento igual folhas ao vento que ao alto voou e depois caiu ao chão. Na embriaguez mais forte da dor e da saudade o poeta viu a perfumada morte... Rompeu-se em mil versos o coração... E dançou rodopiando no ar a folha poética querendo roçar o infinito. Aflito, morreu o poeta num soluço e num grito... de tanto amar!... - Deixando os seus cortantes versos escritos em uma poesia flutuante ao vento em uma tarde cheia de monotonia, pálida, silenciosa e fria ... O poeta enfim, pôde descansar!

Inserida por WendelBonatti

⁠Eu vim do pó e do pó eu vou voltar
E Comigo nada eu vou levar
Que deus de muito conforto para quem for de ficar
Agradeço a mainha por ter cuidado de mim
Mais agora me despeço pois chegou o meu fim
Só tenho agradecer por tudo que eu vivi
Agradeço pelas vezes que sorri
E As vezes que eu chorei e pensei em desisti
Agradeço pelos amores que vivi
Pelas vezes que nessa estrada eu caí
Tudo valeu pena
Eu posso dizer que fui feliz
Mais dessa linda vida eu só fui um aprendiz

Inserida por Kalyni

"Perante um ciclo de vida que se encerra,
Estremece o chão seguro,
Pelas cinzas do Fogo que eleva alma,
Parte um pouco da nossa história,
Ausente no momento presente, mas viva na memória."

Inserida por FilipaGalante

⁠Homenagem à Rainha Elizabeth II

O fim chegou sem aviso, pegando o mundo inteiro de surpresa.

Encerrado está o reinado mais longo da história do Reino Unido. Nossa querida rainha se foi, para estar ao lado de Deus.

A monarquia jamais será a mesma sem ela. Seu legado nunca será esquecido marcado por suas conquistas e também por suas polêmicas.

Elizabeth II deixou um reinado que foi um símbolo de força, determinação e dedicação absoluta ao trono britânico.

Para muitos, ela tornou-se uma referência constante em um mundo de mudanças rápidas e imprevisíveis.

Seu sucesso ao preservar a monarquia durante períodos turbulentos torna-se ainda mais extraordinário ao lembrar que, em seu nascimento, ninguém imaginava que o destino a levaria ao trono.

Descanse em paz, rainha. Em nossos corações, você será eterna.

Adeus à Rainha Elizabeth II.

Inserida por SabinoTavares

⁠A última vez que vi mamãe, antes de falecer.
Foi de uma suavidade impressionante.
Não vi em seus olhos medo ou desespero.
Vi em seu olhar tranquilidade,
era como se eu contemplasse
um anoitecer calmo e tranquilo.
O tempo não me permite chamar aquele
momento tão singular e significativo de último.
Último é coisa finita, que se acaba.
Não posso chamar de último um momento que ficou
para sempre guardado em meu coração.
Não posso chamar de último
um momento que é eterno.

Inserida por svs

Viver é arriscar, é dar sentido à vida.

Vivemos um espaço de tempo totalmente incerto. Não sabemos se ao morrer iremos pra algum outro lugar, nem vimos ao mundo cientes de alguma missão a cumprir.

Nos descobrimos ao logo do tempo, com o passar dos dias, meses e anos. Evoluímos das experiências vividas e presenciadas, mas somos, praticamente, ensinados a não fazer certas coisas porque são "perigosas" e podem nos matar.

No entanto esquecem de dizer que "para morrer, basta estar vivo".

Você pode comer uma carne hoje, adquirir uma bactéria, ter uma infecção, falha renal, e uma série outras complicações, e acabar morrendo.
Tudo isso porque foi apenas se alimentar.
Mas comer não deveria ser seguro?

Essas coisas me inspiram a querer viver intensamente, pois incerto é o amanhã.

Meu maior medo é chegar na velhice cheio de arrependimentos do que não fiz, de morrer com o sentimento de não ter aproveitado a vida da maneira única que ela é.

A vida é linda, mas só é tão bela pelo detalhe da morte.

Cada momento, cada visão, cada sentimento, cada toque... É tudo único, pois só pode ser vivido uma única vez.

Ame, seja amado, brigue, esbraveje, seja feliz, abrace, sorria e chore... Pule de paraquedas, bunge jump, asa delta, faça corrida de kart ou faça o simples. Vá ao cinema, à praia, conheça novos lugares, novas pessoas.
Se encante com a imensidão do mundo e faça o que te realiza.

Lembre-se que ao partirmos não levaremos nada, somente o que vivemos terá tido importância.

A mensuração da felicidade é feita da quantidade de momentos de valor que temos durante a vida.
Portanto, seja seguro de viver!

Inserida por guilhermeespinosa

"⁠"A dor incompreendida do ser,
asfixiou uma alma jovem à sonhar".

Inserida por AllamTorvic

O tempo que nos é oportunizado para a vida, nos possibilita amar. Aproveite o tempo para mandar todas as vibrações de amor e de paz. E nunca esqueça, como disse dias atrás, a hora de chegar é também de partida!

Inserida por NINALEEMAGALHAES

TENTE DE MIM SE ESQUECER

Não consigo aceitá-la
Mas por mais que eu tente resistir
Um dia me levarás
Mesmo eu não querendo ir...

Sua certeza é insuportável
E não há como de você fugir
Me levarás não sei pra onde
Virás minha vida destruir...

Porque você existe?
Você é um enorme sofrimento
E quando chegas... que violenta
Extermina a existência...

Quem pensas que és?
O que envolve seu segredo?
Você arrebata... destrói
De você eu tenho medo...

Você precisa ser destruída
Você é a maior incoerência
Você só traz a dor
Como é cruel sua consequência...

Sei que um dia virás...
És como afinal?
Pra onde me levarás?
Porque és assim tão mal?

Quando leva um ente querido
Eu fico a te odiar...
Mas como eu irei te encarar
Quando a mim vier buscar?

Sei que de você
Mesmo querendo eu não irei escapar
O meu sonho é te render
Eu amo e quero viver...

Você é a única certeza
Que a vida nos faz ter
Mas eu lhe faço um pedido
Tente de mim se esquecer...

“O Sol e a Semente”

“Do Nascer do Sol,Gerou-se o Dourado...
Do Dourado, Pintou-se um Berço...
No Berço, Repousou Uma Criança...
A Criança se fez Menina...
A Menina se fez Mulher...
A Mulher Teve Nome de Santa...
Santa Aparecida de Matos...
A Santa que era Edna...
Edna, que se deu em Pecado...
O Pecado que Virou amor...
O Amor que Gerou uma Semente...
A Semente que se fez Criança...
A Criança que não Dorme no Berço...
O Berço que Espelhou o Dourado...
O Dourado que Emana do Sol...
O Sol que um Dia Há de se Pôr...
Mais que Haverá de Renascer...
Como o Amor... Como a Mulher... Como a Criança!

Dedicado a Edna Aparecida Matos

Saudade é conseguir congelar o tempo no exato momento da despedida de um filho no qual sabes que jamais poderá tê-lo nos braços. Saudade é conservar seu cheirinho pelo resto da vida.
Saudade é isso e muito mais.

Saudades

Aquilo que julguei imensurável
Coube no beijo de despedida
Aquilo que julguei interminável
Reflito se houve um ponto de partida

Você bateu a porta do quarto
Eu quis bater meus lábios nos seus
Você fugiu sem deixar rastros
E o que sobra é o beijo de Adeus

Eu vou ter saudades
Ou talvez ela que me tenha
Talvez a solidão seja a melhor companhia
Nessa cama um dia quente, agora fria

Saudade… amor que não deixou de florescer depois da despedida...
Saudade... amor que se eternizou em mim para continuar vivendo.

Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.

Menino criado com vó


Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.


Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.


E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.


Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.


Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!

"A despedida rasga o silêncio dentro do peito e ecoa, em saudade, no além."

“Não sou passageira: sou saudade antes mesmo da despedida.” JULIANA HOFFMANN LISKA

...Espero que na
Nossa despedida
Haja pelo menos
Um esboço de saudade
Em sua face