Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer

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Comece antes de estar pronto. Não se prepare, comece.

Quando percebo que alguém não gosta de mim gratuitamente, não sinto raiva, sinto pena!
— Muito me sensibiliza constatar que essa pessoinha, coitada, está pior que eu pensava...

Sim, eu cometi erros, mas quem nunca vacilou?
A vida não vem com instruções.
Mas aprendi que tudo nessa vida passa, sou guerreira e não desisto nunca.

Não sei se choro
Se fico alegre
Se grito
Se calo
Se morro
Se vivo
Se lembro
se esqueço
se abraço
se mordo
se belisco
se falo
se respiro
sei lá

O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se.

Imprevisibilidade da Vida, por Saramago

Às vezes não precisamos que nos façam parar de chorar. Interromper o fluxo da chuva só fará com que as nuvens mantenham-se cada vez mais carregadas. E, conseguinte, o temporal virá tão forte, que arrastará o que houver em sua frente. É preciso que choremos logo.

Um pássaro não canta porque tem respostas. Ele canta porque tem uma canção.

Joan Walsh Anglund
A Cup of Sun: A Book of Poems

Nota: A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Maya Angelou, por ter sido publicado num selo como sendo de sua autoria.

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depois de tanto insistir, tento não me guiar pelas águas turvas do medo, porque faço da vida morada dos meus sonhos e transformo os meus desejos mais íntimos em possibilidades infinitas. Entrego-me a fluidez dos instantes e deixo o tempo transcorrer a seu critério, mesmo desejando, algumas vezes, que ele passe bem depressa e satisfaça a minha ansiedade de descobrir antes dele as respostas para as minhas tantas perguntas.

Deus existe, visto que a matemática é consistente, e o Diabo existe, visto que não podemos prová-lo.

Com o tempo talvez eu vá embora, porém, peço
que não chore, não deixe escorrer pelo rosto
lágrimas de tristeza. Sorria mesmo que isso pareça
dificil, na verdade, sorrir é o que os
sensatos fariam nessa situação.
Com o tempo você descobrirá, o quanto era
bom tudo que eu tentava mostrar-te, contudo, você sempre
tão nas nuvens, não percebia. Não percebia que apenas,
o que de eu tentava fazer, era com que você me amasse
do fundo do coração.
Palavras não eram, e ainda não são, apenas disfarces,
disfarces de desaforos, desabafos e desilusão, desilusão
com atitudes e escolhas que pareciam erradas, mais
erradas mesmos eram as conclusões que eram tomadas.
Com o tempo, talvez, eu não tenha mais tempo,
de bajular e galantear, talvez eu não tenha mais tempo
a perder. Talvez eu não tenha mais forças, talvez eu não
tenha mais esperanças, de que um dia algo de bom possa
ainda acontecer.
Quando, com o tempo, eu for embora, de verdade,
quero que você se acabe de chorar, pois seria muita ignôrancia,
de novo, desprezar oportunidades tão raras, de poder
ser feliz. Apenas porque acha que deve seguir suas intuições
naturais, e nem sabe de verdade que não há nada de
natural em se amar alguém.

“Pode parecer bobagem, coisa pouca, futilidade mas, sinceramente, o que não é futilidade? Do que realmente precisamos? Ser feliz, sentir-se bem.”

Cansado e sem forças, este sou eu... Mas mesmo no estado que estou não me subestime, se eu cair levanto mais forte...

Senta aqui!
Não tenha tanta pressa
Senta aqui!
Porque toda essa angústia?
Não fique aí tão quieta
Quebra o teu silêncio
Se abre comigo...

Ei! Senta aqui!
Não fique assim tão tensa
Senta aqui!
Eu sei que você pensa
Que ela me incomoda
Mas pode ter certeza
Que eu te quero...

Eu sei que não é tão fácil
Me amar assim
Com toda segurança
Num recomeço
Com o tempo você vai sentir
Que as suas dúvidas
Irão sumindo aos poucos
Será melhor prá nós
Será melhor prá nós...

Senta aqui!
Não jogue tudo fora
Senta aqui!
Confia em mim agora
Não fique aí pensando
Juntos acharemos um caminho...

Eu sei que não é tão fácil
Me amar assim
Com toda segurança
Num recomeço
Com o tempo você vai sentir
Que as suas dúvidas
Irão sumindo aos poucos
Será melhor prá nós...

Agora dá um sorriso
E vem prá cá
A gente já brigou demais
Por essas coisas
Vem me dá uma força
Porque eu te amo
Eu sei que não é tão simples
Só o tempo vai dizer
Só o tempo vai dizer...

Senta aqui!
Vem me dá um sorriso
Senta aqui!

Cuidado com o que vai falar, pra depois não se arrepender. Cuidado pq um coração machucado é muito revoltado.

Não devemos esquecer o passado, pelo contrário, devemos lembrar todos os dias para que não possamos cometer os mesmos erros e com isso dar valor ao que temos hoje.

Você sabe que é fantástico quando percebe que pessoas que não conhece odeiam você.

Alguns me perguntavam no passado: 'Por que o Sr. não vai ser ministro?' Ministro de quê? De quê? De um governo pútrido, em decomposição franca, que não aguenta o diálogo frente a frente?

Quem sabe nesse verão as coisas não dêem mais certo, você não me convide para aquela sorveteria que eu mais adoro, me leve para caminhar no parque ou até mesmo correr naquela areia quente da praia... Mas sem dormir junto, esse calor anda me matando.

TALVEZ EU NÃO SEJA DO TIPO NAMORÁVEL

Cansei de jogar a culpa nos outros, a verdade é que eu não sou uma pessoa fácil. Demoro para ser cativado, tenho dificuldades para perdoar mentiras e minha sinceridade quase sempre afasta as pessoas de mim. Quando as pessoas falam “eu te amo” na primeira semana eu fico com o pé atrás pensando: “de duas uma, ou ta falando isso só para ver se eu vou dizer se também amo, ou de fato não deve dar o mesmo valor que dou para um eu te amo”, enfim... Ando meio cético no terreno dos sentimentos e tenho desenvolvido o péssimo hábito defensivo de querer descobrir primeiro o defeito das pessoas, na tentativa frustrada de depois não ser surpreendido. E sabe o que eu descobri com tudo isso? O óbvio: que ninguém é perfeito, que todo mundo tem defeitos e que se procurarmos motivos para não ficar com alguém, sempre vamos encontrar vários. E em meio a qualidades e defeitos de pessoas que eu mal conheço, eu me pergunto: “Será que eu conseguiria conviver com isso a longo prazo?”, “Será que com o tempo essa pessoa vai continuar a sorrir quando eu contar as minhas piadas sem graça?” “Será que se eu não ligar, ela vai me ligar?”, “E se eu ligar? Como eu vou saber se ela teria me ligado?”,”Como poderei saber se sou ou não indiferente pra ela?”. No fundo, eu sei que todo esse questionário se resume a uma palavra: medo. É o velho medo de sofrer... Existe uma frase do Paulo Coelho (eu nunca pensei que um dia fosse citar Paulo Coelho, mas esta frase é realmente muito sábia), que diz: “O medo de sofrer é pior que o próprio sofrimento”. E mesmo sabendo disso, a gente continua a temer. Afinal, é natural ter medo de andar em labirintos, depois que se descobre que existem armadilhas nele. Antes disso a gente anda no labirinto e mesmo não sabendo para onde estamos indo, não nos sentimos perdidos. Engraçado essas coisa, né?! E levando em consideração as minhas feridas abertas, meu traumas, medos e fantasmas eu cheguei a conclusão que talvez eu não seja do tipo namorável, mesmo que uma outra parte de mim discorde, a parte racional é a quem escreve agora. E eu queria poder dar voz a minha outra parte, aquela que só quer um pretexto para por meu lado romântico em prática, mas isso me torna tão vulnerável... Sabe, a gente se abre, a gente acredita, a gente sonha e depois quando as coisas não dão certo, damos um jeito de nos culpar por isso. Mas é besteira esse lance de se culpar por acreditar, porque agora vejo que bem pior do que se culpar por ter acreditado em algo que não deu certo é não conseguir acreditar mais em nada. É... Talvez eu não seja do tipo namorável, talvez eu deva dar um tempo das pessoas, ou admitir que eu sou um solteiro convicto. Mas a verdade é que eu não sou, e por mais que eu queira convencer meu lado racional disso eu não consigo. Porque quando meu Eu racional diz “talvez eu não seja do tipo namorável” o meu Eu emocional responde em um lonnnnnnnnngo e pesado silêncio, e mesmo sem proferir uma única palavra, neste silêncio impossível de ignorar, é como se ele dissesse: “hey, eu ainda estou aqui viu?!”. Talvez eu não seja do tipo namorável, mas talvez eu seja mais do que aquilo que o meu racional diz. Talvez eu seja até um sonhador, um bipolar, um lunático, um romântico, talvez eu seja a minha ultima esperança.

SAUDADES DE NÃO SEI O QUÊ

Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filho único. Estou com saudades de não sei o quê; só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado; sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão; sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas.

Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca; e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.

Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la.

Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.