Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
Olhos claros, cabelos lisos como penas meninas brancas ou meninas morenas. Ah, sei lá!
Olhos negros, pele escura, negra linda sem mistura, naquela noite de chuva você me provou que entre todas as possibilidades você é única.
Não sou poeta, e nem amante de poesia só tenho o costume de descrever o meu dia.
Céu azul, olhos azuis na beira do mar ela está vivendo intensamente sem pensar.
Não é possível esquecer-se dos nossos momentos bons; princesa você me entende apenas com um olhar, quem foi que disse que não era possível amar?
“Meus pensamentos” Resende, 10 de novembro de 2017.
Idealmente, para ir de um ponto a outro, o caminho reto é o mais curto, mas na trajetória de vida das pessoas costuma ser muito difícil evoluir em linha reta. É comum surgirem imprevistos que alteram nossa trajetória e que, aparentemente, nos fazem perder tempo. Ainda assim, saber enfrentar essas circunstâncias imprevistas, essas complicações, nos permite crescer como seres humanos. Sofrer um acidente parece não trazer nada de bom, mas, se formos capazes de extrair algum aprendizado da situação, sairemos fortalecidos. Aprendemos mais tendo de avançar contra o vento do que com o vento a nosso favor. Nas curvas que nos desviam de nossa estrada podemos encontrar muito mais lições. Tudo o que nos acontece nos convém.
A flor mais simples é a mais bela porque se esconde atrás da sua simplicidade. A sua grandeza está na individualidade da sua essência! O mais belo nem sempre é o que cativa os olhos, é aquilo que toca a alma!
Sigo o sopro do caminho, do sul para o norte!
Mas a viagem termina quando o sopro se esvai, e sobra apenas o caminho.
Afinal, caminho sem trajetória é um desperdício...
É andar sem sentido nem vontade, em busca de um destino perdido.
Trovoadas
Trovoadas, leves, pesadas.
Jogadas aos montes em massa, sem medo, sem dor!
Do céu, no horizonte, das nuvens, ao chão.
Trovões, relâmpagos, luz, escuridão...
Lara
Linda,fofa
e legal
Deveras
A garota ideal
Lara
Menina que
Aos meu olhos
Se destaca na multidão
E que com um sorriso
Faz palpitar meu coração
Lara
Eu já cansei de tentar
De por você
Não me apaixonar
Lara
Ultimamente
A única coisa
Que tenho em mente
É o desejo
De melhor te conhecer
E de estar com você
Sem te deixar perceber
O'Que estou sentindo
Cada vez mais por você
Lara
Se eu não conseguir
Me controlar
Por você
Eu vou me apaixonar
Olha que morena mais linda
Mais cheia de charme
É ela mulher
Que vem e que passa
Num seduzente balanço
A caminho da sala
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho?
Porque não há tenho
Ah, porque tudo é tão triste?
Porque não há tenho
A beleza existe?
Sim,é ela
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
Enquanto eu tento encontrar coragem
Para a ganhar na raça
Pois os que a querem
Eu sei,não a deixarão de graça
E isso só demonstra
Como ela é uma beleza rara.
Tomara que as asas do amor
Me ajudem para que eu não sinta a dor
E que assim eu possa encontrar
A felicidade de amar.
Hoje acordei
Com vontade de escrever
Apenas por lazer
Sem desejo de me comprometer
Sem querer
Me submeter
A nenhum assunto
Específico
Sendo sincero
Não sei o que quero
Transmitir com meus textos
Não sei se são sentimentos
Pensamentos
Ou lamentos
Mas na moral
Espero nunca chegar
A uma resposta real
Cifra
Como num simples toque, Gerando um singelo som… me encontro em meio a um breve devaneio sob as cordas de um violão.
E neste pouco tempo falando sobre o som, que o próprio vento ecoa… Forma se a melodia! Que faz se do movimento em suas mãos...
Enquanto ao desenvolvimento, a melodia mesmo que tardia, gera em forma de poesia o momento!
E cada corda em sintonia, cada nota em harmonia, diz o real motivo! O temor retraído, a saudade ao relento.
Dentre outros movimentos o dedilhar se perde… e junto a ele vem o sentimento! O entendimento mesmo que por pouco tempo.
De uma nota escondida… ouvida porém não sentida! tocada, escrita, mas nunca redigida!
E em meio a multidão que parece não prestar atenção, nada mais consigo ouvir, além do sol, do lá, do si…
A cada vibração, vem do fundo a noção! Das partes de um inteiro, separadas… esquecidas…
E em mim forma se a empatia! Em forma de utopia! Porém logo vem angústia trazida pela sua avaria…
E agora vai se esvaindo a tal melodia... Pouco a pouco, nota após nota… e das últimas cifras, reduzidas agora a cinzas... Sobram apenas as breves lembranças da sua ousadia...
Enfim o silêncio! Que mesmo ao mais alto som, se faz absoluto…
Percebo então que não estive em mim durante esses minutos...
Volto e revejo… um ambiente agitado, a mesa cheia, o barulho ao meu lado… E eu aqui! Em devaneio, ao o som do seu violão...
Utopia da realidade
Sufocado pelas páginas do livro que nunca li, estou eu aqui! Preso nesta insuportável empatia…
Que posso fazer? Como me livrar de algo que não consigo sentir nem ver?
Não posso ouvir! Porém faço a mim mesmo a tortura ensurdecedora...
Não posso ver! Mas meus olhos se rendem ao medo… as imagens das páginas viradas, e ao sofrimento do vazio.
Não posso sentir… mas minha pele arde como se queimada com fogo!
E o cheiro, doce… putrefato… destruindo minha mente e meu corpo.
Não consigo mais viver na morte, mas o que posso fazer? O livro já tem um título… uma história... como não há o que ler?
Talvez porque a mente, em sua perfeição destrutiva, sempre desejando a utopia, reflete a degradação da aceitação que não existe! E sobra apenas agonia.
Nunca houve livro, nunca houve história, porém sempre houve a mente!
Buscou tudo de mim, tirou e revirou a vida, e enquanto buscava, a doença passava... mortífera e macabra.
Sedimentou meu tato, cegou meus olhos, matou minha sede, minha fome… tapou meus ouvidos. Agora o calor dessa história já não sinto...
Sinto apenas meu pensamento, torturando minha mente e dizendo: “esse livro não existe, o que existe são sentimentos”.
Obra de um dia só
Sob o calor escaldante, mas um perpétuo dia de trabalho...
Ouço o som das marretas, pás, picaretas!
Todas transmitindo um som revigorante! Porém falho...
Pedra a pedra, tijolo a tijolo, formando-se a base da ambiguidade!
O medo desconstruído pela beleza, o contentamento alcançado pela inautenticidade...
Monumentos se erguem momentos, se despedem.
Massa sobre massa, naqueles que se perdem.
A tristeza se forma, mas o sorriso remedeia!
E ao entardecer, quando o expediente termina, ficam apenas as sobras, daquilo que havia de dia…
Em mim só existem dois tipos de amor: o que pratico com quem me ama e o que pratico com quem me odeia. Porque em nome do amor, a reciprocidade é obrigatória.
Como poderia eu deixar de amar quem me ama tanto, da mesma forma como poderia eu ensinar ... quem me odeia tanto? Não me vingar já é tipo de amar.
Troca de favores
Os últimos trapos, sobras de um único retalho. Costurados, costurados, fio a fio, ponto a ponto.
Por conveniência talvez, ou por descaso… substituídos! afinal, não se precisa mais de retalhos!
“O tecido é novo, o tempo é favorável, então sigamos em frente! Costurando agora linho, seda, lã… fazendo um bom trabalho!
E aquelas velhas mãos cheias de calos… porque fazê las sofrer? Coloquemos logo uma galoneira!
Que além de economizar tempo, ganhamos mais!”
Então que sigam! E deixem para trás os tais trapos de renda e cetim. Ainda há quem os queira!
Disso tenho certeza! E as mãos cansadas, também tem salvação!
Pois mesmo acabadas, sempre costuraram! E sempre costurarão!
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