Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
anoiteceu
e eu aqui apreciando
e as estrelas contando
até onde minha vista alcança
não perco a esperança
as estrelas me iluminam
prateadas, elas brilham
e eu aqui a pensar
nos que tenho para amar
preciso adormecer
meus sonhos viver
sem limites pra realizar
o objetivo é tentar
fecho os olhos e faço um pedido
desejo todo o amor perdido
com uma chance
pra recomeçar
sou livre pra voar
tenho as asas do meu anjo
com ele ao meu lado
não me canso de sonhar!!!
amanheceu
acordei e não acordei
levantei-me
e novamente me deitei
daí eu cansei
da cama saltei
e nem lembrei
que hoje é dia de "branco"
então comecei
a fazer o café
que tomei
com satisfação
trabalhando
ao som do dia
da divina melodia
com graça e simpatia
esperança e sabedoria
persistência e alegria
e Jesus no coracao!!!
amanheceu e...
tem dia que eu não quero nada com nada, e me é permitido tudo
tem dia que não quero acordar, mas Deus quer e permite que eu acorde
tem dia que não quero levantar, mas levanto e antes tivesse ficado na cama
tem dia que não quero fazer nada, e faço mais do que deveria
tem dia que não quero falar, e falo demais, berro e grito
tem dia que não quero sair, e fico na rua ou na casa sua
tem dia que não quero odiar, mas o mal não me larga
tem dia que não quero escutar, e sou toda ouvidos
tem dia que não quero comer, e como só besteira
tem dia que não quero trabalhar, e trabalho feito condenada
tem dia que não quero sentir. e sinto em demasia
tem dia que não quero chorar, e lágrimas descem sem parar
tem dia que não quero me irritar, e fico super irritada, nervosa ao extremo
tem dia que não quero ajudar, e ajudo mais do que posso
tem dia que quero ser normal, e a loucura toma conta de mim
tem dia que não quero ter dó, e a dó, a pena, a misericórdia me invadem
tem dia que não quero ser amigável, e aparecem amigos do nada
tem dia que não quero estar nem aí, dai estou aí, lá, aqui e acolá
tem dia que não quero ser super mulher, então viro a mulher maravilha
tem dia que não quero pensar, "penso logo existo", insisto e desisto
tem dia que não quero amar, amo tanto que não cabe em mim
tem dia que não quero estudar, estudo sem hora pra terminar
tem dia que não quero ler, leio o livro até acabar
tem dia que não quero ver, vejo até o que não devo
tem dia que não quero saber, e eu sei tanto quanto devia
tem dia que não quero entristecer, dai ela toma conta do meu ser
tem dia que não quero aparecer, e todos me acham, me encontram
tem dia que não quero a luz, e ela me invade é a luz de Jesus
tem dia que não quero viver, vivo até minh'alma morrer de amor!!!
Me busco e não me acho
As vezes me perco
As vezes me esqueço
As vezes me canso,
Mas também as vezes me venço
E me vencendo é que me encontro
Então me entrego a Ele,
Em uma nova tentativa de alcançar a plenitude da felicidade.
Horas se passaram, e eu tentando escrever. Não consegui pensar em nada, a não ser em não conseguir escrever. Os versos não vieram, as letras não se juntaram, as vogais não soaram como soam toda manhã. As métricas não se encaixaram, nada fazia sentido. Às rimas não rimaram, não havia sequer um motivo.
Mas é comum as vezes, o poeta perder os seus dizeres. E o melhor a fazer quando se quer dizer sem saber, é escrever, sobre não conseguir escrever.
O respeito por si, deve sobretudo ter um sentido pessoal e não objetiva demonstrar ao outro o valor que se tem.
Não posso desistir daquilo que sempre me faz feliz demais, e por isso, luto diariamente para ter você sustentando minha felicidade.
Somente você tem a capacidade de decidir se a vida vai ou não ser suave. Escolhas definem as consequências desta suavidade.
Se em seu coração existir fé, o caminho não será mais fácil, mas a caminhada valerá a pena e na chegada perceberá que o que o sustentou em todo o caminho sempre foi Deus…
Sei que nada eu seria se não ouvisse as direções d’Ele porque Ele, de uma forma ou de outra, nos fala quando devemos seguir em frente, quando devemos parar e quando não importa nem tentar caminhar em determinados destinos porque eles não são nossos e nem devem fazer parte de nossa vida...
Às vezes, não se tem outra opção, só nos resta a vingança. Quando o vingador cai do céu, não haverá mais calamidade, pois, ela será exterminada. Alianças são necessárias, e quando não protegermos quem amamos, somos culpados pelo desencadeamento de mais calamidade.
A ARMA DO SALVO
CONTO
Depois do baque do copo de alumínio no piso, a princípio, não soubera precisar de onde veio o barulho, mas a sua intuição dizia ser no plano inferior da residência.
A Irmã Maria abriu a porta do quarto bem devagar, acessou a sala, transpondo-a, em profundo escuro;
qualquer esbarrão poderia estragar o seu plano: pensava no que poderia acontecer se o Raul, seu esposo, acordasse, por certo daria com os “burros n’água”, principalmente se fosse uma visita indesejável àquelas horas.
Raul, de temperamento, não totalmente domado... Disse certa vez que:
“É um fato que meu facão corta ‘asas de mosquito’: de tão amolado; mas não é para fazer o mal a ninguém!” Dissera certa vez. Mas nesse quesito, a Irmã Maria não confiava nele, nem em suas armas.
No percurso que fez dentro de casa - para ver o que estava acontecendo - não acendeu as luzes de nenhum dos cômodos, em momento algum; para não “espantar a caça”: ela queria dá um fragrante. Porque desconfiava de ser alguém amigo do alheio.
Chegou sem tropeços à cozinha, abriu a porta cuidadosamente e sentiu o fino cheiro da noite, entremeado ao odor horrível da “erva- do- capeta”. O chá alucinógeno da vadiagem que, exalava naquele ambiente cristão o seu horrível odor.
Aquela santa casa de tanto respeito que até cheirava a Deus, agora, estava sendo impregnada, com cheiro do "cruz-credo”.
“Que coisa estranha é essa meu Pai?! Ai meu Jesus amado, cubra-me com o teu manto precioso!” Clamou em espírito.
Com um pouquinho da luminosidade da rede de iluminação pública, viu na penumbra, a silhueta escura de um homem, com cabeça e pescoço - o mais esticado possível-, introduzidos no espaço entreaberto da janela, olhando para um lado e para o outro;
O meliante, na expectativa de encontrar algo que fosse interessante para ele, tentava entrar naquele ambiente familiar de qualquer jeito, e assim, encerrar a sua longa e sofrida, jornada noturna; pois o dia já estava prestes a dar o ar da graça.
Por ocasião desse episódio, a Irmã Maria já servia verdadeiramente ao Senhor: havia se convertido ao cristianismo ainda na sua juventude. Sua decisão por Cristo aconteceu em Campos Belos, onde morou com seus pais - até se casar -, depois de ouvir uma genuína exposição das verdades Divina, ministrada por um evangelista na Igreja Assembléia de Deus local.
Passou pelas águas batismais e não parou mais de crescer na graça e no conhecimento da palavra de Deus, e nos trabalhos da igreja, era assídua e pontual com as obrigações religiosas e, no seu modo de vida, era um exemplo a ser seguido.
Falava calmamente e andava devagar, a visão ajudava pouco, porque a catarata, não lhe dava tréguas, naquela altura da vida. Já passava dos setenta anos de idade – e, foi nesse período de vida que se deu esse acontecimento -, mas ainda estava muito sóbria.
Com ela não tinha esse negócio de brabeza, nunca teve. Agitação, armas, violência, pra resolver os problemas, isso não.
“Entrego meus problemas pra Jesus, sempre. E em casos de urgência clamo por Ele e sou atendida.” Dizia.
Não conseguia ser deselegante, com ninguém, nem mesmo sendo esse alguém um marginal, que tentasse invadir o seu espaço, pra lhe subtrair algum pertence. "Um bom tratamento nunca é demais." Afirmava.
Com a paciência e sabedoria que Deus lhe deu, perguntou com voz macia - sem dureza:
- Ô moço, diz pra mim como é o seu nome?!
- Alexandre!
O tal ente, desprovido de coragem pra procurar um trabalho digno, parou de girar a cabeça e ficou inerte, contido, por um pouco de tempo.
Se fosse o Raul que estivesse lá... Ah, se fosse ele... No mínimo poria tudo a perder: e mofaria atrás das grades, por longos anos. Mas a cabeço do ladrão rolaria.
Maria não golpeou o sujeito, mesmo tendo uma foice tirando cabelos, atrás da porta. Ela tinha a quem temer: temia a Deus sobre todas as coisas e a lei dos homens também:
Não ia ser uma oportunidadezinha daquelas que a tiraria do sério, levando-a a fazer justiça com as próprias mãos.
Não fez nenhum alarde ou escândalos, se quer maltratou ou enxotou o intruso, com palavrões, e nem precisou feri-lo de morte com instrumentos de crime, como possivelmente muitos o fariam, se estivessem em seu lugar. Não!
Ela contava mesmo, era com as armas espirituais: com a providência do altíssimo. Ainda estava fresquinho em sua memória o que dissera o apostolo Paulo no texto Sagrado:
“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra [...] as forças espirituais do mal [...]” (Efésios 6: 12).
Então a Irmã Maria sacou da arma mais poderosa que o salvo pode conduzir: "a autoridade do nome de Jesus." Juntou forças nos pulmões e disparou:
- Aleixandre você está repreendido no nome de Jesus!...
Há poder no nome de Jesus. E a ordem da Irmã Maria para o invasor, fora como uma forte pancada: a vibração sonora daquelas palavras soara com tanta intensidade no sistema auditivo daquele indivíduo, que pareceu equivaler a uma bomba, explodindo sobre ele.
Poouuumm!
Na fumaça da pólvora e com o estampido imaginário da "bomba", a vitima entalada na janela estremeceu em gritos estridentes, na estagnação noturna da casa.
E, vendo eminentemente a morte, se aproximando,reuniu as forças que ainda lhe restavam, deu um arranco tão grande que despedaçou a vidraça em milhares de pedaços e aluiu o basculante do seu lugar.
Por pouco, por muito pouco não deixara a cabeça para trás, agarrada nas ferragens.
Raul aparecera no mesmo instante como um raio, apavorado, ainda com as roupas de dormir, e com o seu instrumento cortante na mão, querendo saber do acontecido:
- O que está acontecendo Maria? que barulho dos infernos é esse?! - Ainda não havia deixado o linguajar antigo,apesar de convertido ao cristianismo.
- pelo jeito, deve ter sido um ladrão: queria entrar de qualquer maneira pela janela, mas eu estava lá atenta, e o repreendi no "nome de Jesus." – O nome que é sobre todos os nomes.
Se morreu, foi muito longe dali, pra não incriminar a portadora da arma mais poderosa do mundo. - "A autoridade do nome de Jesus"-, ou será que aquela vida está correndo até hoje? Isso não se sabe.
O que se sabe é que, o pavor daquela alma vivente foi tão grande, que na hora do desespero e da correria deixara para trás, o produto do roubo- ou, fruto do seu trabalho desonesto daquela noite, em cima d'uma mezinha na varanda: sacolas com todos os objetos que furtara de outras vítimas.
Nas proximidades do cenário desse acontecimento por muito tempo ainda se via, vestígios desse delito:
estilhaços de vidros, cantoneiras retorcidas, chinelos, manchas de sangue,... Servindo de prova do poder de fogo da arma da Irmã Maria Graciosa: "O nome de Jesus".
(10.07,15)
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