Fale de seus Sentimentos se Nao Quiser Adoecer
Eu li cada palavra do que você escreveu e a única coisa que consigo pensar é que eu não mudaria nada em você. Você fala dos seus defeitos, mas são justamente esses detalhes — o seu jeitinho teimoso, essa braveza que me desafia e até as suas inseguranças — que fazem de você a mulher que eu amo.
Não precisa se desculpar por ser humana. Eu também não sou perfeito, mas o que temos é real. Quando você diz que gosta do meu jeito, o mundo lá fora faz sentido. E quando acordamos juntos, eu sinto que ganhei o dia antes mesmo de ele começar. Pode baixar a guarda comigo. Eu não quero perfeição; eu quero você, exatamente assim, com tudo o que vem junto. Vamos cuidar um do outro, sem pressa e com toda a verdade que a gente merece.
No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica.
Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer.
Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica.
Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo…
E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela.
De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele.
E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME.
ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota.
E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria.
Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar.
E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo.
... coisas sobre Ela e Ele
Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.
E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.
Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.
A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.
Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.
Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.
...coisas sobre Ela e Ele
Não sei o que mais me define como eterno palhaço.
Se é viver para arrancar sorrisos de quem está triste, ou precisar pintar um em meu próprio rosto.
Uma mulher que se conhece bem e se respeita não fica onde ela não cabe, não aceita pré-julgamentos, não implora por atenção, não se acomoda onde há comparação e não aceita atitudes
que a induzam a pensar qualquer coisa
que seguem neste fluxo de idéias retroalimentadoras de pensamentos doentios.
Para quem não quer
dialogar com o mundo,
ele não é pequeno
e tampouco redondo.
Haya paz no palácio
para tentar reaver
o diálogo franco com
quem deu de ombros
ao mar para os povos.
Ainda há quem faça
o mau uso da palavra
querendo transformar
o quê é tão simples
no regresso da Era
da bala de canhão.
Porque para entender
o quê é o mar para
a Bolívia ele alcança
além da soberania,
é para evitar que ele
seja loteado entre
sete famílias,
e para que se
torne o patrimônio
dos filhos dos povos.
Como uma
canção que
caiu na boca
da população.
Não vejo o
porquê manter
em detenção
a tropa só
porque discorda.
Ela não é
ameaça para
a Nação,
insisto pela
libertação.
Por ela venho
há tempos
e de longe
pedindo,
e pelo nobre
e bom General.
Não dá para disfarçar,
que da história sou
a expectadora com agonia,
vendo a adoração cega
ao poder que nos autepsa.
Ele que nunca deu
segurança nenhuma
na vida de ninguém:
qualquer pessoa comum
nos sombrios dias de hoje
sabe reconhecer um
bajulador de longe.
Ciente disso não se iluda
fazendo culto a líderes,
porque o preço disso
é bem caro e custa
não só a tua alma.
Uma América Latina repleta
de presos políticos,
e de gente dando a vida
para se livrar de ditadores;
e o nosso povo querendo
transformar as eleições
numa passagem direta
para o inferno com direito
a marcha histérica,
com 'supremo' e com tudo.
Não romantize o quê não é para ser,
a nossa ânsia romântica mal administrada pode ser o nosso próprio cálice cheio de veneno.
Quem realmente quer algo sério com você estuda a sua personalidade para agir com tato redobrado ao seu respeito porque quem ama não machuca a alma e não fere o teu corpo e em hipótese alguma.
Quem ama você se preocupa que numa conversa não haja danos, não te desrespeita quando vocês estão a sós ou em público.
Quem ama sempre se esforça em dar respostas imediatas, não te deixa de molho e faz um esforço para manter
o diálogo vivo.
Quem ama não te deixa perceber que está olhando ao redor porque de fato não está olhando ao redor; e se for excessivamente uma pessoa de atitudes pouco espontâneas cedo
ou tarde se tiveres calma perceberá
os sinais que a pessoa é hipócrita.
Não romantize o quê não é para ser porque a nossa energia romântica desperdiçada pode afetar o nosso amor próprio e até a chance de você encontrar um relacionamento saudável com uma pessoa que tenha os mesmos objetivos que os teus.
Estratégias para não odiar quem é diferente de você: apenas dê graças a Deus que você não é como ela, procure ter o mínimo contato se for necessário ou não ter contato nenhum.
Boa seja a madrugada
com muita paz
e serenidade para você
que levanta cedo porque
não consegue dormir,
para você que levantou
por levantar e para você
que acorda cedo para
seguir em frente e ir lutar:
o importante na vida é não parar.
Sem fazer ideia de que
sou loucura de capturar
o ar e que de mim não
saberá mais regressar.
Plácida é a armadilha
do destino para deixar
os dois de joelhos,
virei ocupação perene:
de todos os teus desejos.
Sem notar o meu alto
grau de atenção,
sorrateiro e seduzindo
vens o tempo inteiro.
Desde o dia em que
você decidiu aparecer
no meu caminho,
Sem colocar poesia em tudo:
nada mais tem feito sentido.
Os nossos laços de afeto
comos nossos e para com
a nossa Nação não podem
ser fragilizados pela política
A Maldição de Sariel
(à maneira de Kierkegaard)
Minha maldição não é visível aos olhos comuns,
porque não vive fora de mim,
mas no silêncio onde o homem encontra a si mesmo
e descobre que não pode escapar.
Sou condenado a perceber que a vida não me pertence —
ela apenas me atravessa,
como um vento frio que corta e não se deixa segurar.
Sinto o peso do eterno no instante,
o peso de Deus no olhar humano,
o peso da ausência onde deveria haver consolo.
E, enquanto outros caminham distraídos,
eu caminho acordado demais,
ferido demais,
amando demais.
Não sei se isso é dádiva ou castigo,
mas sei que não há cura.
Porque aquele que vê o fundo do poço
já não consegue fingir que só existe a superfície.
Juramento da Maldição
por Sariel Oliveira
Juro diante do silêncio eterno que não serei cego.
Que verei o que a noite esconde
e ouvirei o que o mundo não suporta dizer.
Aceito a solidão como testemunha,
o peso da lucidez como cruz,
e a ferida que nunca fecha como parte do meu ser.
Não fugirei da dor —
antes, a acolherei como velha companheira,
pois ela me lembra que estou vivo
num mundo que vive dormindo.
Se esta é a maldição que me coube,
que assim seja.
Carregarei seus sinais até que o pó me reclame,
e, ainda então,
que minhas cinzas sussurrem ao vento
o que poucos tiveram coragem de ouvir.
A honestidade pode até atrasar o caminho,
mas é a única que não te perde de você mesmo.
— Sariel Oliveira
O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira
O homem foge de si porque estar consigo exige decisão.
Decide-se quem se é quando não há aplauso,
quando ninguém vê,
quando ganhar custa a própria verdade.
A angústia não é inimiga —
é o sinal de que a alma ainda está viva.
Pior que sofrer é existir sem nunca se escolher.
— Sariel Oliveira
MANIFESTO
Eu não quero vencer a qualquer custo.
Quero não me perder.
Recuso a vida vivida por reflexo,
as escolhas adiadas,
o conforto de caber onde minha verdade não cabe.
Não acredito numa existência sem angústia —
ela é o preço da liberdade.
Se escolher dói, é porque escolher é real.
Não confundo fé com certeza,
nem amor com troca,
nem honestidade com ingenuidade.
Prefiro perder vantagens
a negociar minha consciência.
Não sigo a multidão só porque ela é barulhenta.
A maioria nunca foi prova de verdade.
Caminho sozinho quando for preciso,
porque estar acompanhado pela mentira
é a forma mais elegante de desespero.
Aceito que amadurecer é perder versões antigas de mim.
Não tento repetir o que fui.
Permaneço no que ainda sou capaz de sustentar.
Não uso pessoas como meios,
nem sentimentos como desculpa.
Amar, para mim, é decisão —
não espetáculo.
Se existir um inferno,
ele não está na dor,
mas em viver sem nunca ter sido quem se é.
Por isso escolho a responsabilidade de existir.
Escolho a verdade que custa.
Escolho a solidão honesta
em vez da paz comprada.
Não quero uma vida que pareça boa.
Quero uma vida verdadeira.
— Sariel Oliveira
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