Falas do Texto a Caixa de Pandora
LABIRINTO
Andei sem rota,
batendo na porta
que não se abria.
Meu medo sumiu.
Perdi a razão.
Neguei ao oráculo
meu sangue e perdão.
A musa Ariadne
se esqueceu de mim.
Não veio ao encontro
marcado no fim —
no fim da viagem,
da tola miragem
que venderam pra mim.
Eu sei que estou
perdido no caos,
no vácuo do mundo,
sem paz ou redenção.
Sou homem, sou tolo,
vestido de púrpura,
coroa de espinho,
ferida divina,
forjada do barro
que volta ao chão.
Jadeilson
Meu irmão não é especial.
Não tem nenhuma virtude fora do comum.
Não brilha nas rodas,
não encanta multidões,
não coleciona diplomas.
Mas é um homem.
E isso, hoje, já é raro.
Homem no gesto firme,
no que acredita,
no que não negocia.
Rude, às vezes seco.
Mas nunca falso.
Nunca curvado ao que dizem
ou ao que esperam dele.
Ama suas escolhas,
como quem sabe o peso que é
carregar a própria vida
sem fazer dela espetáculo.
Eu, mais novo,
olho pra ele com admiração quieta.
Não por heroísmo,
mas por coerência.
Por resistir, mesmo no erro,
com a dignidade dos que não fingem.
Jadeilson não precisa saber
que escrevo isso.
Ele não liga pra palavras bonitas.
Mas o que sinto por ele
é mais velho que a palavra.
É afeto de sangue.
É respeito de silêncio.
É amor —
sem precisar dizer.
Eu sou burro, dizem.
Não aprendi a ser hipócrita.
Não sei sorrir com o fígado doendo,
nem elogiar quem me envergonha.
Nasci torto pra esse mundo liso,
onde a esperteza é se calar,
e a virtude é caber na média.
Não sei me vender.
Não sei bajular.
Não sei.
Só sei ser inteiro.
E isso, hoje, é burrice.
Vejo os que vencem —
sabem o tom, a pose, o disfarce.
Sabem dizer sim sem concordar.
Sabem pedir desculpas sem culpa,
elogiar sem respeito,
defender sem acreditar.
Eu não.
Eu sangro na frente de todos,
falo o que penso,
perco amigos,
perco oportunidades,
perco o conforto.
Mas durmo.
Durmo sabendo quem sou.
E isso, talvez, seja o que ainda me mantém
vivo — mesmo fora do rebanho.
Eu sou burro, dizem. Não sei me posicionar, não sei me calar na hora certa, não aprendi a jogar o jogo. Nunca entendi o valor de um elogio falso, nem a importância de um aperto de mão estratégico. Não sei fingir respeito, não sei sorrir com o fígado amargo. Nunca aprendi a ser hipócrita — e isso me custa.
Enquanto outros sobem, eu permaneço. Enquanto fazem alianças por interesse, eu perco oportunidades por lealdade. Enquanto moldam a voz ao que o outro quer ouvir, eu falo o que penso, mesmo que doa, mesmo que afaste. Eu não me adaptei. Não consegui. Há quem chame isso de orgulho, de teimosia, de burrice mesmo. Eu só sei que não consigo ser outro pra agradar. Só sei ser eu — e isso, hoje, é visto como falha.
Não é que eu goste da solidão. Nem que me orgulhe da minha margem. É que a conta que me pedem pra pagar pra caber no mundo — ela custa minha alma. E isso, não. Prefiro perder, prefiro errar, prefiro andar só. Mas durmo. Durmo sem vergonha. Durmo em paz com o homem que carrego dentro. E isso, talvez, ainda seja o que me salva de virar o que todos esperam.
Nada me inspira mais do que a raiva. Não essa raiva histérica, superficial, que grita sem saber por quê. Falo da raiva que nasce do abuso, da injustiça cotidiana, do silêncio imposto aos que ainda têm alma. A raiva que surge quando vejo gente boa sendo engolida por um sistema que premia a mentira, que endeusa o disfarce, que trata a hipocrisia como virtude social.
A indignação me dá vida. Me acorda. Me empurra pra escrita. Não sou movido a paz interior, nem a frases de autoajuda. O que me move é o desconforto. O que me guia é a vergonha de ver o mundo como está e fingir que está tudo bem. Eu não me adapto, não consigo. E não quero.
Escrever, pra mim, não é florescer: é rasgar. É reagir. É cuspir de volta o que me enfiaram goela abaixo. Minha arte não é gentil — é necessária. É a forma que encontrei de não enlouquecer. Porque se eu me calar, se eu aceitar, se eu sorrir junto, aí sim estarei perdido. A raiva me lembra que estou vivo. A indignação me prova que ainda sinto. E enquanto isso durar, ninguém vai me domesticar.
Entre Salomão e Nietzsche, a Senda do Poeta
Ser poeta não é ser um sábio, embora o poeta caminhe com os olhos cheios de mundo.
Ser poeta é, talvez, saber desviar dos abismos do saber.
Salomão provou de tudo: da carne e do vinho, da justiça e da insônia. Escreveu provérbios como quem grava cicatrizes em pedra. No fim, chamou tudo de vaidade. Mas errou — não porque ousou saborear o mundo, mas porque se esqueceu de manter acesa a lâmpada interior. A sabedoria sem direção vira labirinto. E o poeta não pode se dar ao luxo de se perder.
Nietzsche, por sua vez, levou a lucidez até os ossos. Arrancou o véu de todos os ídolos, inclusive o de Deus. Mas pagou um preço alto: foi vencido por aquilo que desejava superar. Ficou só, dentro da própria mente — uma caverna onde ressoavam apenas os gritos do seu gênio cansado.
Eu não quero ser como Salomão, que confundiu sabedoria com impunidade divina.
E também não quero ser Nietzsche, que confundiu liberdade com exílio da alma.
Quero escrever versos que me mantenham de pé.
Quero uma poesia que não apodreça, que não me transforme num profeta vencido pela própria visão.
Quero a palavra como caminho — não como cova.
Porque a verdadeira maturidade não está em saber tudo, mas em saber o que deixar de lado.
E a verdadeira poesia não nasce do delírio nem da vaidade — mas do silêncio que vem depois de ver demais.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
O ser humano foi criado com o propósito de viver em conexão com Deus, o seu Criador.
Qualquer tentativa de burlar esta finalidade, apenas conduzirá a criatura para o mais profundo do abismo em que se tornará o seu coração.
Optar por uma vida distanciada dAquele que é a Fonte da vida, fará com que o homem afunde cada vez mais na escuridão que a ausência de Deus produz.
Está você conectado a Deus?
(Fabi Braga, 31/08/2014)
O Senhor te formou. Você não é igual a ninguém. Pare de tentar se moldar ao gosto de outrem!
Gaste teus dias tentando agradar a Deus, porque eu sei que tal tarefa só lhe acrescentará.
Fuja das expectativas errôneas de quem - como você - está carregado de falhas.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Saia de cima do muro. Esta é a pior posição em que alguém pode se encontrar. Especialmente no que concerne à fé.
Aquele que está sobre o muro está exposto. É disputado. E não pode obter "proteção" de qualquer um dos "lados".
Decida-se. Escolha para onde quer ir. E faça isto antes que o sopro da vida se extinga de ti.
Sabendo-se que de um lado, és amado; do outro, és odiado.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
A Palavra do Senhor é boa. Ela é usualmente liberada para nós, por Ele, para o nosso crescimento. E isso porque Ele nos ama. A TODOS. É evidente que, em nome desse Amor e por Sua justiça, Ele também nos exorta. Mas isso é o que Deus, Onisciente que é (e Ele só), faz.
Quanto a você, não queira usar a Palavra do Senhor para ferir ou mesmo matar o teu próximo. Avalie o teu posicionamento.
Justo é o Senhor. E a todos contempla.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Amizades reais são como tesouros! Feliz é aquele que os possui!! Eles recreiam a nossa alma. E nos fazem crescer...
Mas esses são os outros amigos...
Melhor que todos eles, só o Amado e Fiel Jesus! Esse será sempre incomparável.
O Amigo Inenarrável. O maior.
O melhor Amigo.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Os espinhos estão em nossa carne por alguma razão.
Razão que Deus conhece bem.
Mas cuidado: Não tente arrancá-los; isso poderá te ferir ou mesmo matar.
E se Deus - após você orar tanto pedindo a Ele que os extraia de você - te disser apenas que a Graça dEle te basta, conforme-se. Ele sabe o que faz.
Todas as coisas que nos sucedem – aos que O amam – irão convergir em bem para nós e Glória para Ele.
Aceite-se, como Ele te aceita. Terás que conviver consigo toda uma vida. E declarar guerra ao próprio ser não faz sentido.
Mas procure seguí-lO, imitá-lO e agradá-lO, para que Ele seja refletido através de você, apesar das tuas fraquezas.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Testemunho:
Minha vida não andava bem.
Tava tudo fora do lugar.
Sorrisos e alegria duravam tão pouco...
Felicidade então? Eu vivia a procurar.
As coisas não iam bem e eu já tinha desistido de mim mesma.
Já estava cansada de trazer um peso tão grande sobre os ombros.
Um dia Ele chegou. Eu até já tinha ouvido falar sobre Ele. Até pensava que O amava e tal...
Mas então houve O encontro. E foi pra valer. Eu nunca vou esquecer isso, porque Ele simplesmente conseguiu pôr em ordem a minha vida e o meu coração.
Me livrou das coisas que me acorrentavam. Provou-me que as Suas opiniões estavam certas e as minhas teorias todas erradas. Demonstrou-me o Seu imensurável Amor.
Me perdoou por minhas mancadas e logo consegui perdoar a mim mesma. E como eu não perdoaria aos outros?
Agora eu vou falar sobre Ele até cansar. E tomara que não canse.
Porque só eu sei os caminhos pelos quais trilhei. Só eu sei a solidão que eu sentia e que me roubava a tranquilidade.
Ele chegou. E levou tudo de ruim embora. Estou livre!!! Sou livre!!!
Trocou meu coração por um novinho em folha. Coração este que está transbordando o Seu amor.
Eu O amo tanto que nem consigo expressar...
Jesus, valeu mesmo por ter vindo ao meu encontro.
Agora sei que eu sempre irei te amar!
(Fabi Braga, 07/09/2014)
Se ligue.
Dons tem a ver com serviço.
Para executar um serviço para o Seu Reino, Deus capacita pessoas.
Porém, dons não são garantias de Salvação.
O Senhor, quando quer falar, se expressa de múltiplas maneiras e, para isso, utiliza os meios que julga necessários. É evidente que Ele tem preferência por aquele que é imagem e semelhança Sua.
Entretanto, Ele pode transmitir o que deseja até mesmo através de um animal (vide exemplo da jumenta em Números 22:28)!
Procure cultivar a tua comunhão com o Senhor para que sejas salvo; e abandone a ideia de que, por ser ou ter sido canal de Deus, isso te salvará.
(Fabi Braga, 10/09/2014)
As riquezas perecem.
E a não ser que sejamos arrebatados, todos nós morreremos. E vamos apodrecer debaixo de " 7 palmos".
Aí eu pergunto: O que somos nós? Pra onde levaremos tanto orgulho, ganância e ambição?
Sejamos humildes. A eternidade ignora os anseios humanos para esta vida.
A verdadeira Sabedoria é aquela operada segundo Deus, e não segundo o mundo.
Possamos aprender a amar como Jesus. Essa sim é uma dádiva que só nos acrescenta e que é incorruptível.
Valorizemos prioritariamente as coisas que não se podem mensurar; as melhores coisas; as mais excelentes.
(Fabi Braga, 09/09/2014, editado.)
O Senhor Deus está disposto a nos perdoar, ante o nosso sincero arrependimento. E tantas são as nossas falhas e pecados...
Mas, e se Ele usasse para conosco a mesma medida que usamos para com os outros?
Nesse ponto, torna-se evidente o quanto precisamos aprender com o Amor de Deus...
(Fabi Braga, 14/09/2014)
O tempo passa e a Sabedoria continua a ser desprezada. Como quem prefere um lanche rápido e calórico, numa constante substituição à alimentação saudável...
Se ela é tão preciosa, porque as pessoas não a buscam com gana?
Tal quadro é entristecedor, já que pela falta desse conhecimento tantos desgostos se perpetuam.
Penso que ainda que eu vivesse por mais novecentos anos, não compreenderia o porquê de a estultícia ser tão ovacionada...
(Fabi Braga, 16/09/2014)
Os concorrentes desavisados que se cuidem...
Na disputa por aquele Coração, irão de encontro a um Rival Forte e Poderoso.
Exatamente Aquele que tornou-se o Amor daquele ser.
Tudo pois um dia o resgatou e dele quis cuidar, sem maiores exigências.
Tal Amor propôs e estabeleceu com o alvo de sua dedicação um pacto; uma aliança eterna que jamais será quebrada.
Mostrou-lhe o que é ser alegre e supriu-lhe as necessidades, o que transcende em muito as expectativas humanas e materiais!
Agora o Coração é feliz. Feliz de verdade! E ele se põe a perguntar: Falta-me ainda alguma coisa?
Se agora vivo a transbordar desse Amor tão precioso; O Incomparável; O mais Excelente...
(Fabi Braga, 17/09/2014)
- Relacionados
- 58 textos motivacionais para equipe de trabalho
- Textos para amizade colorida declarando os seus sentimentos
- 35 textos para melhor amiga chorar e se emocionar
- Texto de feliz aniversário para melhor amiga chorar de emoção
- Texto sobre Mulher
- Textos sobre família que inspiram carinho, amor e gratidão
- Texto para Família
