Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Eu quero ter a liberdade de sentir que eu posso ser eu mesma. A partir de hoje eu quero ser eu por inteira, mergulhar em mim, na confusão e no silêncio absoluto que faz na alma de quem ama a vida por inteiro.
Eu tenho uma capacidade incrível de me apaixonar por quem eu não devo. De sofrer por quem me despreza. De pedir perdão mesmo não sendo o culpado. Eu tenho essa mania de fazer questão de não ser o certo. De querer mais do mesmo. De sofrer em dias de sol. Eu tenho essa mania de botar todo mundo no coração. O negócio é que eu não sei amar na medida certa.
Saudade, olha aqui, não adianta fazer birra, bater pé ou se agarrar nas minhas roupas. Muito menos ficar presa às coisas que ficaram no meu quarto, isso não vai dar em nada. Saiba que as coisas ficam bem, uma hora.
"Aí não acredito" você vai ficar aí esperando esse telefone tocar?
Não adianta ele não vai te ligar.
Saiba ser feliz sem isso, vai rir por aí... Vai espalhar seu brilho deixa esse Mané pra lá!
Não adianta ele vai fazer juras de amor, vai casar-se, vai ser feliz por alguns momentos, ele pode até rodar o mundo, porém, "se for pra ser seu" Querida! Ele vem.
O amor é viver sua própria vida, mas compartilhando-a. É o perdão. Cometer um milhão de erros e transformá-los em experiências de aprendizagem. O amor é o otimismo, paciência, e às vezes é apenas um beijo quando não há mais nada a dizer.
Meu amor poeta;uma poesia que só tua alma bandida poderia compor, a alma derramada ao pè da foto que pousava com o vestido do primeiro encontro,a declaraçao que sò teu coraçao soube recitar ... gosta dos meus cabelos... (me lembro ) e jamais sera meu amigo... A minha ilusao pode me enganar, pois te procuro em todo lugar,coinscidências ...afinal o amor è loucura ....
Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: "Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz."
Você não é louco e nem está ficando, você só respira esse ar poluído, e convive com essa gente que nem sabe quem foi Anne Frank. Você só se queixa dessa escuridão, mas é você quem tapa seus olhos, e ninguém consegue abri-los.
Nenhuma multidão me consegue fazer sorrir, nenhum chá de camomila me tranquiliza, nenhuma gracinha de amigos me faz melhor, nenhum porre nos finais de semana já me faz bem. E por tudo isso, por tudo que eu idealizei esse tempo todo, sinto que adoeço aos poucos. Por parcela. São parcelas relativamente pequenas, mas intensas, raivosas. São como agiotas. São parcelas de momentos, memórias, sentimentos, coisas que eu jurei e pensei ser para sempre e não foi.
Você me acorda todos os dias, às 6h17, com um torpedo incrivelmente lindo. Eu releio por horas, mas no fundo me sinto triste. Porque é difícil, horrível, chato, pesado, penoso, sem pé e nem cabeça te ter apenas em simples palavras. A gente podia muito mais.
Veja bem, não é usando óculos maior que o rosto, roupas largadas, fumar cigarro, gostar de um escritor morto há 20 anos e amar cafezinho que vai te fazer ser culto. É preciso muito mais, meu bem. Não confunda literatura de verdade com esses produtinhos mercadalógicos para preencherem os vazios de quem não tem o que fazer. Eu realmente tentei, mas não consigo conviver cercado por tanta gente ignorante.
Tu vens e perguntas se esqueci das palavras ditas, dos afagos trocados, dos beijos não dados na primavera. Pois se tanto sinto, mas nada digo, como é que podes me compreender? Meu bem, tu não entendes meus lábios trancados. É preciso me encontrar no vazio, me ouvir no silêncio, me ler nas palavras não ditas, malditas, benditas.
