Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
ALGUMAS LIÇÕES...
CRÔNICA
Naquele tempo quase todo mundo usava uma arma qualquer...
Esposta na sinta de seu usuário; na cabeceira do arreio,na sala de estar,atrás da porta...
Conta -se, que, na fazenda Alto do Barrerim, Sta Rosa da Serra, Chico Cabaça e Zuino Mandi se estranharam e foram às vias de fato...
O trem foi feio!...
Passado um tempo desse embate,ao se reencontrarem, um tirou a vida do outro, tragicamente.
Os dois personagens desta história detestavam seus apelidos...
Chico Cabaça deu de possuir um revólver que, pelo apego, não devia se desgrudar tão facilmente dele.
Dado dia e instante, precisou ir à vendinha que arrendara a um conhecido, comprar um açúcar pra esposa coar um café.
Encontrou-se com Zuino Mandi, na dita venda; bebendo "umas e outras", batendo um punhal prateado,reluzente num balcão de madeira.
Havia uns Bonitos e valiosos,de prata com desenhos de figuras trabalhadas em relevos, na bainha e no cabo; a lâmina de aço,servia para sangrar as vítimas.
-- Zuino,que punhal lindo é esse?!! Quanto ti custou?!
-- Custou 250 Réis e uma trela de cabaças.
-- E esse revolver bonito à mostra em sua cintura, tenho medo não; quanto cê pagou pu ele?! - Reverberou Zuino.
-- Paguei 550 Réis e dois ganchos de mandi.
Pronto: Quando Zuino mesionou em sua resposta a "trela de cabaças", no negócio do punhal, e Zuino sitou os "ganchos de mandis" na compra do revolver, incendiram a fogueira...
Pra quê!!... Zuino foi pra cima de Chico...
Chico bateu a mão no revolver, pronto em botá-lo a "cuspir fogo"... Acionava o gatilho sem parar, mirando o desafeto, mas nada acontecia...
O tambor da arma de Chico Cabaça estava completamente vazio. Ele mesmo, o havia esvaziado, prevendo acidentes com as crianças. E não retornou a munição pro lugar.
Zuino o pegou à "unha"; imobilizado no chão, Chico, recebia panadas de punhal no rosto ouvindo Zuino dizer:
-- Eu não vou lhe matar com esse punhal, ele é caro demais, só uso de boniteza mesmo. Você merecia morrer era com um punhal velho, enferrujado...
Acalmado os ânimos, Chico Cabaça,disfeitado, montou em seu cavalo e jurou...
-- No dia que eu o encontrar novamente um de nós vai pro inferno.
Dois anos se passaram...
Chico Cabaça apeou do cavalo na mesma vendinha; Zuino Mandi estava de costas,Chico o pediu para que virasse que não matava homem pelas costas; ao virara-se, Chico o desferiu seis disparos de arma de fogo.
Como um dos agravantes do crime, Chico colocou os invólucros dos projéteis deflagrados na boca da vítima.
Zuino, não resistiu os ferimentos...
Julgado e condenado Chico fora sentenciado em 12 anos de prisão em regime fechado. - Um ano de sentença por cada cápsula.
Todos anos seus filhos saiam em penitências,numa via-sacra, com a folia de Reis local, fazendo promessas pro pai sair logo da cadeia. Tocar a vida ao lado deles.
Chico Cabaça ajustou advogado e saiu da prisão; depois de cumprir oito anos de reclusão.
- O uso de amas é complicado...
Se mata e se morre, por causa dela; outrora, ajuda o dono e o leva para a prisão.
- Quanto aos apelidos: se a pessoa não gostar, deve haver respeito a ela. Ser tratada pelo nome é a melhor opção.
Apelido, só se for carinhoso.
20.06.19
eu quero ser o seu amor de hoje, o seu amor de amanhã e o de depois de amanhã.
não me importo se não fui o de ontem, o de anteontem ou o de semana passada.
eu quero ser aquela pessoa que você procura os olhos quando está confuso.
eu quero sorrir pra você nos seus dias ruins e te abraçar quando você precisar de um alento.
eu quero ser aquilo que ninguém jamais foi, mesmo que tenham existido outras antes.
eu quero amar você de uma forma que eu nunca me permiti amar.
eu não sei.
o mundo já te machucou muito e o meu coração grita pra só te amar.
sem dor.
sem reservas.
Coragem é o ato de buscar, em algum lugar o melhor resultado para sua ação. Um dia você acerta, e o que lhe parecia distante vai estar nas suas mãos.
Eu nasci assim,
Eu sou assim,
Portanto você tem que me aceitar assim
Mesmo sabendo que nem sempre sou assim
E não vou ser sempre assim,
Você tem que me aceitar assim
E o dia que esse assim não for mais eu,
E o assim que serei for outro
Diferente do assim que fui
E do assim que serei
Você terá que aceitar o meu novo assim.
Porque eu aceito seus assims de cada hora.
Sempre aceitei seus diferentes assims
Mesmo sabendo que
Toda pessoa muda seu assims
O tempo todo,
E que o tempo muda os assims
De todo mundo.
Agradei-me com a sua forma de ver o mundo, no seu olhar descobri um labirinto que não era difícil de se desvendar, seria apenas necessário dedicar carinho, um verdadeiro amor, todos os dias se apaixonar e conquistar, eu só queria te valorizar.
Viajando dentro desse gigantesco labirinto não precisei usar minhas mãos para me guiar pelas paredes e achar a saída, eu já saiba onde estava, era onde eu queria chegar, por um momento encontrei no seu olhar o meu lar, mas foi apenas por um momento. Não desconsiderei o método tremaux, mas não precisei usa-lo para escapar, pelo contrario o que eu mais queria era estar lá. E a saída, eu já conhecia, mesmo antes mesmo antes de entrar. Nunca foi a minha intensão morar dentro de um labirinto, mas dessa vez eu desejei fortemente que seus olhos fossem o meu lar.
Resende, 09 de julho de 2019
...assim, contagiaremos o mundo de porções do Seu amor e bondade; resgatando à terra com fios de esperança.
09.07.19
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...Mas,tendo a fortaleza de Cristo, não há força que não seja nada, diante da autoridade recebida d'Ele...
09.07.19
"Nunca julgue ninguém pela aparência, vestuário, pois o que há décadas roubam o Brasil se apresentam de terno e gravata"
A SERRA DO ROLA-MOÇA
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
O noivo com a noiva dele
Cada qual no seu cavalo.
Antes que chegasse a noite
Se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
E se puserem de novo
Pelos atalhos da serra
Cada qual no seu cavalo.
Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.
As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo nos socavões,
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
Com as risadas dos cascalhos,
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.
Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
Na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.
E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou
Não passe sua vida a provar nada a ninguém.
tua vida é tua história!... não a história de outro.
Portanto siga tua tragetória. Ivens@breu
INVERNO ATEMPORAL
A aurora veio com os versos do poeta
Trazidos pelo frio invernal
E tudo era festa, porque o ventos
Batiam nos vestidos das meninas nas ruas
E então nas noites, pareciam nuas
Apesar de seus trajes de festas.
Nada é como antigamente
A aurora chega fremente
Com gosto de noites mal dormidas
A face um tanto amanhecida
De quem a esperou para olhar
Pela janela e ver no varal
Os vestidos da menina
Que não dançam mais pelas ruas.
Cansou-se, desbotou-se no inverno atemporal!
AMOR
Um dia hás de gritar meu nome
na calada da noite
Meu nome: “amor”!
E eu tão longe para ouvir
Meu sobrenome.
Talvez um eco levado pelo vento
Há de causar dor, a dor daquele lamento
Escolherei o melhor vestido
E pela estrada irei correndo
Como se verdade fosse
Aquela canção do vento:
um pressentimento
E estarás em tua casa, ausente de mim
Esperando do triste filme, o fim
Que atuamos juntos.
CANÇÃO DO NADA
Quando cantas é como se um arrulho de pássaros
Me levassem a dormir, e tuas mãos enluvadas
Me protegiam, aquecendo-me do frio de ti
Oh, como era bom o tempo de deitar-te no colo!
E hoje minha alma deixa-se abandonada, ao solo!
Puderas, que todo arrulhos fosse o farfalhar de seus pés,
Como folhas caindo, tecendo um caminho até mim,
E caminhasses, vindo, me oferecesse o regaço.
E eu continuasse dormindo, como se sonhasse
À sombra da primavera, lá na nossa casa, no jardim
Com as palmas das mãos acariciando-me o rosto!
Eu sei nada é vida. A vida é que se pergunta,
o que sou eu? A vida, para uns é o amanhecer,
a outros o tecer do breu.
Casa de açucena
O nosso amor cheirava a flor de início de primavera
E era tão perfeito, cheirava à bela flor e à quimera
nossa casa tão pequena, branca como a açucena
Pequena, porém, airosa, muito mais bela que a rosa.
E na rede namorávamos, até chegar a madrugada
E a lua toda nua, sentia inveja sua...
Não tinha o seu rosto de lume, nem mesmo aquele perfume
Que me afogava quando me amava.
E tudo não passou de um tempo
Tempo em que me amava tanto
Você esqueceu tão nobre juramento
E hoje quando olho a lua, lembro-me do rosto de lume
E do seu perfume a afogar-me, ao abraçar-me!
EM TI
Foi para ti que criei um mar
E na orla duas estrelas brilhantes
Deixei meus rastros na areia
Para colher com teu olhar
A dor que ali tentei abandonar
Antes que a chuva voltasse na madrugada
E apagasse meus sinais na areia, em ti.
