Existência - frases e Textos
Existência
O paradoxo da vida
Emergiu a minha existência
Puro antítese da sorte
Um misto de lucidez e demência
Parar, pensar e agir sensitivamente...suave
Como os flocos da neve
Que flutuam pelo ar,
E repousam mansamente na relva
Que solitária está.
Eis que na minha existência
Houvera de cingir- te a tua
Resplandente como sol
Oculta como a lua
Lua, oh lua !
Guarda-te todos os seus mistérios.
Pedir-te-ei a tua alma
O teu coração!
E adentrarei na tua mente.
Aí; Todos os seus segredos
Serão desvendados.
A existência do seu ser se compara a alienação do firmamento.
Seus pensamentos são condenados num mundo de exclusão.
A tendência da mente se tornar realidade coletiva.
Com rebeldia e maravilhoso questionamento a realidade ambígua e obscura se revela diante ignorância.
Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.
Angústia de existir
Apatia notória
Gotas de lágrimas ocultas
Existência vazia
Essa falta de sentido
Caótica Modernidade líquida que nos contaminar
Se não estiver em conexão com os resquícios da alma.
O Natal nos recorda que, em meio ao tempo que passa e às sombras da existência, o amor que se doa gratuitamente continua sendo a única luz capaz de dar sentido à vida. 🎄
As coisas que mais tem valor na existência, valem por si mesmas e não pelos benefícios que me trazem
É necessário nesse dia de hoje, que examinemos sinceramente nossa existência... Como está nossa vida? Quais foram até agora nossas prioridades, projetos, alvos que queremos para o tempo de vida que nos resta? Somos um misto de sombras e luzes, de qualidades e defeitos; de tristeza e felicidades... Seria essa uma maneira de ser ideal, um fato inevitável? Se assim não for, o que fazer? Essa perguntas merecem ser feitas nesse dia de hoje, sobretudo, se sentimos que uma mudança é possível e desejável... É tempo de ser feliz, de crescer, de ganhar e amar... É tempo de você, ter vitórias!
A travessia — o corte do cordão umbilical e o que permanece
O que esta existência — e a última — têm me ensinado é que, nos processos de cura e aprendizado, exige-se disciplina para não derramar a própria dor sobre o outro. Ainda que pareça insuportável carregá-la a sós, há um saber silencioso que se impõe: toda travessia tem um destino. E, por mais óbvio que soe quando dito de fora, tudo passa.
Há dezoito dias, retornei à casa da minha família para acompanhar um dos processos mais árduos desde que cheguei a este tempo: a despedida da minha matriarca. Foi ali que vivi, de modo definitivo, o corte do cordão umbilical — um processo iniciado há exatos quarenta e seis anos, no instante em que cheguei ao mundo e, por meio daquela mulher, me tornei criatura viva e consciente. O paradoxo se impôs com força: testemunhei o sepultamento de sua matéria enquanto algo em mim era convocado a nascer novamente.
Confesso: a dor foi tamanha que se assemelhou à picada de um marimbondo bravo — súbita, ardente, capaz de desorganizar o chão sob os pés. Naquele instante, quase vi meu mundo se partir. Como dizia minha avó, foi terrivelmente difícil reviver a despedida. A frase, outrora ensinamento, agora se fazia experiência viva, inscrita no corpo.
Doer, doeu, mas passou.
Hoje, oito dias depois daquele adeus, o que permanece é um vazio que dificilmente será preenchido. Não por escassez de tentativas ou de afetos ao redor, mas porque certas presenças são insubstituíveis. No caso dela, ninguém terá competência suficiente para ocupar o lugar que foi fundação, abrigo e origem.
Assim, aprendi que o luto não é apenas ausência: é herança. Carrega-se o vazio, sim, mas também aquilo que foi transmitido, ainda que em silêncio. E talvez amadurecer seja exatamente isso: seguir adiante sem derramar a dor sobre o outro, honrando quem partiu ao transformar a perda em consciência e a travessia em sentido.
O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. O ódio ainda reconhece a existência do outro; a indiferença é o verdadeiro cemitério dos afetos.
A vida evoca que devo continuar,
a existência permanece onde a dor grita. E o Amor ensina-me, todos os dias, que a ferida se transforma em superação, não em aprisionamento.
"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade.
É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face.
Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade.
Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade.
Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade.
Não houve, não há, não haverá divindade.
Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre.
És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave.
Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave.
'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade.
É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney
O novo ano reside em nosso interior, por vezes inativo, desejando despertar para uma existência mais plena.
