Existem Pessoas
Humanizar o ser humano é algo que parece até redudante, mas infelizmente existem pessoas com o coração gelado que precisam ser humanizadas para o bem de todos a sua volta.
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
“Os tempos são estranhos, e existem pessoas que colaboram, para que se tornem mais estranhos ainda.”
Infelizmente, Existem Pessoas Que Não Conseguem Entender Que Nem Todos Têm Condição de Viver Viajando.
Sim! Existem pessoas que desacreditam de nós, mas o que elas pensam ou acham não determina absolutamente nada em nossa vida.
Existem pessoas que, quando marcam um compromisso, possuem uma capacidade incrível de se esquecerem completamente do tempo e, no momento do encontro, acabam te informando que ainda estão no banheiro, terminando uma maratona de cuidados pessoais.
Existem pessoas que, ao comprar algo em determinado lugar, consideram caro, mas ao comprar bebida alcoólica, não se importam com o preço.
Entre a Solidão e a Incompreensão.
“Existem pessoas que não reclamam da solidão mais que aquelas que as criticam. Existem mais pessoas incompreendidas que solitárias.”
Há uma diferença sutil, porém decisiva, entre estar só e não ser compreendido.
A solidão pode ser um retiro voluntário da alma que busca silêncio para florescer. Já a incompreensão é um exílio imposto — um afastamento moral que nasce quando o coração fala uma linguagem que os outros não escutam.
Muitos temem a solidão porque confundem o recolhimento com abandono.
Entretanto, há espíritos que, mesmo isolados, irradiam presença e serenidade, enquanto outros, rodeados de vozes, sentem o peso do vazio interior.
A verdadeira solidão não está na ausência de corpos próximos, mas na ausência de almas que nos compreendam.
Psicologicamente, a incompreensão toca uma ferida ancestral: o desejo de sermos aceitos como somos.
Quando o ser percebe que sua maneira de sentir é distinta, que seus valores destoam da pressa e da superficialidade do mundo, ele se recolhe não por fuga, mas por proteção da própria sensibilidade.
É nesse silêncio que o autoconhecimento floresce, e a alma aprende a encontrar em Deus o eco que faltou nos homens.
A existência nos ensina que toda alma traz experiências múltiplas, provenientes de outras existências, o que explica a diferença de maturidade espiritual entre os seres.
Muitas vezes, quem hoje é incompreendido caminha alguns passos à frente, porque já compreendeu o que os outros ainda temem enxergar.
Por isso, a solidão, para o Espírito evoluído, deixa de ser dor e se transforma em laboratório de luz interior.
