Evangelho
Quer fazer missões? Quer pregar o Evangelho a toda criatura? Comece por sua casa. Pregue para seus familiares e NUNCA duvide do que Deus pode fazer, porque o que é impossível para nós, para Ele é fácil. Creia!
Isso que tem sido pregado na igreja moderna não é Evangelho. Estão vendendo a Palavra, vendendo milagres, vendendo fé. Nem a inquisição, nem o holocausto levou tanta gente para o inferno como a igreja moderna está levando.
O MUNDO está sedento de BOAS NOVAS por meio do Evangelho; alguns tem feito más noticias das Boas Novas, tornado-as cada vez mais rara.
LÍDERES, permitamos as Boas Novas façam parte nos ALTARES e na nossa VIDA! Ela faz parte da evolução de cada Cristão.
Se não há mudança nas pessoas, TALVEZ seja, porque não há Boas Novas.
Nenhuma coisa há nesta terra que ultrapasse ou esteja acima do que as BOAS NOVAS de CRISTO.
Se Jesus pregasse o Evangelho hoje, ele usaria a imprensa escrita, a TV, a rádio, a internet, o twitter. Dê uma chance a Ele!
O Evangelho não julga, Ele salva!
O Evangelho não tem religião, tem Jesus Cristo!
O verdadeiro objetivo do mesmo é levar o homem ao arrependimento.
É repleto de pecadores, os quais, são lavados pelo Sangue de Cristo e consequentemente suas impurezas são removidas.
Nada começa que não tenha que acabar, tudo o que começa nasce do que acabou.
(O Evangelho Segundo Jesus Cristo)
Antes de tentar mudar o mundo pregando o Evangelho, comece com as coisas pequenas da vida: chegar no horário, ter bons modos, ser limpo, falar com educação, tratar bem os outros, ser responsável, ser trabalhador, ser legal, perdoar as pessoas, ajudar o próximo... assim você ganhará credibilidade quando abrir a boca.
Embora os ministros do Evangelho, como seres humanos, sejam passíveis de falhas, quando se empenham em viver o que pregam, demonstram de forma prática a verdade e o poder do evangelho. Caso contrário, a mensagem pode parecer algo utópico, distante e inalcançável, já que nem eles conseguem seguir o que ensinam.
Empenhar-se em seguir e obedecer ao Evangelho não se resume apenas a esforço, sacrifício e disciplina para se adequar aos ensinamentos bíblicos; trata-se, na verdade, de abrir o coração e permitir-se ser moldado.
Desde o início, o evangelho nos ensina que, em Cristo, não há distinção de cor ou raça. Todo cristão consciente reconhece tanto o seu valor em Deus quanto o do próximo, sem necessidade de militância na igreja, pois a obra do Espírito Santo é suficiente para convencer, transformar e unir os corações.
Tudo isso é em vão, é perder tempo com coisas inúteis e abandonar a pregação do evangelho. Voltemos para a pregação pura e simples das escrituras, desse modo todos seremos curados.
"Reflexões" Resende, 20 de Dezembro de 2016.
"O evangelho não é proclamado por marcas corporais, mas por palavra, vida transformada e fidelidade à cruz."
O EVANGELHO DOS INFELIZES.
Prefácio.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Há livros que nascem da erudição. Outros, da experiência. Este nasce da dor compreendida.
O sofrimento sempre acompanhou a humanidade como sombra inevitável. Desde as primeiras narrativas do Gênesis até as páginas pungentes do Novo Testamento, a dor não é acidente, mas linguagem. Em Bíblia Sagrada, a aflição aparece não como punição arbitrária, mas como pedagogia moral. No livro de Jó, o justo sofre. Nos Salmos, o coração clama. Nos Evangelhos, o Cristo consola os aflitos e declara bem aventurados os que choram, porque serão consolados.
Contudo, os infelizes sempre foram mal interpretados. A sociedade, em suas estruturas históricas, tende a confundir sofrimento com fracasso. Sob a ótica espírita, tal equívoco dissolve-se. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, publicado em 1864, afirma-se que as aflições possuem causas atuais e pretéritas, inscritas na lei de causa e efeito. A dor, longe de ser mero acaso biológico ou injustiça divina, revela se instrumento de reajuste e de ascensão moral.
Este livro não pretende romantizar o padecimento. O sofrimento que embrutece, que revolta, que obscurece a consciência, é sinal de incompreensão. Mas o sofrimento que desperta, que purifica intenções e amadurece o espírito, converte-se em semente de luz. É nesse ponto que os infelizes tornam-se protagonistas de uma revelação silenciosa.
A tradição cristã sempre compreendeu que a cruz não é símbolo de derrota, mas de transfiguração. Em O Livro dos Espíritos, encontra-se a afirmação de que a vida corporal é prova ou expiação. Tal proposição exige maturidade filosófica. Prova implica oportunidade. Expiação implica reparação. Em ambos os casos, há finalidade educativa.
O Evangelho dos infelizes não é um novo texto canônico. É antes uma leitura interior do Evangelho eterno aplicado às almas que caminham sob o peso das lágrimas. Ele dirige-se aos que perderam, aos que foram traídos, aos que experimentaram a solidão moral, aos que se veem incompreendidos em meio ao ruído social.
Historicamente, as grandes transformações espirituais nasceram do sofrimento. A perseguição moldou os primeiros cristãos. A pobreza formou santos. A renúncia edificou consciências. O infortúnio, quando assimilado com dignidade, desvela dimensões superiores do ser.
Sob a análise psicológica contemporânea, reconhece-se que a dor pode produzir resiliência, expansão de sentido e reorganização existencial. A tradição espírita amplia essa compreensão ao afirmar a continuidade da vida e a perfectibilidade do espírito. Assim, o que hoje se chama infelicidade pode ser capítulo necessário de uma história mais ampla que ultrapassa a existência presente.
Este prefácio não oferece consolo superficial. Oferece perspectiva. O Evangelho dos infelizes convida à reflexão severa e à esperança fundamentada. Não há sofrimento estéril quando há consciência desperta. Não há lágrima ignorada quando há justiça divina.
Se a humanidade aprendesse a olhar para os infelizes não como derrotados, mas como viajores em processo de depuração, a ética social seria mais compassiva e a própria noção de êxito seria reformulada.
Que estas páginas sirvam não para alimentar lamentos, mas para transformar dor em lucidez, culpa em reparação e desespero em coragem moral.
Porque o verdadeiro Evangelho não se dirige aos satisfeitos, mas aos que ainda choram, e é na pedagogia da aflição que a alma começa a reconhecer a grandeza de seu destino.
" Em Evangelho segundo Mateus 5:44, quando ensina "Amai os vossos inimigos", Jesus eleva o amor à condição de disciplina moral, não mero afeto instintivo. "
A PACIÊNCIA NO SANTUÁRIO DO LAR.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente no Capítulo IX, onde a paciência é elevada à condição de virtude ativa, não como mera resignação passiva, mas como disciplina consciente da alma diante das provas.
A afirmação “a paciência também é uma caridade” estabelece um princípio teológico e moral de elevada densidade. Segundo a ótica espírita, a caridade não se restringe à exterioridade da esmola material, mas atinge sua culminância no domínio íntimo, onde o espírito é convocado a perdoar, suportar e compreender. Esta forma de caridade é mais meritória porque exige autotransformação, implicando esforço volitivo e renúncia do orgulho. Conforme a tradição doutrinária consolidada por Allan Kardec, trata-se da caridade moral, superior à material.
Quando o texto declara que “a vida é difícil” e a compara a “mil picadas de alfinetes”, há uma leitura profundamente psicológica da existência. Não são apenas os grandes infortúnios que provam o espírito, mas sobretudo as pequenas contrariedades reiteradas, que desgastam silenciosamente a estrutura emocional. Aqui se encontra uma convergência com a análise moral presente na Revista Espírita de 1860, onde se afirma que o tempo mal empregado e as reações impensadas constituem perdas espirituais irreparáveis.
No âmbito doméstico, o texto atinge seu ápice ético ao definir: “a paciência, no lar, é o fruto do amor”. Esta proposição revela uma lei relacional. O lar, entendido como oficina espiritual, não é espaço de repouso absoluto, mas campo de lapidação recíproca entre espíritos vinculados por débitos pretéritos e compromissos evolutivos. A paciência, portanto, não é acessória, mas estrutural. Ela sustenta o convívio, impede a dissolução dos laços afetivos e transforma conflitos em oportunidades de elevação.
A expressão “tolerância esclarecida” merece especial atenção. Não se trata de permissividade moral, mas de discernimento ético. O indivíduo paciente não se omite diante do erro, mas corrige com serenidade, sem violência interior. Tal postura remete à máxima evangélica do “sim, sim, não, não”, isto é, a clareza moral sem agressividade, a firmeza sem aspereza.
Outro ponto de elevada profundidade é a rejeição da postura vitimista. Ao afirmar que “todas as nossas limitações pessoais são frutos de nós mesmos”, o texto reafirma a lei de causa e efeito, pilar da filosofia espírita. Não há acaso no sofrimento. Há consequência, aprendizado e oportunidade de reajuste. Essa compreensão dissolve a revolta e inaugura a responsabilidade espiritual.
A disciplina dos impulsos, mencionada como exercício contínuo, configura verdadeira ascese interior. Dominar-se é mais difícil do que dominar circunstâncias externas. O lar, nesse sentido, converte-se em laboratório ético, onde cada reação revela o grau de adiantamento moral do espírito.
Por fim, a imagem daquele que “repete mil vezes os mesmos conselhos, de mil modos diferentes” sintetiza a pedagogia do amor perseverante. Educar, amar e transformar exigem constância. A paciência, longe de ser fraqueza, é força silenciosa que edifica destinos.
A moral que se extrai é inequívoca. A paciência no lar não é virtude ornamental, mas fundamento da evolução espiritual. Quem a cultiva converte o ambiente doméstico em escola de luz e a própria existência em obra consciente de elevação. E é nesse exercício contínuo, discreto e firme, que o espírito se dignifica diante da eternidade.
"Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.
Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.
Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?
Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.
