Evangelho
Esse é o Deus do evangelho da graça. Um Deus que, por amor a nós, mandou o único filho que jamais teve embalado em nossa própria pele. Ele aprendeu a andar, tropeçou e caiu, chorou pedindo leite, transpirou sangue na noite, foi fustigado com um açoite e alvo de cusparadas, foi preso a cruz e morreu sussurrando perdão sobre todos nós.
Temos de Deus uma ordem, um trabalho a fazer, contínua e intensamente, que é pregar o Evangelho. Ficar inertes, acreditando em nossas próprias desculpas, é ignorar deliberadamente a vontade de Deus para nós, bem como ser insensíveis diante da situação desesperadora dos perdidos.
Quando conheci o Evangelho da Agua e do Espirito fiquei maravilhado, pois nas denominações que visitava ouvia sempre alguem dizer:"voce tem que pagar o preço" fazer isso fazer aquilo e etc...
Fique faceiro quando te atucanarem e trovarem fiado ao teu respeito, por causa do Evangelho e Jesus, há uma baita regalia pra ti no céu. Mateus 5:11-12
O FILHO DIFÍCIL É A MISSÃO MAIS ALTA DO CORAÇÃO.
No horizonte doutrinário do O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente no capítulo XIV, encontra-se uma das mais belas a e sublimes advertências acerca da maternidade e da paternidade. Ali se afirma que os laços de família não são fruto do acaso biológico, mas dispositivos pedagógicos da Lei Divina, destinados à reparação, ao aperfeiçoamento e à reconciliação das almas.
O chamado “filho difícil” não constitui um erro da Providência. Constitui, antes, um compromisso espiritual.
Segundo a doutrina Espírita , os Espíritos renascem no seio das famílias por afinidade ou por necessidade de reajuste. No item 9 do referido capítulo, lê-se que muitas vezes os filhos são Espíritos simpáticos, atraídos pela harmonia moral. Porém, em outras circunstâncias, são Espíritos que necessitam de disciplina, de amor firme e de direção segura para vencer inclinações inferiores oriundas de existências pretéritas.
A dificuldade, portanto, não é castigo. É oportunidade educativa.
O filho que desafia, que contradiz, que fere pela ingratidão ou pela rebeldia, pode ser justamente aquele cuja alma foi confiada à autoridade moral dos pais para que estes o auxiliem na reconstrução de si mesmo. A pedagogia espírita não é permissiva. É moral. Educar é amar com lucidez. Amar não é ceder à fraqueza, mas sustentar princípios.
Quando o texto evangélico afirma que “um de nós dois é culpado”, não está lançando condenação, mas convocando à responsabilidade. Se o filho erra, cabe aos pais examinar se faltou orientação, exemplo, vigilância ou coerência. Se o filho persevera no erro apesar de todos os esforços, resta a consciência tranquila de quem cumpriu o dever.
A psicologia moral da doutrina ensina que tendências negativas não surgem do nada. São reminiscências do passado espiritual. Contudo, essas inclinações não são fatais. A educação, entendida como formação do caráter e disciplina do sentimento, é instrumento de transformação. A família é oficina de almas.
Conquistar o filho difícil significa estabelecer autoridade sem violência, diálogo sem permissividade e amor sem complacência com o erro. Significa compreender que o afeto verdadeiro não é sentimentalismo frágil, mas força orientadora.
Aquele que mais exige de nós é, muitas vezes, aquele que mais necessita de nós.
Sob a ótica espírita, a missão dos pais é cooperar com a Lei de Progresso. A rebeldia do filho pode ser prova para os pais. A firmeza dos pais pode ser salvação para o filho. Ambos crescem no embate moral.
Não se trata de dominar uma personalidade, mas de auxiliar uma consciência.
Assim, quando surge o filho difícil, não se deve perguntar “por que comigo”, mas “para que comigo”. Essa mudança de perspectiva desloca a dor para o campo do sentido.
Na visão espírita, a família é santuário e escola. Ali se resolvem débitos do passado e se semeiam virtudes para o futuro. O filho que parece obstáculo pode ser a mais elevada convocação à maturidade espiritual dos pais.
Conquistar esse filho é conquistar a si mesmo.
E na fidelidade ao dever, mesmo quando o coração sangra, encontra-se a verdadeira vitória moral da alma.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Somente o evangelho pode fazer duas coisas aparentemente contraditórias: destruir o orgulho e aumentar a coragem.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
OS FRUTOS QUE REVELAM O VERDADEIRO CRISTÃO
A instrução espiritual contida no capítulo 18 de O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta uma das advertências morais mais penetrantes de todo o ensino cristão. A frase do Cristo, preservada no Evangelho e recordada pelo Espírito Simeão, estabelece um critério simples e profundo para reconhecer a autenticidade da vida religiosa. Não são as palavras que consagram o discípulo. São as obras.
A sentença evangélica pronunciada por Jesus Cristo, “Nem todos os que dizem Senhor Senhor entrarão no Reino dos Céus”, possui natureza profundamente ética. Ela não condena a oração nem a devoção verbal, mas denuncia o vazio espiritual de uma fé que se limita à aparência. A tradição espírita interpreta essa passagem como um chamado à coerência entre crença e conduta.
No ensino espírita, conforme estruturado por Allan Kardec, a religião verdadeira não se resume a fórmulas ou rituais exteriores. O cristianismo autêntico manifesta-se na transformação moral do indivíduo. O critério de julgamento espiritual é a prática da caridade, da justiça, da humildade e da fraternidade.
A metáfora da árvore ocupa lugar central nesse ensinamento. A árvore do cristianismo é descrita como uma árvore poderosa, destinada a cobrir a humanidade inteira com sua sombra protetora. Porém, embora a árvore seja boa, os jardineiros humanos muitas vezes a deformaram. Ao longo dos séculos, interpretações dogmáticas, interesses institucionais e disputas de poder mutilaram a simplicidade do ensinamento original.
Essa imagem possui grande força simbólica. A árvore permanece boa porque o Evangelho conserva a pureza do ensinamento do Cristo. Contudo, quando os homens tentam moldar a doutrina segundo conveniências humanas, surgem as mutilações espirituais. Cortam-se ramos de tolerância. Enfraquecem-se os frutos da caridade. Restringe-se a sombra acolhedora que deveria abrigar todos os seres humanos.
O viajante sedento que procura o fruto da esperança representa a própria humanidade. Em muitos momentos da história, homens e mulheres aproximaram-se da religião buscando consolo, orientação e sentido moral. No entanto, encontraram apenas folhas secas quando a religião foi transformada em instrumento de domínio ou exclusão.
A advertência espiritual não é dirigida apenas às instituições religiosas. Ela se dirige sobretudo à consciência individual. Cada ser humano é chamado a tornar-se jardineiro da árvore da vida.
A Doutrina Espírita afirma que o verdadeiro cristão reconhece-se por atitudes concretas. O amor ao próximo, a indulgência diante das imperfeições humanas, o esforço constante de reforma íntima e a prática da caridade constituem os frutos legítimos dessa árvore moral.
Quando o texto afirma que muitos são chamados e poucos escolhidos, não indica privilégio espiritual. O chamado é universal. Todos os espíritos recebem continuamente o convite do progresso moral. O que distingue os escolhidos é a resposta que dão a esse convite. Escolhido é aquele que decide viver segundo os princípios do bem.
A instrução espiritual também denuncia um perigo permanente na vida moral. Assim como existem monopolizadores do pão material, existem aqueles que procuram monopolizar o pão espiritual. São os que desejam guardar para si o conhecimento, o poder religioso ou a autoridade moral. Contudo, o Evangelho ensina exatamente o contrário. Os frutos da árvore da vida existem para alimentar todos.
O cristianismo genuíno não é exclusivista. Ele é essencialmente fraterno. Sua finalidade é conduzir todos os espíritos à luz da verdade e ao amadurecimento da consciência.
Por isso o apelo final da mensagem é profundamente pedagógico. É necessário abrir os ouvidos e o coração. Cultivar a árvore da vida significa preservar o ensinamento do Cristo em sua pureza original. Significa não mutilar o Evangelho com intolerância ou orgulho espiritual. Significa partilhar os frutos da esperança com todos os viajantes da existência.
O ensino permanece atual porque toca uma das questões fundamentais da experiência humana. A religião que não se traduz em amor prático transforma-se em discurso vazio. A fé que não produz frutos de bondade torna-se estéril.
Assim, a advertência do Cristo atravessa os séculos com a mesma força moral. Não basta pronunciar o nome do Senhor. É necessário viver segundo o espírito de suas palavras.
Quando as obras refletem a caridade, a justiça e a misericórdia, então a árvore do cristianismo volta a florescer. Seus frutos tornam-se novamente alimento para as almas cansadas da jornada terrestre. E sob a sua sombra benfazeja os viajantes da vida reencontram coragem para prosseguir no grande caminho da evolução espiritual.
NO CAMINHO COMUM
Diz o Egoísmo – exijo.
Diz o Evangelho – cooperarei.
Clama o Egoísmo – eu tenho e posso.
Clama o Evangelho – O Senhor lembrar-se-á de nós com a sua Bênção.
Pede o Egoísmo – entende-me.
Pede o Evangelho – deixa-me auxiliar.
Grita o Egoísmo – sou amado.
Afirma o Evangelho – amo.
Diz o Egoísmo – nunca mais.
Diz o Evangelho – servirei ao bem, sem descanso.
Assevera o Egoísmo – não suportarei.
Assevera o Evangelho – o Céu dar-me-á resistência.
Clama o Egoísmo – jamais perdoarei.
Clama o Evangelho – desconheço o mal.
Diz o Egoísmo – tudo é meu.
Diz o Evangelho – tudo é nosso.
O Egoísmo reclama.
O Evangelho sacrifica-se.
O Egoísmo absorve.
O Evangelho se espalha em doações.
O Egoísmo recolhe para si.
O Evangelho semeia com amor, a benefício de todos.
O Egoísmo precipita-se.
O Evangelho espera.
O Egoísmo toma posse.
O Evangelho auxilia.
O Egoísmo proclama: - eu.
O Evangelho apregoa: - nós.
É fácil conhecer a nossa posição dentro da vida.
Pelas nossas próprias atitudes, no caminho comum, nas relações habituais de uns para com os outros sabemos, em verdade, se ainda estamos na noite do personalismo delinqüente ou se já estamos atingindo a alvorada renovadora com o inolvidável Mestre da Cruz.
Há necessidade de iniciar-se o esforço de regeneração em cada indivíduo, dentro do Evangelho, com a tarefa nem sempre amena da auto-educação. Evangelizando o indivíduo, evangeliza-se a família; regenerada esta, a sociedade estará a caminho de sua purificação, reabilitando-se simultaneamente a vida do mundo.
Vai; tchê!
Por este mundão véio sem porteira, proseando do evangelho, espraiando as boas novas pra tudo que é vivente.
Marcos 16:15
O EVANGELHO que NÃO incomoda o Mundo com a VERDADE, AMOR, BOA AÇÃO, UNIDADE, COMUNHÃO, SALVAÇÃO e ESPERANÇA não é Evangelho é RELIGIÃO.
A convocação que nos atrai para o verdadeiro evangelho é aquela que nos faz refletir sobre quem somos quando ninguém vê e o que somos capazes de fazer por quem não nos merece.
O Evangelho moraliza admiravelmente sobre aqueles que vêem uma lasca no olho alheio e não vêem a viga no próprio; mas a natureza do olho consiste em enxergar o que está fora, e não dentro de si mesmo. Dessa forma, para nos conscientizarmos dos nossos defeitos, é um meio bastante adequado observá-los e censurá-los nos outros. Para nos corrigirmos, precisamos de um espelho.
O grande mandamento é que preguemos o evangelho a toda criatura, mas nem Deus nem a Bíblia dizem nada acerca de forçá-lo garganta adentro das pessoas.
