Eu Vou Seguindo sem Voce
“A Distração que Me Atraiu”
Durante muito tempo eu achei que estava atrasado.
Via pessoas crescendo, conquistando, mostrando resultados…
E eu me perguntava por que minha vida não andava na mesma velocidade.
Eu passava horas olhando a vida dos outros. Instagram, redes sociais, conversas, fotos… Tudo parecia melhor do que a minha realidade.
E quanto mais eu olhava, mais distraído eu ficava. Mais minha energia se perdia.
Até que percebi: minha vida sempre esteve andando para frente. Eu é que estava distraído.
Foi nesse momento que comecei a tomar decisões diferentes.
Tirei o foco da vida alheia e coloquei no que realmente importava: meu corpo, minha mente, meus objetivos, meu crescimento.
Treinei, estudei, aprendi a disciplina e a paciência.
Cada pequena vitória que eu conquistava me lembrava que a evolução real é silenciosa, e que não precisava comparar minha jornada com a dos outros.
Essa foi a primeira lição: comparação é distração. Foco é poder.
E quando você entende isso, percebe que nunca está atrasado.
Está apenas se preparando para ser melhor do que ontem, de forma real, não de fachada.
“Disciplina é Liberdade”
Depois de perceber que eu estava distraído, veio a parte mais difícil: agir.
Parei de olhar pra vida dos outros e comecei a olhar pra minha vida de verdade.
O treino diário, os estudos, os pequenos hábitos que eu ignorava antes se tornaram minha arma contra a distração.
Descobri que disciplina não é prisão, é liberdade.
Porque quando você cumpre suas metas, por menores que sejam, você sente controle sobre sua vida.
Não foi fácil.
Houve dias que eu queria desistir, que a preguiça gritou mais alto.
Mas cada vez que eu escolhia agir em vez de procrastinar, eu me tornava mais forte.
Pequenas escolhas se transformaram em grandes mudanças.
E aqui está a verdade que muitos ignoram:
Não é sobre se tornar igual a alguém. É sobre se tornar melhor do que você era ontem.
A rotina que eu criei.
— treino, estudo, foco me ensinou que o progresso é silencioso, mas visível para quem realmente observa: você mesmo.
Cada pequeno avanço é combustível para continuar, e cada distração ignorada é vitória.
SOBRE ESTA ANSIEDADE
Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...
TORMENTA
Se eu soubesse chover...
Não me molharia tanto.
Se eu soubesse sumir...
Seria só um crepúsculo,
Se eu soubesse morrer...
Não doeria tanto.
Mas porque tanto barulho,
Tanta comemoração,
Se todo dia é esta tormenta...
E me derramo todo,
Se sumo e desapareço
Nesse desalento
Se morro a cada momento...
Há um purgatório em mim,
mil poetas se debatem, gritam, choram
e eu escrevo...
há uma caverna com mil morcegos
e eu me penitencio...
Há um purgatório em mim
Mil poetas gritam,
Choram e se debatem
E eu escrevo...
Há uma caverna
Com milhares de morcegos
E eu me penitencio...
Mil poetas habitam em mim
Muitos deles vem das trevas
Podem ver não tenho estilo
Sou uma espécie de purgatório
Para os seus dias de juízo...
EU, O LOUCO E O ANJO
O louco cata o lixo na tarde
Sem saber porque a tarde se esvai,
O anjo cata o louco no lixo
Sem se importar com o tempo
Eu assobio a sinfonia da eternidade
Porque já fui louco,
Já fui anjo
E agora penso que sou Deus...
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
Se algum dia eu sonhar com algo que não for poesia....
Se algum dia os desencantos não me encantarem...
Não é fácil lavar louça quando eu poderia estar lendo um soneto da Cecília, um poema do Bukowski, qualquer coisa do Drummond... se bem que o tilintar de colheres, facas e garfos é inspirador; a espuma do detergente, o barulho dos pratos, a água caindo... ah, tudo é poesia e isso me transporta pra um horizonte sem limites; eu sou um anjo e condeno os pecados do mundo, mas eu também tenho os meus pecados, esta paixão... esta paixão pela vida; Louis Armstrong sabe de tudo: "what a wonderful world!" que mundo maravilhoso; garfos, facas e colheres tilintam... pratos e panelas são lavados lembrando-me que pessoas se alimentaram, a água cai como cristais lembrando rios e lagos, a poesia é viva e dinâmica; e eu reflito no meu horizonte: os pecadores passam, a paixão nos rejuvenesce e a poesia... a poesia é o ar que você respira, a água que você bebe, é o que te alimenta. Ah, quem vive sem poesia?
Não quero ver teus olhos tristes
sob o céu tão estrelado,
o lado que eu gosto do teu lado,
é o lado de dentro quando
eu entro calmo como se o teu coração
fosse minha morada,
beijo teu útero como se fosse meu último desejo,
mas meu último desejo é sempre o penúltimo,
e eu quero sempre esse beijo...
sou triste porque esse é o álibi pra tua presença,
amar-te não é crime,
mas amas este meu lado marte,
esse meu lado triste, vazio, imenso
que comporta a tua presença
com todos os teus pecados
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