Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Os olhos também falam
Um dia eu tive medo
Depois te conheci e te fiz meu amigo
Puxa, que amigo!
Como eu ria meu caro, contigo.
Cada dia era mais divertido
E eu ficava muito contente
Era meu amigo preferido
Alegre, legal e inteligente.
No mundo sempre tem alguém
Que surge para uma amizade criar
Alguém que soube como ninguém
Me ensinar o valor de um olhar
Nem sempre é necessário falar
Para dizer que a vida é incrível
Que bem lá no fundo do olhar
Tem algo inconfundível
A capacidade de Falar
Sorrindo com os olhos brilhando
Você me mostrou o valor de um gesto
Que vem de um lugar vivo e brando
Do olhar de alguém tão modesto
Mas é assim, um dia passa.
E se vai de verdade
Não há nada que se faça
Para curar essa saudade
Mas eu sempre vou lembrar
Que não é preciso falar
Que os olhos...
Os olhos também falam
Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.
Você não é ninguém. Você é alguém. Você é meu melhor amigo, eu preciso de você Scott, você é meu irmão.
Eu cuido, corro atrás, peço desculpas, me importo, mas quando eu desisto, pode crer, meu desapego é pra sempre!
Eu sonho minha pintura e então eu pinto o meu sonho.
Nota: O pensamento costuma ser atribuído a Van Gogh, mas essa atribuição foi feita por volta da década de 1990. Em 1908, o pensamento havia sido creditado a outro pintor, o francês Jean-Baptiste-Camille Corot, na revista nova-iorquina "Musical Courier".
...MaisHoje eu pensei em você com saudades e meu coração se encheu de tristeza e fez as lágrimas transbordarem pelos meus olhos. Mas não há nenhuma novidade nisso, porque eu pensei em você ontem e anteontem e todos os dias desde que você se foi. Sua falta aperta tanto o coração que a saudade escorre pelos olhos. Penso em você em silêncio e às vezes chego a chamar seu nome, mãe. Sua lembrança continua viva dentro de mim, eternizada em meu coração. Ah, mãe, como eu queria que estivesse aqui.
Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, Ele é tudo o que eu sempre preciso.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
– Eu faço versos como quem morre.
Eu te dei meu coração.
E isso que eu posso te dar.
E se isso não é suficiente para você, então eu não sou suficiente para você.
Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria bobagem. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. E, ao contrário, o que é, não seria. E o que não seria, seria. Entende?
Uma coisa eu já ouvi de um amigo meu
Nunca tenha ingratidão com quem já te fortaleceu!
Querido diário, hoje o esquilo perguntou o meu nome, e eu disse que era Joe. Essa mentira me assombrará para sempre.
Uma coisa eu realmente sabia - sabia com a pontada do meu estômago, no centro dos meus ossos, sabia isso do topo da minha cabeça até as solas dos pés, sabia isso no meu peito vazio - o amor por uma pessoa pode ter o poder de te destruir.
Monólogo da madrugada
E eu novamente perdida em meu mundo,
Contando histórias de mim sobre eu mesmo,
Num lugar onde não me encaixo e solidão torna meu rumo.
Talvez eu pudesse pensar em me encaixar,
Como fiz antigamente,
Tenho preguiça...
Não sou mais inconsequente.
Pra encaixar no velho,
Prefiro viver desencaixada,
Quero encaixar no novo,
Mas o novo não se encaixa em mim...
Fico assim,
Sábia das minhas certezas,
Fugindo das incertezas,
Feliz,
Tranquila,
Não procuro problemas,
Mas ás vezes eles me acham,
Cuido de mim, nem sempre foi assim,
Odiava o silêncio, agora amo.
Gosto disso.
Do presente,
Que realmente é um presente.
Não ligo de ser diferente...
Não gosto de sair...
Chato.
Música ruim.
Não me encaixo,
Nem quero.
Gosto das pessoas,
Mas, meio que nada a ver a vida...
Muito menos os pensamentos,
Difícil pensamento alheio me agradar ...
Sei lá.
Prefiro a companhia de mim mesma, mesmo.
Não sinto falta de nada, até estranho...
Mas um estranho bom,
Vejo pessoas bebendo,
E eu não vejo sentido na insanidade, no entorpecer.
Gosto de ser sóbria,
Prefiro o clarear de ideias.
Entorpecentes como fuga são.
Não preciso perder a sanidade,
Muito menos,
A linha de raciocínio,
Quero ser um eu completo,
Solido.
Não influenciável.
A bebida deixa a pessoa mole, sem ciência,
Dopa a consciência,
Muda o mundo interior, destrói.
Distrai.
Não gosto de sonhar também.
Sonhos mentem...
Tentam fazer sua mente.
Distrações...
Não gosto delas,
Mas algumas ainda me prendem.
Por isso a vontade imensa de me isolar,
Morar na praia, vida simples,
Sem TV, sem som, sem modernidade.
Meu violão, livros e só...
Utópico né.
Mas eu sonho em viver de arte,
Sonho acordado.
Passo-a-passo...
Vou construindo meu futuro,
Trabalhando,
Atrapalhando...
Faz parte.
Agora chega de falar comigo!
Dormirei.
