Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Estrela cadente
Por onde anda a estela cadente que eu pedi?
De tão triste não cortou o céu, de tão pequena eu não vi.
Foi loucura ou dispersão? Não sei.
O céu sem as estrelas sempre parte meu coração...
É como apagar da mente os sonhos, mesmo sem intenção.
Que dura é a vida, que nos faz escolher entre todynho e vitamina.
E que bom seria, se assim dessa forma, tão pouco fosse, todas as minhas questões.
Pra que durar pra sempre, se o pra sempre, é sempre demente e nunca o se sente.
Quero então partir hoje se é pra brincar de ilusão.
Quantas pétalas cabem na palma da minha mão?
Quantos sonhos eu ainda abrirei mão?
Quantas vezes me disperdicei por tanta emoção?
O que sobra de mim é tão pouco e tanto que...
já nem sei.
Já nem sei das razões.
Já bem sei das aflições.
Já tentei novas invenções.
Já cansei das minhas intenções.
E a estrela cadente?
Caiu ou se perdeu na imensidão.
Eu tinha apenas 23, mas sentia como se a vida escorresse por minhas mãos. Como se já tivesse se passado muito tempo e tudo o que ainda me restasse fossem apenas míseras frações do fim.
As coisas da vida passavam e eu inquestionavelmente nada tinha feito.
Todos os dias, as palavras passam pela minha cabeça: “Se eu tivesse feito isso naquela época…”, mas elas não assumem a forma sincera de arrependimento. As palavras são apenas uma desculpa que vem à minha mente e desaparecem.
(Satoru Fujinuma)
Politicamente falando, este é o tipo de país que moramos. Um país onde pessoas comuns, como eu e você, ainda precisam ensinar seus líderes a superar seu próprio racismo, homofobia e preconceito.
Às vezes dura a noite inteira. Eu fico deitado, escutando o barulho das pás e das picaretas contra aquela parede. Eu rezo para o sol bater na cortina antes da parede cair... Eu nem rezo, eu desejo.
As vezes o sol ganha das pás, mas na maioria das vezes, as pás ganham do sol.
Saudades daquele tempo que eu não vivi, quando os homens se cumprimentavam por educação e as mulheres usavam lindos chapéus com penas de pavão. Saudades daquele tempo quando os avós contavam histórias pros netos e passear no parque era diversão. Bom foi o tempo em que a família era patriarcal e se casava pra ficar casado. Tempo que havia respeito, cavalheirismo, romantismo e até amor, não apenas paixão. Saudades das cartas escritas à mão, daquela luz no lampião, das frias noites de solidão. Naquele tempo as amizades eram preservadas e o sobrenome valorizado. Naquela época, nem faltava tanto pão... cada um tinha um pezinho de limão. *-*
Vez em quando eu sinto uma saudade estranha de algo que não tive, algo que não vivi, mas é como se tivesse vivido. No fundo mesmo, acho eu, que isso acontece porque em algum canto do planeta tem alguém pensando do mesmo jeito. É como se um coração estivesse mandando recado pro outro: Me espera que eu tô chegando.
Ricardo F.
Eu tenho a alegria de viver, a força da
esperança, a inocência de uma criança.
A garra de uma loba, o faro da felina,
carrego dores, mas também amores,
desvio de olhares que ferem a alma,
e busco aquele olhar que aquece o
coração.
“Eu quero poder saber. Te conhecer. Eu quero poder, olhar pra você. Eu quero saber quem você é. Pensar que algum dia poderemos estar juntos. Um do lado do outro. Sonhava. Sonhei. E sonho.”
Eu tenho pensamentos confusos,
Minha autoestima às vezes me magoa...
Apesar de tudo isso, sou culpado?
Agora só condigo pensar em como eu consegui a tal, a única pela qual devo minha vida, aquela que tanto amo... vendo-a partir... E sim, a culpa é minha
Mas você tem muito para falar mal de mim, e eu não tenho nada para falar de você. E por isso você fica com raiva de mim, e eu não sinto nada por você. Desculpa, sentimentos pequenos não são bem vindos. Volte quando tiver alegria. Passar bem.
