Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu já disse vai embora, quando eu queria dizer fica aqui comigo,
Eu já disse coisas que machucaram, num ato de defesa infantil,
Eu já disse que não queria nunca mais, quando nunca deixei de querer,
Eu já disse nem pensar, quando tudo era só pensamento,
Eu já disse cansei, quando eu ainda tinha forças para lutar,
Eu já disse que não amava, quando eu amava perdidamente,
Eu já disse que não me importava, quando eu me preocupava,
Eu já disse que estava bem, quando eu só chorava,
Eu já disse que tinha outro, quando eu não conseguia ficar com ninguém,
Eu já disse que estava em outra fase, quando eu não conseguia passar do momento,
Disse tantas coisas que me contradiziam,
Disse com a língua o que o coração contrariava,
Disse com a razão, o que minha alma não aprovava,
Disse com raiva, o que minha essência não apoiava,
Mas...Nunca disse com os olhos, que tinha orgulho,
Sem orgulho, consegui dizer tudo que minha aura sempre quis.
Falei de recomeço!
Eu a amo... O tempo todo, sempre, a ponto de morrer. Eu a amo adormecida ou deprimida, eu a amo cheirada, embrutecida, degradada. Ela conseguia, não sei como, permanecer tão pura nas situações as mais degradantes, que me dava vontade de me ajoelhar na frente dela.
Eu sei que você sabe, nós estamos enrolados, feito uma coisa só. Duas avenidas que se cruzaram e deram certo. Os opostos que juntos parecem tão iguais.
Quem sou eu? Sulcos imperfeitos. Talvez seja essa uma boa definição, já que ,quando trata-se de mim, precisão é utopia.
Eu quero declarações inesperadas, totalmente irrompidas de preceitos e vergonhas, na cara e na coragem.
Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.
Não sei com o que eu me pareço, mas sei como me sinto: Jovem. Estúpido. Infinito.
(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)
Nós nos perguntamos: ‘quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?'
Na realidade, quem é você para não sê-lo?
Mas eu estou viva, não estou? As pessoas estão todas aí, não estão? Só me falta somar ao invés de substituir e viver ao invés de escrever. Dá licença, vou até ali fazer diferente.
É sobre alguém de quem eu gosto muito. Comecei achar que ela fez coisas ruins. Agora, outro amigo está pagando o preço.
Eu amava Capitu! Capitu amava-me! [...] Esse primeiro palpitar da seiva, essa revelação da consciência a si própria, nunca mais me esqueceu, nem achei que lhe fosse comparável qualquer outra sensação da mesma espécie. Naturalmente por ser minha. Naturalmente também por ser a primeira.
Que nessa semana que se inicia, você esbarre com sorrisos, abraços e muita paz! E eu... quero estar nessa contigo!
Pediram para eu ficar com minha ironia, mas como sou hétero escolho o sarcasmo. E o cinismo eu deixo de charme para os hipócritas.
Eu nunca, nunca irei me arrepender das coisas que eu fiz. Porque na maioria dos dias, se você está preso em uma dessas, tudo o que você tem são os lugares na sua memória em que você poderá ir.
