Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Soneto 150
Ó, que força usas para teres tanto poder
Que não deixa meu coração se desviar?
Fazer-me mentir diante do que vejo,
E jurar que a luz não abençoe o dia?
Desde quando adoeceste tudo,
Que em negar teus próprios atos
Há tanta força e mostra de talento,
Que fazem teus defeitos superar teus dons?
Quem te ensinou a fazer-me amar-te mais ainda,
Por mais o que eu ouça e veja só cause o ódio?
Ah, embora eu ame o que outros odeiam,
Como eles, não deverias me ter horror.
Se tua falta de valor fez que eu te amasse,
Mais valia tenho por amares a mim.
A meu ver toda mulher é rainha e porta-bandeira; homem que preza trata ela todo dia como seu mestre-sala, acima de alas e blocos.
O antigamente era tão bom
A vida é como uma rampa
que com meu skate, adorava peregrinar
sem me preocupar em fazer manobras
vivia remando, atraída pela euforia do momento
Hoje o momento só existe por que posso me recordar, flashback da vida.
A.P
Um sorriso!
Tão impreciso!
Pouco siso?
Nem preciso!
Até hostilizo!
Prejuízo?
Meu paraíso!
Nada exijo.
Dele utilizo,
Sem aviso,
Sem juízo.
Mal humor?
Não autorizo!
Eu exorcizo!
Pego meu barquinho
E parto pelo atalho
No talho do teu coração
Mas o porto está fechado
Bato, afundo e encalho,
No mar da solidão.
Olhei pela janela e vi
Meu passado e meu futuro.
No passado vi a ti,
Do meu lado.
No futuro, vi a mim
Na janela . . .
Podes me ver
entre-Olhares!
São entradas e saídas
entreabertas e insulares
de meu intrépido coração.
Podes me ouvir
entre sussurros entrecortados,
nas entrelinhas das palavras,
são enigmas entrelaçados
a entremeios de paixão.
Podes me sentir
na entrega, entresseios
no entra boca e entre-eixo
entre tantos de meus anseios
de ti.
(Entre)
Teu lixo
É meu luxo
Meu capricho
Teu muxoxo
Teu cochicho
Meu arrocho
Teu esguicho
Meu repuxo
Teu seixo
Meu debuxo
(Luxo o lixo)
Ainda vivo da viagem
Na nossa carruagem
E fico sem coragem
De ir embora
Meu bem
Tiravas a embalagem
E ficávamos de beberagem
No vai e vêm
Do crepúsculo à aurora
De que eu era refém
Eras meu remédio, sem dosagem
Tempestade, sem estiagem
Eras o motor e a embreagem
E eu, do teu corpo senhora
Aderente feito tatuagem
Eu era uma, eu era cem
Era todas do teu harém
E todos nos olhavam com desdém
O que me resta agora?
Tudo o que eu viva, estará aquém
(eFEITO taTUagem)
Meu bem, meu bem
Joguei mal olhado
Pra te manter apaixonado
Deixa a maldita e vem
Meu bem, meu bem
Te espera nossa maloca
A cama malajambrada,
Me cobre de malmequeres,
Me sufoca
De maledicentes prazeres
Quero teus olhares maldosos
Tua saliva bendida
Me benze, me unta,
Estou mal prescrita
Meu bem, meu bem
Me trata bem mal
Minha salvação
É o pecado original!
O indelével
Deleite
Que te delego
Meu deleto
Delito
É uma delícia
Delgada
Deliberadamente
Deleitosa
Que delapida
Um delírio
Deliquente
Bem delineado
(Só delírio )
Para meu Pai (26/06/2017)
Ao pé de ti, segurava tua mão sentada no banquinho onde devias apoiar teus pés para não incharem...Segurava a tua mão ao pé de ti, mão que pouco me deixaste segurar ao longo da vida, mas que tanto me segurou...A mão que me amparou, que me guiou e muitas vezes me prendeu...Que algumas, mas certeiras vezes me puniu e tantas e tantas vezes me apontou o caminho a seguir... Essa mão que ao longo da vida pouco se deixou segurar, porque um pai da sua época só tocava a filha quando era imprescindível...Mas essa mão, no final foi tão minha...Que no final queria ficar horas na minha mão e segurava como amigo, como segurava a vida que já lhe escoava pelas mãos. Agora a minha mão estará eternamente segurando na tua.
Chocolate, minha essência,
Doce extravagância, pura indulgência,
Meu exagero, minha fantasia,
Prazer supremo, que alegria!
Veludo e brilho, és meu poder,
Luxúria intensa, meu renascer,
Balada eterna, infância perdida
Canção de amor, minha vida.
Lina Marano
Quero-te perto,
onde a palavra falha
e a pele aprende
a dizer meu nome
sem voz.
Que teus olhos me percorram
como quem invade um templo
e não pede perdão;
que tua respiração
se misture à minha
até não sabermos
quem começou o desejo.
Eu te darei a vertigem
dos frutos proibidos,
a febre escondida
sob a seda,
o arrepio que floresce
quando a distância
já não suporta existir.
Alzira Aquino Mendes
Quero escrever o verso que ninguém escreveu,
Quero muito esse mundo seu no meu,
Quero um abraço, quero o sorriso que o sol te deu.
Quero sentar ao lado de um campeão,
Quero vinho e pão.
Quero seu lenço na algibeira, comer besteiras,
Ouvir teu silêncio dizendo "não".
Quero que me queiras, fazendo arte.
Quero teu corpo, parte á parte.
Quero um poema de ti , que seja poema de mim.
Quero falar_te , em versos que não escrevi.
Te fiz em mim rais !...
Te enraizasses em meu ser... por não ser, ausência de um padecer por mim...retiro-me em descanso . E o acaso me abraça e te durmo em meu abraço. ..de sonhos me alimentas em um só,(ser)mos nós...côncavo e convexo ,por assim te amar !... por assim me amar !...
Paro o meu castigar,
Paro o silêncio, o meu consentimento de dor,
Paro as lágrimas,
Paro o sussurrar de soluços sem cor,
Se me disserem onde devo parar,
Se o caminhar ainda é a inspiração...
Retiro-me em descanso ,
e acaso me abraçe ,
te durmo em meu abraço ,
em sonhos te alimentas em um
(ser)mos ...côncavo e convexo.
