Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Nada novo, tudo é habitual e efêmero.
Devo ficar no meu silêncio e esperar passar... Ou devo permanecer na insistente saber o que está acontecendo e dizer que estou aqui?!
Nós somos criaturas que sentem, seres humanos sentem, assim como seres humanos pensam. É simplesmente como as coisas são.
E sendo assim sentimento dolente, sem razão aparente, com visões e vivências diferentes.
E ainda bem que muda...
Imagina que terrível seria se tivéssemos sempre os mesmos sentimentos, sem qualquer fluidez, sem possibilidade de mudança, de evolução, de leveza, de florescimento?
Se parar pra pensar vai ver que tem sorte e que já passou por momentos piores que o atual e veja como superou.
Tudo passa nessa vida!
Vivendo meu momento sabático
Escolhi parar.
Não por fraqueza, mas por força.
A força de reconhecer que a alma também precisa de silêncio,
que a vida não é só sobre fazer, mas também sobre ser.
Me dei um presente raro:
tempo.
Tempo sem prazos,
sem metas,
sem ruídos.
Apenas um espaço seguro para respirar e me escutar.
Vivendo meu momento sabático,
descobri que o mundo continua girando lá fora,
mas aqui dentro,
há uma dança mais lenta, mais íntima, mais minha.
Estou me reconstruindo com calma,
com pausas que curam,
com silêncios que falam mais do que mil palavras.
A espiritualidade floresce quando a pressa some,
e o sagrado se revela nas coisas mais simples:
no café quente sem distrações,
no pôr do sol visto com o coração,
no choro que limpa, no sorriso que nasce do nada.
Esse tempo não é fuga.
É busca.
É reencontro com quem eu sou quando ninguém está olhando,
com o que eu acredito, com o que realmente importa.
Não é um intervalo da vida.
É a própria vida acontecendo de um jeito mais verdadeiro.
E nesse caminho,
sem mapas nem obrigações,
vou me acolhendo.
Me curando.
Me reencontrando.
Porque às vezes,
pausar é o ato mais corajoso de amor-próprio.
Anti-Soneto da Fidelidade
De nada, ao meu tédio serei atento –
Antes, e sem zelo, e nunca, e tão pouco,
Que mesmo em seu abraço, em seu fogo louco,
Me farei cinza dispersa no vento.
E quando, enfim, me for (resto de resto),
Cuspindo à paz alheia minha náusea,
É porque o amor nunca existiu – e a fome
De nada me devora, cruel e ácida.
Tudo, o peso podre da memória,
Me dissolverá. Farei meu corpo escombro.
E então a entregarei à minha queda,
Que será, em segundos, esquecimento.
Sempre, ao nada, sempre e em fim: o que não tem.
(Inspirado no "Soneto da Fidelidade" de Vinícius de Moraes)
A poesia do meu silêncio é definida pelo fato de não ter para onde ir, assim mergulho em mim para não voar em direção ao vazio que me cerca.
que o sigilo do encanto
envolva o meu no seu
e o instante acalme o desejo
dessa selvagem vontade
de estar e ficar com você.
Segurando em suas mãos
meu desejo foi algo simples,
apenas encontrar a "felicidade" !
Como sempre foi . . .
se perder nos devaneios
de um desejo sem igual
de cada instante de luxuria exaustiva
de um prazer quase saciável.
Dos lábios que um dia chegaram a encantar
um cuspe de desdém estancou o desejo
e desfeito o desejo tudo se foi . . .
Deixo aqui a resposta de que nada deixou,
nem mesmo a saudade do vazio.
palavras de coração para um coração vazio.
"Meu sonho está se exaurindo, está pelo um fio, mas felizmente ele ainda estar aqui comigo e isso é que me faz esperançoso de tê-lo sempre comigo!"
Que os meus olhos sejam capazes de enxergar - te além do que posso ver.
Que meu ouvido seja capaz ouvir, mesmo em silêncio, as palavras que tanto anseio ouvir de ti.
Que meu EU e meus sonhos sejam suficientes para me tornar um ser completamente feliz, de tal modo que a sua permanência nesse meu mundo seja apenas um complemento e não um elemento essencial.
Não sou dos dias de hoje e sim um visitante do passado, perdido no tempo e espaço do meu romantismo, que julguei atemporal, romantismo este quase finado, que sobrevive na busca de alguém possa enxergar e sentir, não minha face ou embalagem do meu corpo, mas a minha essência, a minha luz e sentir sim o meu amor.
De cabeça fria, com razão, maturidade e espiritualidade, sinto e ratifico que meu coração não admite mágoa. Ele explica: quem provoca mágoa está em crise espiritual. Pena também não admito. Como Soberano doutrina, peço à Luz que resgate, ilumine seu caminho, harmonize sua vida e reencontre a paz. Assim, e apenas assim, sem mágoa, serei mais feliz!
Ao receber um bom dia, faça uma breve reflexão: meu dia e minha vida, de fato e literalmente, estão lastreados, norteados e iluminados com firme propósito, sentido e esperança?
Meu desejo nasce do não oferecer, nasce do querer, do implorar , do descontrolar, da vontade ..A vontade de alguém que não se oferece totalmente, mas que pode ser possuído.
O querer vem da necessidade de ter, o impulso instintivo do precisar e do querer ardentemente.
