Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Não vivo de passado e, muito menos, de futuro. Tenho o meu agora para ir e vir... quem sabe, ele possa ser lembrado como um bom passado e, melhor, como uma visão moderna de futuro quando lá chegar.
Espreito um sinal que anuncia um sorriso.
Olho pela porta e você não surge anunciando o meu abraço.
Abraço-me com a sua saudade, mas te confesso que queria o seu corpo suspirando em desejos.
Olho.
Fito um outro espaço.
Tudo revela e retrata os seus olhos sorrindo para mim.
Tenho as minhas penas que tanto sobrepesam o meu voar.
Abro as asas e, muitas vezes, não consigo movimentar.
Existe o peso dos sonhos enterrados,
tem o apego àquilo que não pôde ser realizado,
persiste o medo dos espaços desconhecidos,
o ninho desfeito e o vendaval que não cessa!...
e um amor escorrido entre os dedos fluindo da minha alma.
Na me assusta a solidão da minha noite e, tampouco, o vazio do meu copo....talvez possam doer a solidão de mim e a completude da saudade cheia da sua ausência.
Abraço sem elo.
Elos sem forma.
Forma abraçada para desunir o escopo do meu gosto.
Paciência é longanimidade, mas se cansa no desamor.
A gora você acordou o meu
M undo de um profundo sono.
O lho e sinto a sua
R ara essência perfumando o meu sonho.
Canto a falta de eco que tanto incomoda a minha alma.
Canto os ciscos do meu coração em cada estrofe e
em cada gesto que movimenta os vazios tão cheios de mim.
Não pretendo nada além do meu merecimento.
Faço um enorme esforço para entender o que não mereço quando os pontos nascem do nada.
Neste momento... você é o motivo do meu sorriso,
mas que façamos de todo o mundo um motivo para sermos felizes.
Ocupamos um único espaço, literalmente.
Faço o impossível para zelar do meu espaço, então...cuide do seu.
Meu Deus, meu Deus. . .
O sol bem vermelho...
No céu se escondeu, muito além...
Uma estrela caiu...
Um anjo subiu...
Dizendo amém...
Voa tão leve...
Aquele que tem a vida breve...
Tristeza não tem fim...
Tão rápido partiu assim...
Por muito tempo, muito tempo...
Um suspiro fundo...
Por todos tão querido...
Foi embora desse mundo...
Vamos chorar de mansinho...
Que o céu hoje também chora...
Assim Deus se manifesta...
Conosco fica a saudade...
Mas a eternidade...
Abre-se em festa...
Descanse em paz Marcelo...
#ESPIRAL
Nadando no tempo...
Procurei nos espaços...
Descobrir meu futuro...
Inventando cenas e andando nas ruas
Procurarando alegrias...
Em espiral...
Me encontrei no final...
Qualquer fosse o caminho...
Sentia eu...
Que encontraria...
Seu olhar...
Na distância entre os instantes...
Nada mais volta a ser como antes...
E como previ...
Por tudo aquilo que importa...
Descobri...
No colo encontrado...
Pedaços de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
#PÚRPURA
Em um desejo meu...
Cor mística igual minha alma...
De cor púrpura...
Mostro-me assim agora...
Com risadas de loucura...
Conto esta crônica encantada...
Tinjo cabelos antes prata...
Mostro-me assim agora...
Que tudo que não tem nome...
Quiçá bem definido...
Que revele sua magia...
No que agora sinto...
Abro a janela visando o jardim...
Caminho sobre as estrelas...
Tão simples assim...
E no grande amor oculto...
Só o vento testemunha...
Um grande amor que é mudo...
Porque quem não se declara...
Parece que não há mais nada...
Como não existisse amanhã...
Memória desamparada...
Púrpura...
Mostro-me assim agora...
Só preciso mais de um sonho cantante...
Vivendo em pensamento...
Se há mais que um mundo...
Não sei como é...
Como será...
Mas que eu tenha asas púrpuras...
Para nas nuvens poder brincar...
Sandro Paschoal Nogueira
#CLAMOR
Ó Grande Espírito que permeia a escuridão...
Sua palavra se fez ordem e habitou em meu coração...
És Tu a que a tudo criou...
Que faz a grande mãe terra chorar...
E de suas entranha faz toda vida brotar...
Criou os regatos, os grandes rios que fogem ao mar...
Povou de tudo com vida...
Não há ninguém e nada como Tu...
Grande mistério que o homem não tem permissão em desvendar...
Em toda Sua obra há imenso esplendor...
Faz o vento soprar...
Moldas as nuvens no céu...
Desaba em chuvas e tormentas...
Fazendo tudo renovar...
A pequena semente lançada ao chão...
Sem a Sua promessa não cresce, não vinga...
À morte se entrega...
Em podridão...
Plantou no firmamento...
As estrelas, o sol e a lua...
Faz os pássaros voarem...
Traçou a linha do horizonte...
Guia nossos irmãos...
Sempre com a ajuda Sua...
Passasse eu toda minha vida...
Louvores a lhe render...
A eternidade seria bem pequena...
Muito teria a fazer...
Sua sabedoria é infinita...
Conhece-me antes do meu nascer...
Já no ventre de minha mãe...
Ali estava Você...
Hoje venho aqui pedir...
Que sempre me ampare e me abençoe...
O mal sutilmente, tece suas tramas...
Tentando me corromper...
Adormeço e já não sonho...
As sombras contra mim conjuram...
A angústia me abraça...
Livrai-me do sofrer...
O inverno se aproxima...
Fizeste o meu destino...
Que seja boa minha sina...
Sou apenas uma criança...
Diante de Ti ó Divino...
Quando jovem muito errei...
Muito ainda erro, agora eu sei...
Mas se ando em Seu caminho...
Por muitos que já andei...
Não me perco...
Não me disperso...
Quando os lobos uivam...
E fazem minha alma tremer...
É a Ti que me apego...
E sempre Lhe encontro...
Afastanto de mim todo e qualquer assombro...
Ó Grande Espírito...
Quando eu for chamado à Sua Presença
Que meus antepassados de mim não se envergonhem...
Que eu viva honradamente...
Fazendo hoje e sempre por merecer...
Ó Grande Espírito...
Luz dos olhos meus...
Compasso em meu peito...
Faz-me ser todo Seu...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#TEMPEROS
Olho o horizonte com lentidão...
Tudo que ainda em meu sonho cabe...
São levados pelo vento...
Corre a tarde ao meu lado...
E as pedras observam caladas...
O meu momento...
A vida acende e arde breve...
Na verdade não me conheço...
Travessia de dia após dia...
Em meu jardim me perco...
Nenhum anjo bateu à minha porta...
Não sinto a presença de quem tanto amo...
Levo comigo um silêncio inteiro...
No que vejo no espelho...
E sob o sol que tudo doira...
Tempero meu coração...
Faço da vida meus versos...
Afasto de mim o medo...
Criando minha ilusão...
E a saudade que ninguém quer...
Só eu posso aceitar...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#ESTRANHO #INTERNAUTA
Se tu queres, meu amigo...
No teu álbum um pensamento...
Não contes comigo...
Nesse momento...
Agora, não falo de flores...
Nem das travessuras do Cupido...
Falar de amores?
Não fazem sentido...
Mas se queres ouvir minhas sandices...
Tenho muito a lhe dizer...
No vinho a verdade...
Sempre está a aparecer...
Vejo matronas...
Gays enrustidos...
Maridos traídos...
Ansiosos por querer...
Alguém, que seja ninguém...
Suas carnes aquecer...
Brado contra o vício...
Tal qual o demônio...
Tão belo e tão fino...
Ávido em devorar sua alma...
Com afinco...
Se o muito que sinto...
Não posso dizer...
Não quero que me digam...
Como sou atrevido...
O espelho rouba sua alma...
Sem que você saiba disso...
Desculpa, amigo...
Essa estranha vaidade...
Faz você perder o tino...
Oh céus, que luxúria...
O que se acha tão belo...
De ar sedutor, todo elegante...
Só mais um desfrutável...
Logo torna-se pedante...
Não tem mais nada a oferecer...
Mas se queres ver um contraste...
Cada um só pode dar o que tem...
Ilusão quando dá abrigo...
Logo nasce o desdém...
Guapos rapazes...
De olhares "calientes"...
Ostentando, fazendo poses de figurão...
Arrotam soberba...
Só tem gás na pança...
Com flatos horrendos...
Charlatão...
Quem há que possa competir ?
De inveja prenhe e de letal veneno...
De dinheiro a falta...
De juízo ausência...
Estranho internauta...
Não me leve a mal...
Afinal...
Entre tantos vazios...
Onde está a moral?
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
