Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Você menina, mulher, de um sorriso apaixonante, faz meu coração pulsar tão forte, e inspira a minha alma a unir-se a sua. Você é a minha flor, minha lua, alegria de todo dia, força que me levanta de uma tristeza que me corroía. Menina mulher, quero você pra mim e te dar a alegria que você me trouxe, beijar sua boca acariciar seu rosto e te mostrar que amar não é sonhar, é viver é se entregar a uma aventura que vida nos trouxe, para vivermos intensamente tudo que o destino escreveu e mostrar que ainda a vida vale a pena e que amor não é um mito, ele é real eu acredito.
Meu Deus, na madrugada desperto do meu sono, afrontado pelos meus pensamentos.
Venho diante de ti, e por meio da Sua palavra a minha alma aflita fica em paz porque o Senhor fala comigo com Sua voz suave e mansa.
É prazeroso estar na Sua presenca mesmo no alto da noite, pois, até as horas tornam-se segundos, e quando dou por mim ao olhar pela fresta da janela, a luz do dia já raiou, e a escuridão da noite se dispersou, e em paz me encontro.
Assim meu Deus, são as aflições, problemas e as preocupações da vida terrena, os que confiam em Ti, mesmo estando na escuridão por conta dos percalços da vida, mantém a certeza em seu coração que logo brilhará a luz, e como as sombrias trevas da noite, em breve o Senhor a fará dissipar, porque Tu és Deus misericordioso e bondoso, quem criou o dia e a noite, a luz e as trevas, Aquele que tem o Poder cotidiano do anoitecer e do amanhecer.
Por isso meu Deus, a minha alma se compraz e descansa em Ti, pois a chama da fé, aliada aos Seus mandamentos, é quem dá a plena confiança de que o Criador consumador das nossas vidas, dita as regras para o nosso presente e futuro, deixando no passado todos os infortúnios que nos aflige nesse mundo.
Atila Negri
Tardes vazias
Nessa tarde vazia e fria
Meu coração aperta
E a minha mente esvazia
Para aquecer, puxo a coberta...
A saudade vem me visitar
Sempre que olho essas fotos penduradas
Não há como evitar
Essas lágrimas derramadas
Sinto tanto essa falta
Essa função perdida
Uma dor que ressalta
A cada lembrança revivida
A dúvida da culpa
Atormenta o pensamento
Uma razão oculta
Que se transformou nesse sofrimento
Mais uma perda sofrida
Causada pela separação
Arrasando uma vida
que ainda estava em recuperação
Toda tarde agora é vazia
Com essa ausência
Faltando nossa alegria
Restando apenas essa carência
Minha vida ficou despedaçada
Duas partes foram arrancadas de mim
Uma falta jamais superada
Essa dor que nunca terá fim!
Não possuo inimigos... Mas eis o meu pensar a respeito.
Deixo a quem declara a mim
Quaisquer gestos de inimizade
O perdão total
Que apraz
O crescimento diário
E inevitável
Da minha alma
Que de tão espaçosa
Transborda em letras
E ocupa páginas e espaços
Deixo...
Sem titubear
Tampouco
Desdentar
Noites de insônia,
Gastrites,
E,
Momentos intensos
De profunda depressão
E tristeza
Por mais um plano frustrado
Àquele ou àquela
Que se priva da felicidade
Elaborando planos constantes
Para minha
“tão” sonhada
Destruição...
No mais,
Quando estiver exausto (a)
Ou fadigado (a)
Desejo-te apenas
Noites sob céu estrelado
E até mesmo um namorado
E caso for,
O término do seu casamento arruinado
Que tenhas recomeços
E reconciliações
Que aprenda a acrescentar
Aos teus dias
A virtude de saber “viver”
E não mais sobreviver
Não tenho inimigos/as do lado de fora
o medo que devora a alma
é este meu único inimigo
só ele me retém
não me deixa ser
me devora
me mata aos poucos
fora isso...
é impossível que alguém me pare!
Sou para quem sabe sentir
Para quem possui os sentidos aguçados
Para quem consegue ultrapassar meu corpo
Sou por dentro
Em meu corpo não há minha essência
Minha alma está fragmentada aqui
Somente para quem for hábil
Que souber sentir
"No abismo do meu limbo, cada sombra sussurra a promessa de um novo amanhecer, despertando a coragem para renascer em meio à escuridão."
Não importa o que falam de mim, o importante é manter meu caráter, pois se faço a diferença é porque obstáculos para mim é um desafio
Mesmo que meu objetivo seja loucura para os outros para mim é competitividade, empenho e determinação.
Tudo em mim, é um projeto inacabado.
Só peço ao artífice, ao escultor sem gosto que talhou o meu perfil de vida, que me restitua os meus lindos olhos de menino, na estatueta imperfeita que me quis oferecer, mas que eu, orgulhosamente, rejeitei.
ALELUIA DA MANHÃ
Nasceu, chama-se dia,
Que alegria!
Ou será o meu sonho de rebeldia
Gerado nos travesseiros
Sem que ninguém descobrisse?
Talvez a noite o parisse,
Enquanto contava carneiros...
Horas rápidas, sol com cio
Como gatos ao desafio
Nas telhas da noite fria.
Canário amarelo que não canta
Nem encanta:
Só pia!
Sino que toca em nostalgia,
Gente que desabrocha
Como a luz de uma tocha
Num milagre de alegria.
Que belo é viver
O prazer,
De um novo dia!
O PRESÉPIO
Este presépio, saibam todos, é meu!
Ergui-o dos alicerces ao telhado,
Talhado em casca de sobreiro enrugado
Tal como este rosto que Deus me deu…
Já mo quiseram comprar, confesso eu:
Mas não cedo nem que castrado!
Ia lá vender um tesouro amado
Que é um bocado do corpo meu!?...
Que diria S. José, ali mesmo ao pé
Virado para Nossa Senhora, até !?...
E os animais e a estrela que reluz!?..
Meu presépio, obra minha, filho meu!
Não vendo o lar onde alguém nasceu
Com o nome de Menino Jesus!
Sempre que estou só, parece que tenho toda a gente do mundo ao meu redor.
Outras vezes, basta-me a companhia de duas pessoas, para me sentir o homem mais infeliz e solitário que alguma vez existiu.
QUANDO O VENTO MATAVA A FOME A ALGUNS POETAS
Agreste vento do meu viver
Arrasta-me nas tuas asas contigo,
Seja por amor ou maior castigo,
Sou aquela besta de um ser
Que nunca quiseste ser comigo.
Credor sou da má sorte de bicho
Devedor és tu de falsas esperanças
Mortas à nascença como crianças
Abandonados fetos em sacos de lixo.
(Carlos De Castro, in Rio da Cerezelha, 28-06-2022)
PERDIÇÃO
Meu pai de sangue:
Como se chapa a massa na parede
A de cimento, barro e areias
Como tu fazes com tanta arte?
E meu pai de sangue, respondia sempre:
Oh, tira isso das tuas ideias...
Já me está na massa do sangue e do ser
À parte,
À custa de tantas tareias para aprender.
E eu insistia com meu pai de sangue:
Qual o teu segredo
Daqueles tetos de gesso
Tão belos e singelos
Feitos por tuas mãos ressequidas?
E meu pai de sangue, já irado, respondia sempre:
Oh, isso foi sinal de aprender noutras vidas,
Umas a medo e outras por ser travesso
Revesso
Como tu, retrato do meu segredo...
Nunca mais entrei em bravatas
Chatas
De perguntar a meu pai
Que já lá vai
O porquê de ser artista daquele dom então,
Porque sei que me diria:
Nasceste para ser trolha, um dia
Como eu, sem mais tretas.
Porém, escolheste as letras
Malditas dos poetas
Que te levam à perdição!
(Carlos De Castro, in Minas da Minhoteira, 01-07-2022)
NAUFRÁGIO
Quem me leva para Galiza?
Meu barco ficou atolado
Quase afundado
Na Boca do Inferno
De Cascais da Costa da Guia
Inda quase a noite era já de dia
Com o leme despedaçado
Quando eu apontava no caderno
O norte onde eu queria
Alcançar a terra do meu fado.
Quem me leva para Galiza?
Às minhas amadas ilhas de Cies e Ons
Mágicas de vidas de outros sons
E tantas saudades das Sisargas
E a amada de San Simon
Onde repousa o coração
Do amigo das costas largas
Que a onda arrebatou em Medal
Na trágica noite do temporal...
Quem me leva para Galiza?
A terra verdadeira dos meus astros...
Se lá não voltar em vida
Certinho será na muerte
Consorte
Requerida
E então abraçarei meus avoengos
Velhinhos mas solarengos
Os meus saudosos Castros.
(Carlos De Castro, in Boca do Inferno de Cascais, 02-07-2022)
F O R Ç A S
Ó, forças que me assediais
E tirais as forças verdadeiras
Do meu viver, traiçoeiras.
Deixai-me, ó tiranas
Forças negativas, profanas
Ser
Só eu,
Do meu ser,
Como quando minha mãe
Que deus tem,
Me deu ao mundo
Rubicundo,
Na esperança
Bonança,
Da vida sem forças
Do mal,
Como corças
Que saltam sem barreiras,
Em pleno salto mortal.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 16-07-2022)
CHORO CONVULSO
Velhinha casinha, meu ninho
E chão do meu pão,
Hoje, somente uma visão.
Ai, aquela chorosa ramada
Fresquinha
E também velhinha,
Onde à sombra minha avó catava
Os meus piolhos da miséria
Nos verões de canícula séria
E depois, adormecíamos os dois
De barriga tão vazia
Como quem cava nas hortas
O silêncio das horas mortas.
Hoje, nem telhados e paredes
Ou janelas, nem sequer portas...
A vida, é um circo de redes
E trapézios tão fatais
Onde há luzes e sons e ais,
Mas quando morrem os mortais
Morre tudo como vedes,
Levados num remoinho
Como a velhinha casinha, meu ninho.
(Carlos De Castro, In Poesia Do Meu Chorar, em 21-07-2022)
POR FAVOR
Ó Deus, dito Senhor do Mundo.
De joelhos, de pé ou deitado
Na enxerga do meu pecado,
Eu te peço:
Senta um bocadinho
Neste meu velho banquinho
Onde repouso e me afundo.
Não vens?
Ah, dizes que já cá estavas
E mandavas
Antes de tudo!
Senhor, eu fico mudo!
Parabéns!
Um deus, é um Deus,
Senhor dos poderes seus.
Eu,
Sou eu,
Pobre pecador,
Que se ergue a voz
Sem-pudor,
Vem logo um algoz
Um alguém
Desde a sombra do além,
Castrador.
Por favor:
Tem dó de mim, Senhor.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 12-10-2022)
