Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O que fizeram do amor?
Lembro-me que em um passado não muito distante, escrevíamos cartas e esforçávamos por fazer a melhor letra, passávamos perfume e as envelopávamos com papel colorido.
O conteúdo era sempre poético, havia nas entrelinhas poesias de amor, havia nas entrelinhas desejos de encontros, havia nas entrelinhas a expectativa do primeiro beijo.
O amor configura-se diferente agora, ninguém mais acredita nele a primeira vista, ninguém mais olha nos olhos sem que já tenham olhado antes o corpo, os abraços estão cada vez mais distantes, os olhos já não brilham mais, os olhares provocam a sensualidade, mas não transmite mais a doçura do querer.
Meu Deus o que fizeram com o amor, porque e tão difícil falar sobre ele sem se sentir um bobo, porque não encontramos mais pessoas dispostas a segurar as mãos umas das outras e por alguns momentos caminhar no parque, dividir um sorriso, divertir-se com o sorvete que lhes derretem nas mãos enquanto ocupam parte de seu tempo com conversas agradáveis.
Sinto falta do amor, sinto falta da companhia, sinto falta do querer bem, sinto falta do frio, sinto falta do cobertor, sinto falta da pipoca e do filme, sinto falta do acariciar os cabelos.
Os cinemas substituíram o sofá e a TV, os bares substituíram os bosques, os motéis substituíram o leito sem macula, às redes sociais substituíram as cartas, mas minha forma de amar é insubstituível, meu jeito bobo de amar não precisa de detalhes,quando já tenho uma razão...Você!!!!
A vida não se trata dos obstáculos que você pulou, e sim daqueles que você tropeçou, caiu, sentiu dor, aprendeu, levantou e agora você simplesmente pega outro caminho.
Em todo local existem pessoas e pessoas, dias e dias, horas e horas, tempos e tempos, relações e relações, sentimentos e sentimentos, porém, no meu coração só há você.
O homem dos sonhos...
(F.Franklin)
Pode morar na rua sete de Setembro. No número setenta e sete. Pode acordar todos os dias as quinze "prás oito"; tomar café na varanda olhando o movimento urbano. Talvez leia Herman Hesse enquanto caminha até o trabalho que fica à 10 quadras de seu apartamento. Talvez ele não faça nada disso.
O homem dos sonhos pode ser milionário ou pode realmente ser bem resolvido na vida: Não ter carro, não ter empresas; não participar de reuniões, não ter dívidas e nem negócios pendentes ... e ter a fortuna de ter "muito tempo" para dar atenção às pessoas que ama e para fazer as coisas que realmente gosta.
O homem dos sonhos pode não escrever poesia. ..mas pode ser a própria poesia. Talvez ele não venda seus valores e nem tente ser o que não é.
É bem certo que o homem dos sonhos erre, e que depois erre novamente, e pode ser que se arrependa do que fez... ou não.
O homem dos sonhos pode ser esquecido; desatento, talvez não tenha um super Q.I e seja até, um pouco esquisito; mas você vai sentir sua humanidade e vai saber que quando ele amar...Amará com o espírito.
Por fim, o homem dos sonhos será aquele que apesar das falhas; se esforçara pra te fazer o bem.
Ele sofrerá, errará, chorará; superará e as vezes até desiste por que o homem dos sonhos é real num mundo onde a perfeição ainda não existe.
classificados
procuro por versos de amor
precisam ser singelos, claros, diretos.
têm que contar sobre uma vida inteira
dos elos dos amantes
e caber num único instante.
não exijo rima nem métrica
mas é obrigatório
a cor lilás do fim das tardes de verão
procuro por versos de amor
que escorram de bocas
molhadas em luas
e vidradas em beijos
opcional, tragam palavras novas
e que elas despertem vontades
e se transformem em música
não em música de ouvir,
em música de verdades
procuro por versos de amor…
Em torpe ser.
Enquanto te convenço,
e a base de vinho,
te entorpeço.
Já nos vejo em minha casa,
de tropeço em tropeço,
desfrutando do acaso.
A essência de quem somos está entrelaçada no afeto particular que inúmeras vezes não damos consideração.
Quantas vezes em nossas vidas nos deparamos com o espelho e declaramos: “ Eu amo você! “, “ Como você é bom” , “ nossa como você me faz bem” , “ cara você é diferente” , “nossa , como me amo”. Talvez nunca tenha feito esse trabalho, é difícil.
Por inúmeras vezes não percebemos que antes de tudo existe o “EU” , depois disso vem o “Eu” e no final de tudo vai sobrar o “EU”. Amor próprio é um zelo constante e que por irreflexão nosso brio se apaga e definitivamente o que há de mais valioso em nosso âmago hiberna.
Difícil tarefa lhe dar consigo mesmo, procurar entender o que realmente esperar de nós. Entre tantos “destroços” que a vida vai acrescentando, a nossa perspectiva é de frustração. Isso porque colocamos expectativas em momentos de instabilidade em nós ou em outro.
Em meio a tudo isso , cabe a cada um semear e regar todos os dias o nosso “ jardim da alma” e principalmente deixar que a luz do otimismo faça nascer uma árvore que não rompa suas raízes em meio às tempestades. No final de cada caminho vai estar o único que soube os acontecimentos durante a peregrinação , você.
Ame a sua estrada interior, ame as oportunidades alma, ame cada momento consigo , ame tudo que nasce de você , ame tudo em você , ame seu sorriso , ame suas lágrimas , ame a forma que você ama , ame-se!
Quem me dera ter em mim um pouco de cada poeta. Sairia do clichê de falar em amor, tristeza, tempo, saudade, agonia. E saberia ter olhos aos detalhes do dia. Queria aprender a falar sobre estrelas, flores, pássaros, coisas como essas… Ah, quem me dera… Quem me dera ser poeta.
Destino por ti
Penso em cada momento,
Seria fácil deixar passar,
Mas o coração agora me ensinou a amar
Existo com você ao meu lado
Seria fácil deixar passar,
Mas meu destino apagou tudo que tinha errado
Meus olhos cruzaram o seu
Meu coração bateu forte
Não havia como escapar
Carregado nas nuvens dos meus sentimentos
Estou pronto para amar
Não eh uma sentença de sorte
Eh o destino que me trouxe a ti
Luz da minha vida
essência da minha alma
Minha metade, minha luz
Seria fácil deixar passar
Mas meu coração escolheu somente amar
A ti...
Te vi só uma vez
Portanto não te conheço direito
Mas fique sabendo
De mim você tem o conceito
Bati os olhos em você
E vi que seria o par perfeito
Amor bandido
Dia e noite nos amávamos
Éramos um só coração
De mãos dadas caminhávamos
Juntos com grande emoção.
Hoje não te tenho ao meu lado
E o coração se encontra partido
Fechei os olhos por ter te amado
E não vi o seu amor bandido.
Brincaste com o meu coração
Estilhaçando-o em mil pedaços
Agora ele está em deflagração
Queimando restos dos seus laços.
Sua atitude não me fará desacreditar
Que no amor existe a beleza perfeita
Continuarei intensamente a amar
Almejo minha felicidade refeita.
Amor eterno
Sua partida repentina sem prévio aviso de Deus me deixou assim...
e hoje me encontro aqui... Sem você e triste a chorar.
A saudade mais uma vez dilacera-me o coração,
e entre suspiros e lembranças o faz dolorosamente
se apequenar diante de sua ausência.
Que dor é essa que sempre emerge do meu interior
e faz meus olhos lacrimejar,
molhando meu rosto de forma impetuosa e contínua?
Em meus devaneios ainda te vejo na varanda a me esperar
e no cume da loucura ainda flutuo sentindo seus beijos.
As lembranças me levam ao tempo que nos conhecemos
ainda crianças, com olhares puros e palavras sinceras,
me levam ao nosso reencontro muitos anos depois quando enfim,
pudemos viver uma linda e tórrida história de amor,
descontinuada por obra do destino,
mas que juramos em seu último suspiro em meus braços,
seria um amor eterno.
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Partiste deixando saudade, mas também a certeza que
nos encontraremos novamente e viveremos juntos pelo
resto da eternidade.
Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida. Use-se. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.
Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio que resolve a vida de muitos, o amor das amigas que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote de presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu… ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito, posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado.
