Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Você entrou em minha vida sem motivo algum, e aos poucos foi conquistando meu coração sem pedir licença.
Quando percebi já havia tomado conta de meu coração por inteiro, eu estava apaixonada!
Nossos corações em um gesto único de amor profundo uniram-se e juntos formaram um só coração...
Não sei ao certo até quando durará nosso amor, ou talvez se algum dia poderá vir a acabar...
Só sei lhe dizer que o momento que estamos vivendo é único e também inesquecível, e isso já vale por tudo que estamos passando junto.
Amo-te e desejo que você sempre esteja ao meu lado, do mesmo modo que esteve até hoje.
Não sei definir a quantidade de seu amor, só sei que mesmo que esse amor não chegue há 1% do meu amor por você, já vale a pena, pois esse 1% equivale a 100% de minha felicidade ao estar junto com você e isso já basta!
Nunca, jamais, e em hipótese alguma se esqueça de meu amor verdadeiro por você! Amo Você!
Datilografia
Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Formo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavalarias
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes passagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do sul, opulentos de verdes.
Outrora...
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Na outra não há caixões, nem mortes.
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra não vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer.
Neste momento, pela náusea, vivo só na outra...
Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinístro,
Se, desmeditando, escuto,
Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de escrever.
- Em vez de comprar- lhe algo que você gostaria de ter, estou lhe dando algo que é
meu, realmente meu. Um presente. Um sinal de respeito pela pessoa diante de mim,
pedindo que ela compreenda o quanto é importante estar ao seu lado. Agora ela tem
consigo uma pequena parte de mim mesma, que entreguei de livre e espontânea vontade.
Ralf levantou-se, foi até a estante e voltou com um objeto.
Estendeu-o para Maria:
- Este é um vagão de um trem elétrico que eu tinha quando era menino. Não tinha
autorização para brincar com ele sozinho, porque meu pai dizia que era caro, importado dos
Estados Unidos. Então, só me restava esperar que ele tivesse vontade de montar o trem no
meio da sala, mas geralmente ele passava os domingos escutando ópera. Por isso, o trem
sobreviveu à minha infância, mas não me deu nenhuma alegria. Lá em cima tenho guardado
todos os trilhos, a locomotiva, as casas, até mesmo 0 manual; porque eu tinha um trem que
não era meu, com o qual eu não brincava.
"Oxalá tivesse sido destruído como todos os outros brinquedos que ganhei e de que
nem me lembro, porque esta paixão de destruir faz parte da maneira como a criança
descobre o mundo. Mas este trem intacto me lembra sempre uma parte da minha infância
que eu não vivi, porque era preciosa demais, ou trabalhosa demais para o meu pai. Ou
talvez porque, cada vez que montava o trem, tivesse medo de demonstrar seu amor por
mim."
Meu pescoço se enruga, imagino que seja de mover a cabeça para observar a vida.
E se enrugam as mãos cansadas de seus gestos.
E as pálpebras apertadas no sol.
Só da boca não sei o sentido das rugas, se dos sorrisos tantos ou de trancar os dentes sobre caladas coisas.
Tu, que agora me tens aos pés, cuida bem do meu coração. Tu, que faz tempo olhaste para mim com olhos de marujo, com vontade e coragem para navegar em todas as minhas incertezas, vê lá em que mar nadas. Mas vê e não volta atrás, pois a água sem ti perderia o sal, os corais, a espuma. O mar desvira, entendes? Tu não queres que todo esse universo e essas vidas que cabem em mim desfaleçam, queres? Sei que jogo uma responsabilidade tremenda em tuas mãos, falando deste jeito, mas foi isso o que procuraste, foi esse o que preço que eu cobrei para me entregar - como se eu fosse capaz de não fazê-lo caso tu te recusaste a pagar. Encontra-me em teus mais belos sonhos, em castelos ou camas desforradas, tanto faz, sou muito tua. Mas venho com lições, discursos, ladainhas, além de ternura. Já venho te pedindo cuidado (e prometendo o mesmo). Tu sabes, um coração é quebradiço, frágil, escorregadio, fraco. Um coração em mãos é risco de morte, amor, risco de morte.
O que muito viaja aumenta a sua sagacidade. Muita coisa vi nas minhas viagens, o meu conhecimento é maior do que as minhas palavras.
Bombeiro militar
Às vezes, o limite físico de um ser humano é apenas o início do meu trabalho.
Às vezes, meu corpo é obrigado a não diferenciar o frio do quente, nem o dia da noite.
Às vezes, feriados e datas festivas são mais um dia de trabalho.
Às vezes, sem que meus familiares sequer desconfiem, retorno ao meu lar após ter a minha vida por um fio.
Às vezes sou criticado ou não recebo um simples “obrigado” por ter trazido de volta a vida quem já havia desistido dela.
Sou cobrado diariamente a ser um especialista em primeiros socorros, análise de estruturas, reações químicas, cinemática do trauma, sistemas de forças, normas de segurança e tantas outras matérias que passeiam e estendem-se por biomédica, humanas e exatas.
Mas, acreditem, ao som das sirenes, utilizo-me de tudo o que possuo, inclusive a minha própria vida, para salvar meros desconhecidos.
Faço o impossível na hora e um milagre em 5 minutos.
Quando todos correm para longe, eu corro para perto. Quando se desesperam, eu chego. Quando gritam, eu acalmo. Quando desistem, eu começo. Quando choram, eu afago. Quando eu perco, não me perdôo. Quando sorriem, retorno ao meu posto-base.
E quando fecho os olhos, agradeço a Deus por mais um dia de dever cumprido. Me achou louco? Acertou... um louco apaixonado pelo meu trabalho. Um trabalho que me diverte, me sustenta e me traz a verdadeira paz de espírito, que muitas pessoas morrem sem conhecer.
E é por isso que, em quase 6 anos de bombeiro, nem sequer por um segundo, eu me arrependo da opção que fiz.
Realmente, é para poucos...
Janeiro pra mim é assim… mês leve, mês solto, mês de luz, mês do meu aniversário, portanto, mês ligado, mês conectado e louco… um mês maluco beleza onde a realeza desce para subir ao morro. E que seja sempre assim. Amém!
JORGE , MEU BEM QUERER
...alguém disse que a vida concede a cada um de nós apenas
alguns raros momentos de pura felicidade.
Às vezes são apenas dias ou semanas.
Às vezes anos.
Tudo depende da sorte de cada um.
A lembrança desses momentos nos acompanha para sempre e se transforma num país da memória ao qual tentamos regressar pelo resto de nossas vidas...
Desejo do fundo do meu coração que você seja feliz para sempre!
Às vezes sinto meu coração clamando por algo que não conheço e nem quero conhecer, tenho medo de me envolver com aquilo que chamam de amor.
"Gosto do meu mundo
preto e branco, pois posso
colorir com as cores, do meu
jeito sem me preocupar se o
amarelo ficou muito forte
azul ficou muito claro
são imagens que ficam
como tatuagens, e
momentos vividos
sem nostalgia, pura felicidade
pois, já foram o que importa
é o futuro as são as cores
que serão usadas, e
quais as cores que você
ira colorir as vezes
até o preto e branco
cai bem...meu bem! "
Prezo pela minha concentração e o meu foco para superar todas as minhas dificuldades... Pois a minha dedicação é a minha maior virtude para que eu consiga, me disciplinar para então manter o meu equilíbrio;
Controlar a minha respiração, diminuir as minhas ansiedades e deixar que a vitória invada todo o meu ser;
Conquista meu sorriso.
Abro-te meus braços.
Sobre meu cálido abraço
descanso sua cabeça em meu peito.
Os olhos fechados.
A respiração leve.
Afago-te cafuné na nuca.
Sinta os batimentos.
Suspiro é doce.
Doce suspiro.
Aperta forte.
Solta lentamente.
Silêncio, silêncio...
Encanta.
Silêncio, silêncio...
Enamora.
Meu coração é como fogo: Queima se não for alimentado, vira brasa; vira cinzas que se perdem ao vento.
Cheguei a conclusão que,
Assim, como a dor do meu silêncio!
Como tanto fizeram
Como tanto fiz...
E, o que deixei de fazer
Tão próxima ou até distante,
Ou como o meu grito causou eco...
Senti que tenho que viver
sem aqueles que podem viver sem mim...
