Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Acho que já faz um tempo que o meu país está afundando e vejo que o pior de tudo é que o meu povo não sabe nadar.
Meu mar continua em sua calmaria, pequenas ondas aparecem, mas somem de repente... E como se nunca tivesse sido interrompida a calmaria continua, nada mudou. Minha sede por uma tempestade parece insana, mas talvez a mesmice entediante de minhas águas tenha realmente me enlouquecido. Quero uma onda gigante arrastando consigo o tudo antigo... E que venha tudo novo. Meu mar continua em sua calmaria, sigo flutuando, sendo levada pela pouca correnteza. Talvez eu precise nadar e nadar em busca de uma ilha de novidades.
No meu olhar
Sente o desejo
Nas minhas palavras
Sente o anseio
No meu toque
Sente o prazer
Entre o céu
E
E a terra
Julieta e Romeu ?
No paraíso
Serás meu
A SALA
Estive andando pela sala essa manhã
A sala esteve rondando ao meu redor
O sofá estava no mesmo lugar
As cadeiras, tapetes e lustres
Tudo como sempre
Eu sentada e a sala girando
Eu girando e a sala parada
As cortinas estavam inquietas
Vestindo o avesso da casa
A casa voando e os pensamentos no chão
Os pensamentos voando e a casa...
Bom...a casa nem estava mais ali
A sala era só meu refúgio
Queria poder sentir seu cheiro sempre que o desepero bater em mim... E ouvir sua voz entrando em meus ouvidos me fazendo acreditar ainda mais que Deus existe e que ha anjos perto de nós...
No dia que o tamanho do meu short, o V do meu decote, o balançar incessante da minha saia, minha argola exagerada, o vermelho da minha unha e até da minha boca se eu tiver afim, o meu som alto em dias radiantes e tudo que venham a colocar maldade chegar a me incomodar eu paro, enquanto não, continuo sorrindo e seguindo, enquanto você só opina e regride!
"AO MEU GALEGO AZEDO"
"Numa madrugada inquietante, ele insistia em chegar antes do tempo.
A sua luz era tão encandeante, que ele mesmo precisou ser protegido.
O tom nevado da sua pele, o seu cabelo de ouro, constrastavam com a cor ainda indefinida dos seus olhos;
Que, por anos, acompanhou o raiar e o despedir do dia, variando entre verde e azul.
Sapeca, era especialista em escalar montanhas - vestidas com a roupa da escada do prédio.
Já admirava o movimento das águas, fantasiadas pela tão 'vidrante' descarga - a qual não se cansava de apertar (eu não poderia deixar de lembrar disto!).
'Adiantado', não esquentava as almofadas do seu carrinho - sempre arrumava um jeito de escapar, rumo à sua liberdade - dono de si.
Mesmo independente, sabia ser criança... ao menos, quando precisava alcançar a água pra matar a sede que vinha depois da traquinagem (ainda não consegui 'letrificar' o som que fazia pra pedi-la - quão fofo era!).
Me aborrecia, me tirava a paciência - chegava a ser 'pestinha', principalmente quando foi se tornando 'gente' - mas, me quebrava em incontáveis pedaços, ao me chamar pelo apelido que a sua pouca intimidade com as palavras lhe permitia falar.
O tempo passou. A vida nos levou e nos trouxe de volta.
Eu, que antes lhe ensinava a pegar o lápis com o mão direita - sem saber que você era, no fundo, canhoto - hoje aprendo com você os truques que se deve pra vencer os desafios e provações que a vida impõe.
Hoje é você quem segura a minha mão e me conduz - como se fosse o mais velho, o responsável.
Como não dizer que lhe amo? Como não declarar a dependência que tenho da sua presença na minha vida pra fazer com que os meus dias sejam simplesmente mais leves?
É você quem tira de mim os risos, mesmo depois de conversas regadas por lágrimas.
É você quem me ensina a ser mulher, quando a dor me faz sentir menina...
É você a quem admiro, pela força, pela coragem, pela garra, pela inteligência e pela capacidade de fazer dos seus próprios medos um incentivo pra ser ainda mais determinado.
E é com prazer e saudade, por justamente no dia de hoje não poder estar perto o suficiente, que eu lhe abraço com essas palavras, meu irmão...
Pra dizer que amo você e que a sua vida é muito importante pra mim.
Deus lhe abençoe e lhe faça muito feliz. É só que você merece!
Sua Iaiá".
Mais em lavinialins.blogspot.com
O meu desejo é correr para os teus braços
Assim como o rio corre para o mar
Como um objeto sem importância
É atirado para cima, volta para o chão
Obedecendo a lei da gravidade
Como os pássaros voam para o sul
Fujo do frio congelante da solidão
Em direção a alegria
Quente e feliz do corpo teu.
Como tudo gira em torno do sol
Assim tudo o que sou
Todo meu mundo gira em torno de ti.
Desejo-te mais que o marinheiro
Anseia por terra firme depois de
Meses em alto mar.
Desejo-te mais que um sedento
Anseia por um oásis em árido deserto.
Fecho os olhos e posso ver meu coração
Indo ao teu encontro.
Sim meu espirito sai a procura de ti
E se nega a ficar mais um minuto sequer
Sem o teu olor.
Como é possível viver se meu espirito me rejeita?
Mas não o condeno, pois
Ele é dependente de ti para ter vida.
A alegria de viver vem da tua presença comigo.
Anseio por ser um homem culto
Preciso aprender. ler mais,
Pois sinto que me faltam palavras
Para expressar o que sinto.
Sou como um sino que não retine.
Uma flor sem olor
Um navio sem leme
Uma biruta agitada pelo vento
É como se toda minha alma gritasse pedindo a sua presença por perto, é como se meu coração batesse no mesmo ritmo que o seu só para estar em sintonia.
Entro no ônibus, me encosto distraidamente sobre uma das portas, analiso ao meu redor a sociedade à qual tento fazer parte. Percebo nos seus trejeitos informações desconcertantes quanto à mim mesmo, consequência da minha neurose urbana. Penso nos assuntos cabíveis para se iniciar uma conversa nesse universo em que eles vivem, e me deixando levar por esses pensamentos, acabo pensando em todas as pessoas que realmente um dia me fizeram sentir integrado à um grupo. E nesse instante de contato foi que eu encontrei minha individualidade, me compreendi, e nesse instante em que reflito é que percebo que cada dia mais, me perco.
Este fui eu.
Sensível, perdido, louco, apaixonado, amigável, sociofóbico, egocêntrico.
