Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Abaixo a cabeça cada vez que vejo meu mundo desmoronando. Não por que sou fraca, muito menos por que desisti. Só crio a opção de não ver tamanha desgraça. Assim, quando eu a levantar outra vez, tudo ja estara feito, tudo ja estara concluído. E então irei, pouco a pouco, reconstruindo tudo aquilo que me é necessário. Deixando para traz todas as poeiras e imperfeições que fizeram com que meus tijolos ficassem fracos e frágeis. Com isso vou aprendendo a moldar minha vida, a construir um caminho sólido e então chega ao meu objetivo.
Segredar o meu pensar
Minha dor é sentir-me iludida por mim mesma, por meus conselhos pretensiosos,
Por esta cabeça de vento que sempre encontra motivos para enganar-se dentro do mesmo mundinho frio, escuro e triste.
Minha ilusão é acreditar que pessoas podem ser tão sinceras quanto eu ao falarem de suas vidas, ao se envolverem de modo limpo e sem maldades.
Minha tristeza é permitir ser enganada sempre que vejo um sorriso brilhante na face da mentira, é sorrir de volta dando em dobro sem receber a certeza do outro.
Minha angústia é remoer noite adentro o quanto sou fácil de ser enrolada, a me sentir uma adolescente num primeiro encontro.
Meu desespero é esperar, esperar o que não se sabe se vai voltar olhar, olhar e nada mudar porque o passo principal já foi dado, o passo errado.
Meu tormento é chorar por dias da mesma dor que não muda, não passa, não acaba.
Meu medo é continuar sendo quem sou esquecendo sempre de onde vim e pra onde vou, passando horas dando voltas pelo quarto, me olhando no espelho esperando que ao menos aquela imagem de mulher fraca e devastada me responda quem sou eu...
Meu momento de dizer que acabou e que não mais sentirei teu cheiro por entre os meus cabelos, é o momento que mais me destrói, é o instante em que vejo diante dos meus olhos, a tua imagem me dizendo adeus.
Minha prova de que ainda existo após não querer existir, é necessitar buscar uma saída para não sucumbir de tanta tristeza.
Minha falência é ter a certeza de que logo que o sol raiar e as folhas secarem, num outono qualquer, tudo voltará a acontecer, e novamente verei face a face meu verdadeiro eu, um eu que sente a dor, sofre a ilusão, transborda de tristeza, decai de agonia, sente medo do depois, dá asas a imaginação, mente pra si mesma, se dedica a encontrar, mas não morre de paixão.
Porque resta a esperança de quem sabe encontrar o que não há em meus meados, de pensar e logo amar.
Resgato-me lá do fundo, sinto o cheiro do verão, outro dia é outro tempo, outras marcas, outro olhar, outra face do segredo, que jamais irei contar.
“Sempre que amanhece, e o sol toca meu rosto com uma luz que irradia meu coração, tenho a oportunidade de mostrar que nada na minha vida é em vão, nesse novo amanhecer posso mudar o que ontem não pude perceber, que por menor que seja um momento que deixei de viver, ele não voltara, e o que me resta é esperar outra chance pra recomeçar "
"Se meu conselho te agrada, não é porque sou bom homem, e sim porque tenho duvidas sobre o que fará com o que lhe digo."
até os infortunios tem o seu valor é a oportunidade de aprender com a dor.
Meu abiigo Artur Pinheiro me disse.
Te amo, com cada gesto, com cada sorriso;
Você fez do meu universo um paraíso.
Te amo por tudo o que vivemos,
Pelas brincadeiras que tivemos.
Te amo, por fazer meu mundo mais colorido
Por trazer de volta a felicidade que tinha esquecido.
Te amo pelos bons momentos juntos
momentos que nunca vou esquecer.
Te amo pelos abraços e beijos,
por me ensinar a viver.
Te amo por hoje eu ser o que sou,
E te amo mais ainda, por me ensinar o que é o Amor.
Maldita seca que racha o chão de meu querido sertão
Que afasta seus filhos
Dor tão doida de deixar a terra natal
Terra tão querida
Ao mesmo tempo tão árida
Árida como os rostos que vejo nas janelas
A olhar o céu...
Se você acha que me magoar é a melhor forma de partir meu coração... Acertou em cheio, está funcionando.
O café do terreiro pela manhã cheirava a canela, e o vento que batia em meu rosto só conseguia chacoalhar uma folha da bananeira que estava acima de mim, e parecia-me uma mão dando aquele tchau triste quando alguém parte.
Ainda não sei se existe de fato a partida. Prefiro não saber.
Vivo me perguntando como conseguirei pôr para fora a explosão complexa de sentimentos ilógicos que se expande dentro de mim com a velocidade da luz.
Mas logo esqueço, passa. As felicidades do dia a dia me dão a ilusão de que tudo está como deveria estar, a ilusão de que por mais imperfeito o erro ainda assim haveria conserto.
Quando esqueço a dor fica como se eu o houvesse esquecido também, mas no contexto esquecê-lo é como esquecer a mim, e só me lembro de tudo que é bom, do que foi bom, e penso que o perdão já foi concedido, mas não.
Assim como vivo ele, acredito que o contrário era pra ser feito, não necessariamente, não como um forma de cobrança, somente naquele inconsciente chato que pensa que tudo sabe e me faz ser esse ser insensato vez em quando.
No fim te amo, e tudo gira em torno desse simples sentimento que confunde o que eu sou com o que quero ser pra você.
Minha mente é uma fusão de ritmos, uma confusão de músicas, que faz meu coração acelerar e desacelerar na frequencia de uma paixão inesperada por algo desconhecido.
