Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"Já cheguei no meu limite, e sozinho ultrapassei as barreiras descobrindo o que determinaria o meu alvo, são: os nossos méritos, aqueles quem sabem lutar, sem pensar nas derrotas, merecem a vitória. Vencem somente aquelas pessoas, não fracassadas diante das dificuldades, nossos maiores inimigo? Nós mesmo! E o real valor da vida está em ações nossas, não aquilo ao que proporcionamos, sendo assim,use os obstáculos como degraus de uma escada, pra tua grande subida na vida."
E pra quem pretende me ver aos prantos
Meu anticorpo é está sorrindo
Não me incomoda esse tipo de plateia
O meu prazer é vê-los me aplaudindo
Para quem fala mal do meu trabalho,
só vos digo inde pro caralh*.
Ei otário não adianta criticar,
sou Real Poeta e vim para ficar.
Faço do teu sorriso bobo
O meu aconchego...
Às vezes baby
Acho que estou perdendo tempo
Se for pra perder tempo
Quero perder
Todo o tempo do mundo
Ao teu lado
"(...)O vento vem vindo de longe,/a noite se curva de frio;/debaixo da água vai morrendo/meu sonho, dentro de um navio... (...)".
(do poema "canção", do livro 'Obra poética' - Pág 18, - J. Aguilar, 1958.)
Bem me quer, mal me quer
Bem me quer, tenho aqui o meu cantinho
Mal me quer, ao dormir preciso de carinho
Bem me quer, de amizades não tenho fome
Mal me quer, não sei escrever teu nome
Bem me quer, paternidade é com meu cachorro
Mal me quer, na solidão eu peço socorro
Bem me quer, divido a opinião comigo mesmo
Mal me quer, a partilha permanece a esmo
Bem me quer, amo, a tudo e todos, sou feliz
Mal me quer, tudo é tão rápido, por um triz
Bem me quer, como é bom apreciar o amanhecer
Mal me quer, a cada dia veloz é o envelhecer
Bem me quer, sei mastigar a vida de solitário
Mal me quer, não tenho ninguém no itinerário...
Bem me quer...
Luciano Spagnol
De par a singular
Depois do teu olhar
O meu corpo se calou
A saudade faz aumentar
O vazio que você deixou
Não era para ser, mas foi
Aquela música silenciou
Não mais terei o teu oi...
Nem sei mais onde estou
Perdido está o ansiado projeto
O coração não mais disparou
O pesar não sabe ser discreto
Quer o que nunca mais chegou
Sem você o amor não é completo
E os sonhos sonhados acabou
Ter você é de paixão estar repleto
Pois pensei um dia ser minha, ou
Que éramos par, não singular o afeto.
Luciano Spagnol
Despedida
Meu coração, de poetar-te, delira
Escreve rascunhos cegos e sem vida
Com prosa sem cor e de mentira
E não se pode ser lida nem ouvida
São gestos e olhares de um caipira
Onde a alma se vê enlouquecida
Nas mesmas estórias e mistério
O meu amor por ti, anda de partida
Assim escrevo com tal despautério
O que sinto, frágil, faço em despedida
Saiba tudo passa, a dor tem cautério...
Luciano Spagnol
"Agora, tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade”.
( em carta a Armando Côrtes-Rodrigues, de 19 de Janeiro de 1915.)
Meu coração sente e sofre
ao menor sinal de desamor.
Se me quiseres por perto,
trata-o com cuidado..
Cika Parolin
Meu tempo
Meu tempo se faz acelerado
Muitas vezes, também, lento
Meu tempo por mim temperado
Nas cores das rajadas do vento
Tempo, meu tempo tão atento
Que num piscar de olhos é raio
Num simples sorriso sedento
No afago doces brisas de maio
Este meu tempo do tempo ao tempo
Das nostalgias sem tempo de alistar
Do tempo de saudade ao relento
Não perde tempo só quer amar
Se o tempo é o dono do meu tempo
O meu tempo no tempo quer se libertar
Pra isto no tempo tenho contento
Fazendo do tempo, tempo de poetar
Oh! Tempo do meu tempo
Traz pra mim mais pulsação
Mais paciência e mais atempo
No meu tempo, tempo do coração...
Tu tempo do meu tempo, agitação!
Meu café.
Um bom dia amanhecido
não é um dia qualquer
é meu dia preferido
quado escuto da mulher
que o cuscuz está servido
e que no bule tem café.
Cerrado
À sombra do pequizeiro
Delirei a vida a sonhar
No uivo do guará faceiro
Chora o meu recordar
Nos galhos tortuosos
Brotam as saudades
De cheiros maravilhosos
De infância, alacridades
Tem gosto de gabiroba
Aridez do sol a rachar
Vigor doce de mangaba
Buritis a nos sombrear
Constrói o João de barro
Nostalgias em todo lugar
O vaga-lume tão bizarro
Ilumina o meu poetar
O horizonte é sem fim
Onde põe a lua a repousar
Lobeiras talham o jardim
Das savanas a enfeitar
A arapuá em sua cabaça
Ornam o beiral do passado
Ipês em flor pura graça
Desenham o meu cerrado...
Rio, 22/03/2011,
17’07”
Seu Próximo
Seu Próximo, caminhava
ao meu lado, na rua e todos os
dias; me cumprimentava.
Seu Próximo pegava, os plásticos
reciclados nas lixeiras.
E entregava as cartas, quando chegava.
Seu Próximo era o vizinho educado.
E também aquele , que não queria papo.
Seu próximo , era amigo de todas as horas.
Mas também o inimigo, o adversário.
O antagonista.
Seu Próximo, era uma figura , que fazia rir.
Andava com flores nos cabelos. E gostava
de se divertir. Dançar. Sorrir.
Seu Próximo estava lá. Quando precisava.
Também, quando passava despercebido.
Caído na calçada.
Seu Próximo estava ali.
Procuraram Seu Próximo, numa caixinha
eletrônica. Mas não acharam.
Onde esta o Seu Próximo?
marcos fereS
Você poderia quebrar qualquer coisa, mas resolveu quebrar logo o meu coração que já vive em pedaços.
