Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu vi um brilho da lua
Ela sorria para mim
Feito imagem sua
Meu cheiro de jasmim
Admiro força vossa
Sua admiração
Resistir não há quem possa
Contemplar o coração
Contemplar o coração
Envolvendo tua imagem
Seguida de emoção
Partindo em viagem.
Para vos aceitar
Neste lugar derradeiro
Onde o amar
Dá lugar ao amor verdadeiro
Quem eu sou…?
Que tipo de filho de Deus eu sou? Será que eu realmente conheço o coração do meu Pai, ou apenas vivo à sombra do Seu nome? Será que já me acostumei tanto com Sua graça que já nem sinto mais o impacto dela? E se Deus me olhasse nos olhos agora... Ele enxergaria um filho que O ama ou alguém que só O procura quando precisa?
Que tipo de cristão eu sou? Será que Cristo realmente é o centro da minha vida, ou eu só O coloco onde me convém? Será que minha fé me transforma, ou só me conforta? E se um dia me tirassem tudo—minha igreja, minha Bíblia, minha liberdade de crer—será que ainda assim eu permaneceria firme? Ou será que minha fé depende mais do que eu tenho do que de quem Ele é?
Que tipo de pessoa eu sou? Será que minha palavra tem peso? Será que meu caráter tem profundidade? Será que sou alguém que as pessoas podem confiar… ou apenas alguém que fala bonito, mas vive raso? Quantas vezes eu disse que era alguém… mas minhas atitudes disseram o contrário?
Que tipo de brasileiro eu sou? Será que me importo com a verdade, ou só com a versão que me agrada? Será que luto por um país melhor, ou apenas espero que alguém resolva o que também é meu problema? E se um dia esse país quebrar de vez, será que eu terei sido parte da mudança… ou parte da indiferença?
E no fim, quando tudo se cala, quando ninguém mais me observa, quando só resta eu e Deus… quem eu sou? De verdade.
Eu irei contigo ó meu amado rei
Eu irei contigo pra cidade de Sião
Contemplar tua face e rever
os meus irmãos.
Eu irei contigo pra Nova Jerusalém
Contigo eu quero está,
e comprir as tuas leis
Seja a feita a tua vontade
Ó meu amado rei.
Eu quero muito celebrar a VIDA, respeitá-la em toda a sua essência e formas, enxergando o meu próximo, o sangue do meu sangue, bem como os tantos irmãos da caminhada existencial.
Quero abrir as janelas que me conectam com o mundo e enxergar lá fora os meus semelhantes, mas sobretudo, quero olhar o espelho da consciência e reconhecer em mim, o reflexo de um ser humano.
Da música, fiz meu abrigo,
hoje, olho-me no espelho
e consigo reconhecer-me,
o meu canto é um reflexo
do que sinto
após ter enfrentado alguns medos
e dizer-me finalmente
"seja muito vindo meu eu verdadeiro".
No meu íntimo intenso, penso que carrego comigo o espírito de um lobo solitário, que não é compreendido na sua plenitude, que passa um certo tempo adormecido, mas quando desperta, faz eu querer estar acompanhado apenas da minha amada solitude ao som causado por meus pensamentos, principalmente, aqueles bons que conversam e motivam o meu imaginário, festejam com o meu senso poético.
Talvez seja justamente esta a razão da tranquilidade que sinto à noite, da grande atenção que dedico a lua, encantadora de várias formas em todas as suas fases, que transforma marcante a mais simples ocasião, que me traz uma sensação muito cativante, singular como deve sentir um lobo que caminha tranquilamente sob a forte luz do luar sem nenhuma companhia desgastante, sem ninguém que eu possa incomodar.
Para a saúde do meu bem estar, graças a Deus, isso representa um fragmento da minha complexidade e este espírito de hábitos noturnos sente a necessidade de adormecer, o que me permite aproveitar outras companhias, deixar a solidão pelo menos descansar, poder saborear também a simplicidade e outros benefícios do dia claro, caloroso, frio, chuvoso ou nublado, uma vida não tão solitária, um sono bastante necessário.
Meu reflexo naquele espelho, trouxe pensamentos de quando, com garra, me segurei fortemente naquilo que achava que eu era. Mas aquela imagem se foi, como quando lançamos uma pedra no rio e as águas criam uma onda distorcendo toda imagem ali refletida. Quem eu era, quem eu fui, quem eu sou, seria tudo uma distorcida perspectiva que eu mesmo criei? Mas eu ainda sou eu, com uma percepção mais ampla sobre o mundo, mas ainda um grande sonhador.
Gosto do som que meu silêncio produz...
Há silêncios que tornam-se ensurdecedores... Mas não o meu...
Quando fico em silêncio é pra consumar aquilo que meu coração já sabia... Uma pitada de certeza...
Então respiro tranquilo.
Eu estava certo outra vez...
- Eu terei que falar do meu passado? Perguntou o paciente.
- Somente daquilo que não passou. Respondeu o terapeuta.
Terapia é lugar de encontro de você com você mesmo(a).
Se eu ando sozinha? Não, claro que não, ando com minha criança interior, meu eu superior, meus mestres ascensionados e meus demônios internos. Nós gostamos de andar em comboio e temos uma combinação estabelecida.
O que sou é algo meu, somente meu
Pois você não sabe o que sei sobre mim
Não sabe o que passei na vida
Não tem ideia do que chorei, do que sofri,
do que realmente me faz feliz
Você jamais saberá a intensidade das minhas dores
Nem pode mensurar a minha alegria
Nem do quanto me sinto só
Não sabe as marcas que tenho, nem o que me faz feliz
Você pode até fazer ideia de algo sobre mim
Mas, nunca terá a certeza de quem verdadeiramente sou
Portanto, não me jugue, pois estou certa de que você realmente não me conhece.
Difícil não reparar.
Está explícito no meu olhar.
Você sempre será um perigo, com quem quero-me arriscar.
O mar limpa meu corpo com seu sal, revigora a minha alma e leva de mim tudo o que me faz mal. Suas ondas acolhedoras me abraçam, levando embora as preocupações, tristezas e cansaço. Nele, encontro renovação e paz, como se toda a negatividade fosse levada pelas marés. No mar, encontro um refúgio para a minha mente e um bálsamo para o meu espírito. Ele me lembra da imensidão do mundo e da importância de me conectar com a natureza. Em sua presença, sou plenamente eu, livre para ser quem sou, deixando para trás todas as impurezas do dia a dia.
Que eu não me perca... Que eu não perca a coragem de continuar trilhando meu caminho ou de alterar a direção deles, mesmo sabendo que o mundo lá fora nem sempre será simples;
Que eu não perca o entusiasmo pela vida, mesmo sabendo que em alguns momentos eu simplesmente perderei o interesse por inúmeras coisas;
Que eu não perca a habilidade de sorrir para o mundo, mesmo sabendo que nem sempre receberei um sorriso de volta;
Que eu não perca a fé nas pessoas, mesmo quando algumas tentarem me mostrar seu lado mais cruel;
Que eu não perca a certeza de que minha origem é um santuário infinito de bênçãos e motivo de enorme orgulho, mesmo muitos anos mais tarde, mesmo que as escolhas da vida me acovardem;
Que eu não perca a capacidade de amar e me permitir ser amada, ainda que as pessoas a minha volta pouco, ou quase nada entendam sobre amor;
Que eu não perca e não me perca de meu amor próprio, nem permita que se apague o brilho dos meus olhos ou que se escorra minha vida por entre meus dedos sem tê-la aproveitado, sem ter sonhado, sem ter realizado;
Que eu não me perca, que eu não ME esqueça, que eu não me desmereça, que nenhum mal prevaleça.
