Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"ha em mim um lado destruidor(ego) que eu uso pra me defender dos outros, mas não me defendo de mim mesma e assim, esse ego destrói até a mim mesma e minhas chances de ser feliz."
"sempre me ensinaram o quão era inconveniente, me apaixonar, diziam que eu era forte demais pra me render a sensibilidade que uma paixão exige pra ser correspondida, e o que aprendi: tinham razão."
"eu estava certa de que me entregar estragaria as coisas, mas eu como boa jogadora, não deixo de viver, e então não podia deixar você ir sem provar seu sabor."
"não sou o tipo que olha nos olhos quando fala,não e por esta mentindo porque eu geralmente falo a verdade, é apenas pra não ter que cair na mentira alheia."
"se eu não tivesse complexo sobre mim mesma e não tentasse me aceitar e me conhecer a qualquer custo, eu seria como você que vive cuidando da vida alheia ao invés de tentar entender a sua."
"essa magoa se tornou parte de mim..e eu não sei quem sou sem ela... ou talvez eu nem queira saber."
"foi difícil trair a confiança de algumas pessoas para protege-las de mim, não podendo ser eu mesma e depois afastando-as, é um sacrifício que nos afeta depois de um tempo....é solitário, e mesmo elas não entendendo, foi pelos motivos certos."
"para quem acha que me conhece..só digo uma coisa... até hoje não me descobri... e se eu vivo minha experiencia de vida..não é você que vai saber quem eu realmente sou.."
Eu gostaria de sentir gratidão pelo vento, o oxigênio,a vida que Deus faz pulsar em cada batida do meu coração, mas a dor está maior que isso, me confunde, me desespero
Hoje me pergunto quem sou eu, que está sempre em linha tênue, sempre sem ao menos saber Quem sou, mesmo vivendo a grandiosidade da minha honestidade,e meu coração que não sabe ferir,e por isso se divide em gostar de solidão, e cansar dela muitas vezes, isso é tão valioso e destrutivo ao mesmo tempo
Ai de mim
Ai de mim
Quem me dera
Ser sincera
Ai de mim
Quem soubera
Quem eu era
Ai de mim
Quem deveras
Compreendera
Ai de mim
Quem me dera
Quem deveras
Me amou.
Essa sou eu
Eu sou ela.
Às vezes me vejo e não a reconheço em mim e nem nos outros.
Sou múltiplas e uma só.
Há um conflito do que sou, de quem desejo ser, do que nunca fui ou gostaria e do que serei (a partir de minhas escolhas ou para onde a maré das circunstâncias me levar).
A mim, cabe viver o eu de agora. Perdoando e acolhendo a mim mesma, na alegria e na tristeza, nas frustrações e realizações…
As derrotas, acolho-as também. Acolho tudo. Cada coisa, menor ou maior, boa ou ruim, sedimenta quem sou e quem serei.
Vivo em mim agora. Depois, talvez.
Quem sou eu para escrever o que escrevo?
Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler.
Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária.
Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre.
Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação.
Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto.
Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir.
Não temo a sombra: ela é natural.
Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho.
O que escrevo nasce disso tudo.
Da coragem de pensar.
Do risco de sentir.
Da ousadia de encarar o que muitos evitam.
O preço que eu pago por ser intensa e reivindicar o que não é natural, é a perseguição e o ódio.
- Ouvidos que não me ouve é o que me mata.
O que eu acho sexy é ter inteligência emocional.
Ser modinha de rede social é no mínimo uma realidade longe de ser vivida.
Assim como as águas se entregam às correntezas, eu me entrego às estranhezas pouco entendidas, mas profundamente sentidas.
