Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Se eu pudesse......
Se eu pudesse eu viajaria no tempo.
E nesta viagem, queria ver o real acontecimento do meu nascimento,
queria entender as escolhas feitas sobre minha nada fácil infância e .....
se eu pudesse queria entender porque tem mães que não amam seus filhos.
Se eu pudesse queria mudar a minha história, queria sentar no colo de minha mamãe e ouvir canções de ninar, queria festas de aniversários todos os anos, nem que fosse somente um beijo.
Se eu pudesse......
Queria ter tido um lar só meu com papai e mamãe e queria sentir o carinho dos sorrisos numa mesa.
Ah! Se eu pudesse.....
Queria respostas, porquê o abandono? Porquê fui mandada embora dos seus braços, mãe?
Passei uma vida sem entender.
Você não existe mais e se eu pudesse, perguntaria. Se eu pudesse......
Aprendendo muito em servir a Deus hoje; vendo a minha vida e como me olhavam lá atrás e como eu mesmo me enxergava, como o cara, o melhor pelo que fazia, realizava, era totalmente soberbo pelo que alcancei.
Nunca fui feliz, mesmo tendo o que quisesse ou pudesse ter.
Foi aonde me perdi, errei e caí tropeçando na minha própria arrogância e aqui neste exato momento pude ter a honra de voltar e aceitar quem sou e como sou; buscando a cada dia servir e ajudar da melhor forma possível; não mais como o cara ou o melhor e sim como servo e filho do único Deus que tudo podes.
Quando nascemos, temos nosso eu autêntico. Depois, a sociedade cria um falso eu: você é cristão, você é católico, você é branco, você é alemão, faz parte da raça escolhida por Deus e deve governar o mundo e assim por diante. Ela cria uma falsa ideia de quem são as pessoas.
Eu prometo não trair a mim próprio,como homem e como pessoa,não trair meus princípios e minha disciplina,ser justo de corpo e alma,e jamais trair a confiança de alguém, pois essa dor ninguém merece.
Freiar o coração não é reprimi-lo no seu caminho, nos parece estar seguro;Eu posso receber repetidas vezes e rápido buscar a ternura de uma afeição partilhada.
Eu já fui um caramujo ambulante, daquelas criaturinhas desconfiadas, que torcia o nariz para tudo o que não fosse xerox do meu pensamento. Desprezava os diferentes de mim e com isso, claro, custava para encontrar meu lugar no mundo. Era praticamente um autoboicote. Me trancava no quarto e achava que ninguém me compreendia. Ora, nem podiam mesmo. Aliás, nem queriam. (...)
Quando alguém me diz “como você tem sorte”, penso que tenho mesmo. Mas não a sorte de receber tudo caído no colo, e sim a sorte de ter percebido a tempo que nosso maior inimigo é a falta de humor.
Sem humor, brota preconceito para tudo que é lado. A gente começa a ter mania de perseguição, qualquer coisa parece difícil e uma discussãozinha à toa vira um dramalhão. Prefiro escalar uma montanha a viver dessa forma cansativa.
Caso você não tenha recebido gratuitamente na sua herança genética, dá pra desenvolver por si próprio.
Eu já fui tantas vezes a vilã da história e também já estive no lugar do réu, mesmo sem entender o motivo de não merecer o tão almejado "céu."
Nesse tempo que temos agora em comum, aceito minhas culpas, corrijo meus passos e se preciso for ando com os pés descalços.
Olho para o passado e me orgulho, mesmo tendo consciência que muito errei, mas não temo pelo o que eu plantei e sei bem o que colherei. Fiz o que podia ter feito com o que eu tinha em minhas minhas mãos e onde errei peço perdão, sigo sem pedras no coração.
Nildinha Freitas
Vácuo ...
...é o lugar onde eu me encontro
na tristeza e desencontro
na aflição e disforia.
Tanto pra falar, quem ouve
se meu cântaro aprouve
de partir e desaguar?
Vazam fôlego, meu ar,
meus conceitos, meu lidar
e me dizem: tudo passa...
Venham, seres lá de fora!
Já passou da minha hora;
não tem mais a tal da graça.
Venha, disco voador,
Das procelas me desfaça
e alivia a minha dor...
Cansada estás, imagino!
Daqui eu te sinto. Tu sentes?
Teu dia não foi tão divino?
Mas ristes, assaz, tão somente?
Distante tu ficas, que pena...
A perda, pra mim, não pequena,
é triste nessa minha mente.
Tu sentes saudade de mim?
A minha por ti que, sem fim,
deveras, em mim, me ressente...
Quando sou senso comum,
Quando não o sou.
Eu me distancio da caserna,
Num ímpeto de rancor.
Mas isso não adianta tanto,
Diante das circunstâncias,
Pois a minha revolta
É que o senso comum beira a ignorância.
Acho que não escaparei dessa sina,
Que mais se parece com um verdugo;
(Então) apegarei-me aos meus versos
Agora e no fim do mundo.
Eu vivi além da eternidade e explorei todas as fronteiras do universo tem coisas que são tão absurdas que e possível decifrar que 1+1 e 3 ou até patafisica ser menos um grão de areia
"Todos os dias eu te procuro, todos os dias eu te desejo! E sempre sou rejeitado, sempre tem desculpas!
Haverá um dia que não estarei aqui, e então você não iria precisar de desculpas para me evitar!
Mas o que te resta será apenas saudades, lembranças e arrependimentos!
Eu não estarei aqui e sinto que esse dia está cada vez mais próximo!"
Eu quero sobreviver, quero viver, quero sonhar, quero sorrir, mas no mundo recebo tão mau compreensão como poderia fazer todas as coisas? Eu lhe pergunto
Eu irei
Não se deve impedir alguém
De fazer o que quer
Nem de ir embora quando deseja
Abra a porta e também o coração
A uma dor que paira , entre o querer
E entre não lutar sozinho
Há situação , eminentes
Como campo minado
Cheio de bombas prontas
Pra explodir, abrindo a casca
Eu percebi que a ferida
É muito mais profunda do que aparentava
Ainda sangra , ainda dói
E pode ser que doa
Por dias meses , anos
Ou até a vida toda
A dor vai ficar , a dor sempre fica
Aprendi a gostar dela
Talvez até dimais .
