Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Você não vai voltar, eu também não. Então, fica combinado, um dia eu te conto tudo que eu fiz para você. De tudo só sobrou a mágoa. Mágoa acumulada, mágoa guardada e infiltrada. Mágoa apenas de saber que você evitou. Mas eu aceito. Você não vai voltar e eu continuarei sendo feliz sem você.
Doze de setembro estava eu lá nascendo, nascia o grande escritor Caio Fernando Abreu também, e até o mesmo o presidente Juscelino Kubistschek.
e eu pudesse encontrar com a Layla de quinze anos, hoje eu daria só um conselho. Se eu pudesse encontrar com a Layla que tinha de quinze anos, eu a mandaria nunca ter medo de ser quem realmente é. Mandaria não ter medo de enfrentar a vida e nem medo de se enfrentar. Mandaria desconfiar das boas intenções e das péssimas. Mandaria não acreditar e não evitar o amor, mesmo que isso fosse tão difícil para mim na época. Se eu pudesse voltar ao passado, eu não voltaria, talvez voltaria só para reviver momentos, mas não para concertar erros. Talvez, se eu pulasse as etapas que tanto sofri hoje não seria o que sou. E o principal, mandaria se acalmar, porque futuramente tudo daria certo
Mas eu adoraria amar novamente. Adoraria sentir borboletas no estômago, adoraria me sentir brega e idiota. Adoraria sentir suspirando por nada, adoraria correr por medo, adoraria ter medo de perder mais uma vez só para me perder para sempre. Eu só quero que pelo menos uma vez na vida, alguém, perdido por aí, sinta medo de me perder.
Eu só sou uma garota do colegial que tenta fazer tudo certo. Eu só sou uma garota do colegial que espera que alguém me abraça e diga que fiz as minhas escolhas do modo que poderia ser. Eu só sou uma garota do colegial que está crescendo.
Ele existe, eu sei que existe. Mas só falta os nossos destinos se encontrarem. Se já se encontrou, eu o perdi. Eu sei que vou poder dizer que escrevi uma vez sobre ele, e ele vai me achar uma louca, mas logo depois que acabará de ler tudo isso, ele sorrirá e poderá dizer que sou o seu sonho mais torto. Ou se não, ele poderá apenas dizer que eu sou a errada e que no fim, acertamos, sonhamos, escrevemos e nos deciframos.
Eu amo você. Mas quero que se lembre do que fomos e não do que nos tornamos. Quero que recorde das inúmeras vezes que te procurei e você me acolheu tão bem. Eu amo você, mas preciso ir. Preciso ir, seguir.
Eu danço conforme a baladinha brega da vida. Danço conforme a vida quer que eu dance. Mas sou teimosa, às vezes, tento outros passos, outros ritmos, outros corpos, outros amores. Mas volto, eu sempre volto! Mas decidimos que seria o fim. Tudo bem, somos decididos, estamos decididos. Escolhemos de novo e mais uma vez. E continuaremos escolhendo por meio do acaso algo que se pareça com a gente. Porque passamos, claro que passamos, mas de uma forma ou outra, ficamos.
O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chocolate quente. Apagasse as luzes, me cobrisse com um cobertor, um beijinho na testa só para ficar seguro nessa noite e me contasse uma história, uma histórinha qualquer, só para eu dormir feliz. E pela manhã, me acordasse com um belo café da manhã, cheio de pãezinhos de queijo, um chocolate bem quente, ou morninho. Tanto que venha quente, porque eu prefiro as coisas quentes. Tudo quente, até o amor.
Meus textos são quase frases. Eu começo a escrever pelo fim pensando em minha próxima ideia, mas acabo ficando sem dizer nada. Meus textos são só o que não deveriam ser e até quando digo que amo algo ou alguémsai pela metade.
Eu achava que o que eu sinto por você fosse igual a gripe. Que logo logo passaria, com um pouco de descanço e cuidado próprio, mas não passou. E temo que não haja remédio que possa curar.
Sinceramente, eu não entendo o raciocínio de quem faz roupa tamanho único.
Único pra quem???
Pra mim???
Eu sempre sou o "único", corpo a não caber... hehehe
Estou nem ligando para que os outros dizem, pelo o que eu sou, o que eu faço, qual dinheiro eu tenho, se eu tenho, e seu não tenho. Não me importa o que você pensa de mim, sua opinião não é tão relevante assim.
