Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu ligo o despertador para acordar do sono como o faço para acordar do sonho. Eis o truque para não me perder nele
Dizem que eu sou avoada, mas não é bem assim...
É que com essa mania de buscar a essência das coisas eu acabei perdendo a capacidade de me ater ao todo, só isso.
E eu, que tanto tinha a dizer, estou juntando pequenices que agarraram-se a cada palavra de frases feitas por mim no passado, em amores e necessidades antigas enterradas apenas pelo tempo - e sem vontade própia - para sentir metade do que sentia antes. Eu, que queria “sentir nada” me tornei “nada”.
"Ontem eu saí pra rua.Quiz ver um comêta que ia passar.O comêta passou e eu ví, que ele era voce disfarçado de brilho".
Quem vai me entender, se nem eu mesma me entendo?As vezes a loucura toma conta, e não há nada que eu possa fazer. Só me resta esperar.
Me deu uma vontade louca de chorar mas, eu resisti as lágrimas... Acabei percebendo que mesmo caminhando junto, às vezes, me sinto sozinha...
"VOLTE PRA CASA"
"Volte pra casa...
Eu estou esperando pelo seu sorriso
Ao entrar por aquela porta,
Não esqueça de deixar, lá fora,
As mágoas que ficaram pra trás.
Permitir que o passado nos leve
É como nos banhar em águas sujas.
Vamos limpar os nossos corações
E nos abrir pra uma nova vida
Uma vida em que seja possível apreciar
A brisa da manhã, o canto dos pássaros,
O cair da tarde, o brilho das estrelas...
Seremos mais leves,
Quando nos desvencilharmos do que passou.
Por isso, volte pra casa...
Eu estou esperando pelo seu sorriso".
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AUSÊNCIA
Eu julgava ser a ausência
Uma divisão dolorosa do corpo,
Ou coisa sentida como prenúncio de morte,
Um buraco negro, sem fim sob meus pés.
Depois vi que a ausência
É uma companhia necessária,
Comigo, inteiro em dois, ela permanece,
A provar minha sanidade,
A dar-me os sentidos que não sabia,
A cativar-me como a melhor amiga.
E me acostumei com ela, tanto,
Que tanto faz o burburinho das ruas,
Ou o balbuciar risonho de um amor,
Colado aos meus ouvidos,
Que dou mais atenção a ausência.
Com ela a cadência do passo é mais livre,
A gente estanca, e abraça como quer,
Livre das dores que traz o abraço,
Distante dos olhares obrigatórios,
Que a companhia exige.
Alforriada dos escândalos
Quando queremos liberdade.
Hoje eu eu a ausência somos ímpares,
Um que se sente só mas seguro
Pelas duas mãos ocupadas,
Outro que se sente acompanhado,
Por um coração, guardado.
Mas eu sou fã das formiguinhas, que nunca fizeram auto-escola, e mesmo assim sabem direitinho qual o rumo certo a seguir.
No começo eu até sentia raiva, mas logo logo eu entendi:
Ela não ta me copiando não, é que a gente tá brincando de "seu mestre mandou"...
Que susto !
Um dia eu estava sentada na cadeira de balanço, que fica na sala, lendo um livro, e do nada eu saio de si, começo a ver o oposto da minha situação sentimental, é como se tudo virasse flores do nada assim, e eu chego a pensar :
- Como isso esta a acontecer comigo, logo a mim ?
Fico feito uma louca sem saber o que fazer, derramo lágrimas em minha face no momento em que eu vejo coisas na minha frente, tento ficar calma e transparecer que estou bem, mas não consigo, por quê eu fiquei em choque, estataláda e nem a cadeira que é de balanço chega a balançar, e fico ali sentada, volto a ler o livro como se nada estivesse acontecendo, não sei só sei que parei de ler liguei a TV e isso tudo exitou minh'alma deixando-a alerta para as situações de pavor e medo constante que acontece na madrugada, eu não sei se gostei do que ouve, ou se admirei a bela paisagem, ou se derramei lágrimas de desespero, só sei que eu não entendo o que esta a vendo comigo.
Estava caminhando, eu e o vento, ele me levava para frente e para traz, para o lado e para o outro, eu vi os galhos das árvores se mexendo como numa canção, e como se a árvore fosse a estrela e os galhos os dançarinos, era engraçado e estranho, terminou o vento indo embora e o sol o substituindo e as árvores secaram e eu fiquei parada no meu lugar, sendo derretida pelo sol que em minha direção brilhava.
Era lindo o seu brilho, porem muito forte e seco, ele me fazia suar e estragar minha pele.
Estava como um azul opaco,
sem luz, sem brilho, estava eu estatalada,
desligada e acorrentada pela amargura,
estava eu no estava.
Presente estou,
pelo azul vivo que em minha face aparece,
ligada nas situações ao meu redor e livre,
Estou eu feliz no presente que vivo.
