Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Talvez seja egoísmo
Dizer que eu lhe queria
Porque precisava
De uma razão para viver.
Sim, você seria
Minha razão para viver.
Mas você não quis
Me fazer feliz.
Todos eles
Todos me usaram
Como se eu fosse
Um brinquedo
Não se importaram
E nem apenas se calaram
Tudo isso
Na minha cara jogaram.
Não sei por que, as pessoas teimam em dizer, so mudei por que naquela religião eu encontrei Jesus.
Parece até sacanagem apronta mil e umas coisas, e muda para outra religião, finge que nunca fez nada de imoral ou errado, sendo que, por dentro até queima, pelo desejo de ser, agir como, antes era...
Natália C. Gomes
Gente
Eu gosto de gente
Gente que é gente
Gente humana
Gente bacana
Gente que fica feliz
Com a felicidade da gente
Eu gosto de gente
Gente que eu nem conheço pessoalmente
Mas reconheço sua bondade
Seu brilho, seu cheiro
Gosto de gente que cria
Gente que canta, que grita
Gente que silencia
Gente que não cala
E vai pra rua
Eu gosto de gente que respeita
Gente que acolhe
Gente que ama
Gente que soma
Eu gosto de gente
Gente como você.
Riso Neves
09/06/2013
22:03
...Eu só queria te falar que não foi fácil, ainda não ta sendo fácil, por que não foi ao contrário? eu sempre me ferro nessa parte de esquecer, por que eu me apego tanto em pessoas que não valem nada? por que eu sou tão assim?!
Eu gostaria de lhe compartilhar algo, nessa convicção de momento e de lugar. Havia um desejo amável de querer andar ao seu lado, as vezes me peguei pensando que queria cada vez mais ti conhecer. Mas houve esse momento, houve o hoje, mas percebi que não tenho mais essa vontade. É triste de dizer que não quero mais a sua presença, o seu cheiro a sua harmonia ao meu lado, pois sei que não quero mais sonhar com você. Sei que não ti darei mais aquela luz que havia dentro de mim, porque você não soube perceber, não soube lapidar, não soube transformar, sei que fiz daquela vez, mas prometo não cometer mais o mesmo erro. Digo isso percebendo a cada momento que você me negou, me rejeitou, soube apagar meu brilho. Quero compartilhar algo contigo, quero lhe dizer que morri aos poucos, mas hoje não mais. Entendi que a morte nem sempre é o fim, pois aprendi a renascer de mim mesmo, das minhas próprias vontades e certezas, as vezes meio falho, mas tornou o que hoje é a minha certeza. Só gostaria de ti lembrar algo: Sabe aquela luz que lhe dei? Ela não conseguiu se tornar uma estrela, infelizmente ela morreu antes mesmo de brilhar. Talvez, mas só talvez a culpa foi sua. Mas por saber que somos falhos, incrivelmente falhos, posso perceber o tanto que posso lhe perdoar, não ti odiar e sim lhe desejar as mais doces e amáveis felicidades. Hoje levanto a minha cabeça e vivo, pois há um mundo me esperando para brilhar e esse brilho irei alcançar.
A minha poesia não se fala, a minha poesia não se escreve a minha poesia se vê. Eu sou um poeta mudo. Memórias de um poeta
Por Falar em Copa do Mundo, eu comparo o Brasil com aquele pai de familia que no domingo faz churrasco e festa para os amigos e na segunda-feira não tem o que dar para os filhos comerem.
Se teu coração diz que sou assim, então, assim eu sou. Teu coração nunca mente. Exceto se estiver mentindo para ele.
Você sempre fala:
Lute por tudo aquilo que acredita.
E agora? o que eu faço?..
Se isso é tudo que acredito!.
Eu luto, ou desisto?
Me diz!.
Vamos encontrar tantas muralhas em nossas vidas, que talvez eu até desanime de escrever um belo texto, teremos controle de muitas coisas, porém muitas dessas muralhas e obstáculos não teremos controle algum, são coisas que estão no controle de Deus realmente, e nesses fatores que não podemos escolher o caminho, a direção, o objetivo, etc... existem sonhos a serem conquistados que por fatores externos ficam engasgados em nossa garganta, as vezes por problemas pessoais, a nossa condição social, nossos sentimentos pouco valorizados podem nos fazer levar a adiar esses sonhos ou infelizmente até desistir deles, porém o que podemos realmente fazer para transformar um simples desejo em algo concreto é dar o nosso melhor, é dar tudo que temos sem ter que realmente pedir algo em troca, é se doar em toda a plenitude até não sobrar nada, e quando vemos que realmente é feito por amor as coisas começaram a conspirar a seu favor, pois quando desejamos o melhor para nós e principalmente para as pessoas que amamos realmente o mundo vira maravilhoso, tudo faz sentimento na vida.
Enfim para o termino desse breve texto contextualizo a ideia que cada um de nós sabe o potencial que tem, é nossa a escolha ser grande ou não.
Eu esperei.
E comigo a janela, a calçada, o portão. A casa esperou. Ansiosos pela chegada. Sonhei com a presença, meditei na conversa, envolvi minhas mãos no vazio. Falei ao vento, mirei-me ao sol, sorri para a nuvens brancas. Brinquei com a primavera, e chamei, chamei...
A chuva caiu e a tristeza com ela chegou, eu estava eufórica, ria da chuva, das poças que se formavam. E, no entanto, eu não te vi. Meus olhos vagavam, minhas mãos buscavam.
Eu não te vi.
Olhei pra tua janela e nada, nada de ti. Senti teu perfume que na minha mente se fez de homem, poesia e nós. Embriagava-me a vida. Mas não te vi.
Espelhei-me em vitrines, vi teu nome em diversos cartazes, soletrei letra por letra, cada uma com um carinho intenso, procurando gravar em cada uma as parcelas do meu sentimento. Em cada porta aberta tua pessoa era uma pergunta sem resposta. Um ponto de interrogação disperso em um vazio imenso, as beiras de um precipício insondável.
Meio sem jeito, olhei para o lado. Sorri. Pisquei. Não iria chorar, deixaria as lágrimas pra mais tarde. As paredes do meu quarto, os móveis, o silêncio, seriam testemunhas de mais uma desilusão.
E eu não te vi...”
“ – Na melhor das hipóteses, eu não te esperava
O entardecer era sempre uma incógnita. As horas passavam, sucediam-se perdidas em milhões de pensamentos que não eram, nem poderiam ser traduzidos para o real. O sol declinava lentamente, acompanhando a espera. Querendo presenciar o encontro, as nuvens passavam rápidas, uma empurrando a outra. Todos queriam ver.
O encontro não se deu.
Não ri. Nem chorei. Senti um vazio imenso, como se alguém absorvesse tudo de bom que eu tinha.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.
Sentia-me leve, caindo sem ter um apoio, um chão, um fim para a descida.
A casa tornou-se grande e a minha solidão ecoou em cada canto dela. Ouvia. Conseguia perceber os lamentos que por ali perambulavam. As paredes estavam impregnadas de desilusões, alimentando-se das alegrias que antecederam ao encontro.
Que não se deu.
Andei de lá pra cá levando a solidão e a amargura. Foi então que minha amargura contida de repente explodiu em fases distintas e desconexas. Era um riso escabroso, um choro enfurecido, imprecações injustas. Briga com tudo e todos. Pisei na flor que se abria cálida para o orvalho. Desabafei em prolongadas falas, gestos carregados que denotavam tudo o que tinha de você em mim. Senti desejos arrasadores, explosão de ser o que não era. Desejei transpor o invisível que, aos meus olhos, eram enormes e insuperáveis. Eu sinto falta do inexistente. Do sonho que não consegui sonhar. Do amor que nunca tive. De um passado ausente.
A espera que virou espera.
Na melhor das hipóteses, eu não te esperava.”
Eu, você – O mar e nós.
Saudade das pequenas coisas, saudade dos pequenos gestos. Sobre saudade, sei lá, eu não sei se tu vais me entender. Saudade pra mim é algo indefinível. É a ausência do presente. É andar em grupo e não se sentir parte dele, porque o pensamento está voltado para trás. Para aquela rosa vermelha que alguém colheu. Para as ondas de um mar no verão passado. É olhar o jardim e ver nele um outro. Talvez mais feio ou mais florido. Mas é aquele outro..
O nome ele era sinônimo de saudade. Os braços dele envoltos em minha cintura, sua risada baixa, sua pele quente. Sua forma de passar a mão direita sobre o cabelo escuro quando estava nervoso. Saudade é o modo como ele passava os dedos por meu corpo, contornando minha estrutura e desregulando meus princípios mais supremos. Quando ele beijava minha clavícula e acariciava minha têmpora com as costas das mãos, afirmando que nada possuía mais efeito do que meus olhos brilhando por nós e gritando o seu nome. Ainda não consigo definir. Saudade é acordar na cama dele e ter a honra de vê-lo dormir. Ar tão sublime parecia inofensivo, parecia ser meu por alguns instantes. Saudade é o choque que nossas peles ecoavam quando entravam em sintonia, o modo como nossas pernas se encaixavam, a forma como nossas almas se embalavam. Ainda não sei se me compreendes. Saudade era quando os motivos para ficar superavam os que queriam que eu fosse embora. É sentir o coração martelar e mesmo assim permanecer dormente e gostar da dor. É fazer da tua dor a minha dor. Da tua cama a minha cama. Da tua vida a minha. Saudade era aquela cabana pequena onde o telhado de palha nos permitia contar as estrelas, saudade se dava devido ao fato da tua voz rouca falando besteiras no contorno dos meus ouvidos, me abraçando mais forte a cada poema declamado à luz da lua. Ainda não consigo compreender. Saudade era quando teus olhos sorriam ao encontrar os meus. Trágico fim. Tu fugiste com a beleza da noite. Enfim, chorei. Senti frio, tua ausência. Meus pés pesados, minha mão gélida. E uma lágrima sempre rolava, dos olhos que antes sorriam. Saudade. Senti a carícia da areia fina que não machuca, do silêncio gritante a cada pequena onda. Mas eu ansiava por dias melhores. Queria que em todos os dias a primavera ditasse paz e harmonia. Queria que o revés fosse esquecido. Que o passado não pesasse. Que o futuro atraísse. Mas é impossível quando tua alma multicolorida invade a cidade, encobre o céu e me enlouquece. Isso é saudade? Ficarias tu orgulhoso por ser o protagonista de todas as minhas desgraças? Aquelas as quais espalhei entre mil estrofes... Mas fique tranquilo, jamais contarei sobre o nosso segredo a alguém, ninguém nunca saberá daquela mania tosca tua de dizer que se importava comigo a cada maldito final de semana. E acabou. Eu estava a quinze mil pés do chão e mesmo assim ainda conseguia canalizar os pensamentos nele. Avistando tudo lá de cima, inconscientemente eu não me surpreendia, pois encontrava um azul mais anil e mais bonito quando olhava no fundo daqueles olhos. Os mesmos que refletiam o céu e traziam o ar infinito para si. Doce, fresco e perigoso. Meu veneno agridoce favorito que agora parecia não possuir resto nenhum em minha saliva. Saudade é incompreensível mesmo. Ilusória. Comparei-o com aquela nuvem ao longe tão sólida, entretanto que o ilusório vício me impedia de perceber que era só fumaça o tempo todo. Estas nuvens, as mesmas que em algum momento do passado já desbravei. Sim, eu toquei as nuvens. Vi um infinito errante através da pequena janela. A chuva caía e com ela minhas lágrimas acompanhavam a gravidade. Saudade é aquilo que captura as melhores demonstrações de afeto e as arremessa de uma forma intensa num presente considerável, é aquilo que te algema e aprisiona nos porões da loucura que não te deixam ir. Indo. Rindo. Remando. Re-amando. Não importa se sou um bom marinheiro, a tempestade dele me inunda e eu naufrago. Outra vez.
Eu vivi porque amei e amei até demais.
E nós morremos jovens.”
