Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu sempre pensei que o corpo reagiria como tal naquelas datas especiais em que dizemos "hoje fico mais velho"
É extremamente extranho sentimentos humano.
Eu odeio vc por me deixar.
Mesmo assim eu o amo por todos os momentos bons.
Eu odeio o ciúmes que sinto.
Mesmo assim, esse ciúmes me mostrou que realmente eu o amo.
Eu odeio ter um final.
Mas amei nossa experiência.
Eu odeio não poder mudar tudo isso.
Mesmo assim continuo te amando...
Eu estava só, mesmo rodeado de pessoas. Praticamente nada me entusiasmava. Uma moça descabelada dormia a minha frente, seus fones de ouvido estavam no som mais alto possível. Atrás havia um casal que falava incansavelmente sobre as artimanhas dos netos e palpitavam na vida dos pais deles. Ao lado tinha um menino, digo, um rapaz com seus vinte e tantos anos, um livro na mão e um ponto de luz sobre si. Não que eu tenha reparado, mas as letras grandes no início da página cento e vinte e dois me chamaram atenção: Como ser um herói. Afinal não precisava de muito esforço para lê-las, enfim. Ao fundo ouvia-se algumas risadas e crianças resmungando, enquanto isso lá fora, a paisagem corria a cerca de cento e dez quilômetros por hora. Já era noite, estava escuro e o bendito assento vinte e três do rapaz vestido de preto da cabeça aos pés, não que eu tenha reparado claro, até porque era impossível não vê-lo, continuava com a luz acessa. Aquela viagem certamente seria longa, a começar a contar pela minha ansiedade que transformava os segundos em horas. Eu estava ali, minha mente não, a propósito, estava longe, bem longe. Mal sabia eu o que fazer ao desembarcar no meu destino. Eu pensava, roía as unhas, cruzava as pernas e imediatamente descruzava, refletia, agoniava e não chegava a conclusão alguma. Talvez eu devesse relaxar um pouco e tentar dormir, eu estava completamente incomodado, sabia o porquê, mas na verdade não queria admitir a mim mesmo que talvez estivesse metido numa loucura, que talvez tivesse tomado uma decisão precipitada que havia me deixado completamente inseguro. Enfim, eu iria tentar. Já estava decidido. Fechei os olhos e em meio aquela multidão de pensamentos questionei: Como ser um herói? Abri novamente os olhos e fiquei olhando para o nada por longos minutos, tentando responder aquela simples pergunta. Eu não sei, mas acho que preciso acreditar um pouco mais em mim. Acreditar nas minhas intuições, aplicar meus aprendizados nas novas experiências que estão por vir e ter mais fé. Ter certeza. Certeza de que dará certo. Heróis agem enquanto os outros se paralisam. Eu estava agindo e isso já é um começo... CLICK! O garoto do vinte e três apagou a luz. Finalmente. Já era hora. Encostei a cabeça no vidro e logo adormeci. Algumas horas depois o ônibus parou. Acordei meio assustado e logo o motorista gritou o som do meu futuro. Eu não estava preparado, porém minha determinação era imensurável. Muitas pessoas se levantaram para sair o mesmo tempo. Eu ainda estava sonolento, decidi aguardar o tumulto se diluir. Ajeitei-me no assento, olhei ao lado, assento vinte e três, vazio, notei que havia algo enfiado entre o vidro e a cortina da janela, era o livro. Como ser um herói? Levantei rapidamente olhei ao redor e por uma fresta da janela, vi o garoto lá fora. Pensei naquela pergunta impregnada na minha cabeça. Definitivamente eu não sabia a resposta para ela, mas logo saberia. Peguei o livro e fui em direção a saída já folheando-o. Na folha de rosto havia um nome escrito a caneta, certamente era o nome dele, ou não, sei lá, aquilo não me importava. Desci as escadas, passei pela porta de saída e acelerei o passo. Elevei os olhos e vi o mundo, minha mente se inundou de pensamentos, não pensei duas vezes e gritei:
- Fabrício? O garoto parou e olhou-me desconfiado. - Acho que isso aqui é seu. Estendi a mão entregando-lhe o livro.
Segui meu caminho certo de que grandes feitos se iniciam com pequenos atos.
“Eu andava a procurar espelhos
que refletissem quem eu sou e o que eu queria pra mim
Nessa busca eu encontrei espelhos sujos, limpos e quebradiços que refletiam imagens turvas e apenas partes de mim
Será então que sou tudo?
Será que eu sou a junção de todos os reflexos?
Será que cada um tem seu espelho que reflete o seu eu?
Será que o Será seria meu espelho?
Será que são nos espelhos que achamos o nosso eu?
Eu andava a procurar espelhos que refletissem meu futuro
Mas nessa busca só achei espelhos que refletiam caminhos tortos e escolhas erradas
Agora me vejo presa em uma sala de espelhos
Que refletem realidades distorcidas de quem eu sou
Estradas que andam em círculos
Uma realidade distorcida de ideais impostos pra mim
Qual o verdadeiro?
Qual padrão está certo?
Quem sou eu de verdade?
Eu andava a procura espelhos porque me disseram que são neles em que se vê quem você é
Mas eu não me encontrei eu só me perdi
Em uma ilusão em uma mágica sala de espelhos
Com realidades distorcidas
Imagens distorcidas
Padrões distorcidos”
Eu tenho o direito de ter meus momentos egoístas e altruístas . Eu só não posso deixar um dos dois me afetar em excesso.
Eu carrego cada pedra em que eu tropeço durante a minha caminhada! Pedras estas que uso para construir a ponte que me leva até ao sucesso.
Hoje me procurei.
Porém não me encontrei onde procurei, onde eu deveria estar...
A vida deve ser a busca de identificação, ainda não me identifiquei.
Devo ter me perdido em algum lugar melhor.
Mesmo depois de tampo tempo
As minhas lágrimas continuam caindo pelo mesmo motivo
E eu nem sei o porquê
De elas caírem se nem ao menos estou triste por isso
Dia 21/05 de cada ANO, dia do(a) Profissional das LETRAS!
COM LETRAS EU FAÇO UM MUNDO!
COM LETRAS EU VIVO O MUNDO!
COM LETRAS EU AMPARO & ME
Desamparo!
COM LETRAS EU FICO TRISTE & ME
ALEGRO!
COM LETRAS EU VIVO A VIDA DE UM
MUNDO CHEIO DE PALAVRAS QUE
GANHAM VIDAS!
PROFISSIONAL DAS LETRAS/21 de MAIO!
Não deixa que eu morra
primeiro para poder me conhecer!
Não deixa que eu morra para
depois ser meu AMIGO(A).
Não deixa que eu morra para
depois ser meu PARENTE(A).
Não deixe que eu morra para
depois dizer que me conhece!
EU estou viva & minhas Memórias!
Quem estiver aí recorrendo as MAGIAS NEGRAS para fazer o mal
a mim; EU recorro a DEUS Verdadeiro
para destruir os planos malignos dessas pessoas ruins!
DEUS me dê total livramento a cada milésimo de segundo da minha vida!
DEUS é TUDO para MIM e é meu PROTETOR!
Não é que eu não tenha coração, não é que não tenha sentimentos, não eu não sou aventureiro, sou apenas alguém, como todos os outros alguém, que precisa experimentar a vida, alguém que procura no outro alguém algo que não tenho, e foi nessa procura de algo que achei que não tinha , que descobri que tenho á mim mesmo.
Eu precisava conversar com meus pensamentos, olhar meus olhos no espelho, refletir, ficar sozinha, mas você estava lá, me repreendendo a todo tempo. Tomei um banho quente e demorado. Fui me deitar. Tentei pegar no sono mesmo com o coração agoniado. Pensei em ler algo e você apareceu, fingi estar dormindo evitando te encarar. Senti que me observava. Cobriu-me com o lençol e saiu caminhando na ponta dos pés. Ouvi o som das chaves e a porta ranger. Saltei da cama rumo à janela. Camuflei meu rosto na cortina e vi você correndo na areia em direção ao mar. Tínhamos noites claras, uns e outros coqueiros na praia. Uma bela visão do horizonte. Desatou o velho barco manchado de azul, entrou na água e começou a remar. Flutuou até a ilha e contornou-a pela água. Pensei que fosse voltar, mas remou mais metade da margem e desceu. Lembrei-me de quando nos conhecemos, ainda tão jovens, tão parecidos, nadando até a ilha para ver os grandes navios mais de perto. Ficávamos brincando, conversando, compartilhando sonhos, horas e horas. Inocentes. Até a vida nos obrigar a crescer. As coisas mudam tão rapidamente. Por quê? Peguei meu caderno velho de poucas folhas e entrelacei meus sentimentos por entre suas linhas desbotadas. Assinei meu nome. Arranquei a folha, dobrei-a e coloquei no bolso do avental. No dia seguinte colocaria numa garrafa e discretamente jogaria ao mar, pelo menos ali, feita de rabiscos, eu podia ser eu mesma...
"Por quê?
Este é o livro que nunca li
Estas são as palavras que nunca falei
Esta é a trilha que nunca seguirei
Estes são os sonhos que passarei a sonhar
Esta é a alegria que é raramente compartilhada
Estas são as lágrimas
as lágrimas que derramamos
Este é o medo
Este é o pavor
Isto é o que há na minha cabeça
Estes são os anos que passamos juntos
E isto é o que eles representam
E isso é o que eu sinto
Você sabe como me sinto?
Porque eu acho que você não sabe
Annie Lennox"
O rio e a flor
Eu sou o rio que passa
Que encantado se espanta
Com a beleza da flor
Que me observa e canta.
Oh não deixes, mim leva!
Não quero ser prisioneira
Do galho que me segura
E me mantém na ribanceira.
Tão livre e solto a passar
Tanto chão a percorrer
O vento te acariciando
E o sol a te aquecer.
E eu aqui vou ficando
De saudades definhando
Vou murchando até morrer.
E como rio que sou
Não posso parar meu curso
Não quero me estagnar
Para não perder o pulso
O meu destino é o mar
Contornar os obstáculos
E adiante passar.
Abri a janela com tanta força, como se fosse arrancá-la da parede. Eu estava sendo esmagado. Segurei firme com ambas as mãos no parapeito e me lancei de cabeça em busca de oxigênio. Meio dentro e meio fora, entre cortinas, novamente com tamanha garra, finalmente enchi meus pulmões e com um berro digno de todos aqueles estilhaços, coloquei tudo para fora. Meus dedos se encravaram nos tijolos, a pressão sanguínea se intensificou, fazendo com minhas veias se exacerbassem, principalmente as do rosto e pescoço. Dei um basta. Havia muita história desnecessária perambulando pelo labirinto da minha memória. Já era hora de tomar uma iniciativa e começar a reescreve-las.
Toda minha rebeldia começou a alguns anos atrás quando eu disse a senhora minha mãe que eu não precisa de um livro de auto ajuda, e sim de ajuda, e logo em seguida ela estava lá mesmo não sendo tão religiosa retrucando, procura Deus, mais eu nunca quis preocupá-lo com meus pequenos distúrbios mentais, então nesse mesmo dia eu orei a ele, pedindo que ajudasse todas as crianças que passam fome na África e o agradeci por mais um dia.
