Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estacões
A seguir e a olhar.
(...)Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
A verdade é que minha família se foi,
sobrou uma, não sou eu, não sou,
se o demônio realmente existe, parece que sou filho,
já que vivo no inferno,
isso é impossível!
Porém, mais teórico possível !
Se eu pudesse ter a oportunidade de ter um dia ao lado das pessoas que eu amo e que já não estão mais aqui, eu só falaria do amor que sinto. Das coisas boas que deixei de fazer. Das boas palavras que deixei de dizer. Do abraço que não dei quando achei que teria bastante tempo. Se eu pudesse matar a saudade por um dia, eu tornaria aquele dia inesquecível. Aproveitaria ao máximo. Perguntaria todas as questões. Tiraria todas as dúvidas. Se eu pudesse ter mais uma conversar com o velho Hermano, meu pai, diria a ele o quanto eu o amo e demonstraria a curiosidade para saber como foi criar 10 filhos em um mundo tão complexo e difícil. E como foi a sensação de ter todos os seus filhos por perto no dia da sua morte. Eu tenho certeza que isso emocionou bastante meu velho. Se eu pudesse tomar mais um whisk com meu cunhado Nelson, eu pediria pra ele contar todas as piadas. Todas que ele soubesse. Pediria que ele fizesse a mágica de desaparecer a moeda e o cigarro e me ensinasse o truque para que eu pudesse divertir os meus filhos e sobrinhos como ele fez tão bem em vida. Se eu tivesse algumas horas a mais na minha rua, em Muritiba, ao lado de todos os meus vizinhos que já partiram, eu agradeceria tanto. Dona Zeca, Dona Dinha, Louro Chiada, Anun, Dona Isabel, Dona Dú, Dona Zizi, Seu Augusto, Bengo, Seu Paulo e tantos outros queridos. Reuniria todos em uma mesa e faria um brinde a amizade. E como eles foram importantes para a minha vida. Se eu tivesse mais uma chance com Seu Borges, pediria que ele me ensinasse algumas palavras em esperanto. E uns minutos com a Tia Hildete seria apenas para entender como aquela senhora da voz doce conseguiu enxergar tanta beleza no mundo. Eu não gosto de cemitério. Já furei vários enterros, já evitei vários velórios. A vida é tão bonita e a morte tão triste. Talvez não deveria ser tão triste assim. Quem sabe lá, do lado de lá, as coisas sejam melhores do que aqui. Ainda é cedo pra saber. Mas que fique claro pra gente que ainda está aqui, que o tempo ao lado de quem a gente ama pode acabar de uma hora pra outra. Então, que a gente aproveite. Que a gente aproveite a vida e em vida. Pois a saudade é cruel. Não passa nunca.
Gosto de coisas que façam
Os meus olhos brilhar
Que eu sinta o coração pulsar
Que traga alegria no meu rosto
Que me transborde
Coisas profundas
Que me convencem
Que me mantenha com os pés no chão
Que me faça sonhar com vontade de realizar.
Se não for intenso e estimulante
Me desinteresso e desisto.
Coisas mornas é um tédio
Me fazem procastinar
E a vida estacionar. ❤
Eu só gosto de você... Mesmo um dia ficar sem você... Mas meus versos dirão e me farão lembrar você sempre... Não há como escapar do seu amor.. Não há como negar que não te amo.
As vezes eu sinto alegria vivida, esperança perdida e um vazio em mim. Sinto falta dos meus entes queridos, dos meus amigos, daqueles que já se foram e de um grande amor que um dia vivi e perdi.
15/11/1999.
O excesso de passado quase me sufocou
Mas eu transformei em poesia essa dor
Dos erros, extraí aprendizado
Ainda não está tudo cicatrizado...
Porém, não me atormenta mais
O que vivi em algum tempo atrás
Se hoje não sou como antes
É que estou sendo reformulada
Não apenas os fracassos
Também os sucessos
Fazem parte da jornada
Ambos passam, e continua a vida
Clamando pra ser vivida
E é no dia chamado "hoje"
Com muito amor e verdade
Que eu abraço essa oportunidade!
Ser imperfeito
Hoje eu ouvi você falando dela à descrevia como uma deusa, a perfeição, e eu logo me senti inútil, inútil porque eu nunca te darei o que ela te deu, inútil porque por mais que eu tentasse, lutasse eu jamais poderia alcançar, a perfeição.
Eu não sei o que acontece
Se sente feliz, e se entristece.
Eu não sei o que acontece.
Um passo pra frente, me enlouquece.
Um passo pra trás, escreve um verso.
Eu não sei o que acontece.
Sem a minha bela inspiração de versos,
O que fazer quando anoitece?
Eu não sei o que acontece.
Entre ser e não ser, escolhe ser. Porque mesmo que eu falhar ao menos tentei ser!
Pense nisso
Que Deus abençoe
[...] eu sei que de repente não falaríamos nada, ficaríamos apenas olhando pra frente, com os braços cruzados, um querendo falar e com medo do que o outro entenderia. Poderia ser num sábado, numa segunda, quarta, um dia qualquer da semana, onde a vida correria normalmente fora de nosso estranho mundo. Dai na coragem eu viraria pra você, e deixaria escapar, quase que num sussurro:
_ Você me doeu muitas vezes.
Ricardo F.
[ ...] mas eu queria muito que não me esquecesse. Que quando estivesse bem velhinha, com a casa cheia de netos, correndo por todos os cantos numa noite de Natal, de repente, você olhasse pra dentro de si e me encontrasse lá, e desse um sorriso, sabe aquele sorriso bobo? Queria realmente que não fosse apagado de sua memória, que se lembrasse de mim não como o maior amor da sua vida, não como o melhor, como o mais chato, o mais irritante, ou o que mais lhe tirava do sério, mas como um amor comum que seu coração jamais se esqueceu. Eu queria tanto que nunca me esquecesse. Que eu fosse inexplicavelmente alguém que existiu, e, que se ainda estiver vivo, ainda te carregará por ai, em algum lugar do mundo. Só queria que se lembrasse do quanto foi amada, só isso.
Ricardo F.
Sinceramente... Independente do que pense nada que eu faça mudará o presente, posso até tentar mas a mudança nunca vai chegar. A vida é cheia de injustiças e de lutas perdidas. Nosso destino foi traçado a muito tempo e, agora... Estamos aqui! De frente um para o outro, nos perguntando: "Quem vai desistir primeiro?"
A cada discussão nós sentíamos nosso amor diminuir, nenhum dos lados tem interesse, continuamos juntos por puro status, temos medo de admitirmos que aquele sentimento que queimava em nosso peito se dissipou. Temos medo da dor que iremos sentir e da vontade de voltar mesmo sem nos amar...
É necessário! Temos que fazer! Rompemos!
O nosso "grande" amor se foi, nossa relação acabou, cada um foi para um lado e nós dois simplesmente nos esquecemos... Mas nada é tão simples... Você continuou em frente e me esqueceu rapidamente mas eu... Ó, ai de mim, esse sentimento não some, não é amor é algo totalmente diferente do quê eu alguma vez já havia sentido.
Ódio, rancor, desprezo, desespero, medo, saudade. Não consegui me esquecer! Meu peito a cada dia simplesmente se enchia de calor e quando finalmente esfriou... Percebi que sem você não sou melhor e também não sou pior, sou simplesmente eu.
