Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"Eu só quero algo recíproco, saudável, leal e exclusivo. Não é pedir muito...SERIA PEDIR MUITO?"
—By Coelhinha
"E se eu te dissesse que a sua vida poderia mudar completamente apenas pelo jeito de como você olha para Deus?"
—By Coelhinha
O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.
Outonarmo-nos
Tu e eu outonarmo‑nos:
desfolha lenta,
vento a passar entre o que fomos, silêncio a pousar no que fica.
E no fundo dos nossos olhos, um verão que insiste,
mesmo depois de cair.
Há um calor que se move devagar, tão leve
que parece horizonte.
E quando nos deixamos cair, o corpo torna‑se terra lisa: sente o que passa,
guarda o que fica.
E tu sentes o meu Alentejo no teu corpo como quem encosta o poente à pele.
Às vezes, na ausência de mim, descubro que
o mundo continua… e eu fico suspenso entre
metades de mim.
Amores que se Tornam Copa
Enquanto a floresta respira, o mundo estreita‑se: fico só eu, só tu, árvore dentro de árvore. Esta força que cresce entre nós como seiva a subir no tronco quando a noite decide ser fogo.
E há ainda os galhos que não se veem:
crescem para dentro,
procuram o coração,
tentam compreender o que significa amar sem pedir nada em troca.
No fim, percebo que esta árvore não é minha. É nossa. Cresce no espaço entre duas respirações,
entre duas palavras que ainda não dissemos,
entre dois silêncios que se reconhecem porque há amores que se tornam copa.
Há quem queira
voltar atrás no tempo;
eu queria voltar atrás
no poema, porque foi ali
que te toquei sem te tocar,
e nunca mais voltei inteiro.
"Lógico que eu te perdoo
Quem eu não perdoo
Sou eu mesma
Por não ter partido
No primeiro sinal
Na verdade
De verdade
Eu não perdoo nada
Nem você
Nem a mim"
Dente de Leite
Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente
Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente
Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente
Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente
Dor de Dente
Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia a mentira dá dor de dente
Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
Minha vó sempre dizia mentira dá dor de dente
A minha vó me ensinou e hoje eu sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes
Minha vó me ensinou e hoje sou clarividente
Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes
Sobre Abusadores e Abusados
Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.
Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.
Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.
Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.
Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!
Fogo Morto
Eu comecei a estudar para em um concurso passar
Objetivo era aprender. Literatura e matemática
Eu estava indo até muito bem
Velocidade Média eu aprendi também
Até que um dia do meu lado se sentou alguém
A timidez me dominou
Eu só pensava em me mudar de lugar
Até que ela me cutucou
Pedindo um lápis se eu pudesse emprestar
Foi nessa hora que eu fiz besteira
Disse não tenho lápis. Uso lapiseira
Infelizmente não posso emprestar
Então entrou o professor
E foi chamando pelo bombeirinho
E perguntou se ele estudou
Ou se o Fogo Morto se apagou
Rapidamente eu me levantei e disse sim senhor
Claro que eu estudei. Fogo Morto não é história de amor
Fogo Morto! Fogo Morto! É a paixão que se acabou
Fogo Morto! Fogo Morto! É o amor que se apagou
