Eu Vou mais eu Volto meu Amor
E o que eu posso fazer? Esperar para que o destino me ajude a ficar com você. E pedir para que o tempo passe rápido enquanto estou sem você.
O que eu te falo nunca é o que te falo e sim outra coisa. Capta essa coisa que me escapa e no entanto vivo dela e estou à tona de brilhante escuridão.
"Volta, que eu retiro todos os enganos. Volta, que eu trago de volta todos os beijos. Volta, que eu canto pra você dormir. Volta, que eu terei inspiração pra continuar a escrever. Volta, que eu já paro de me iludir, tendo que te ver, por trás disso tudo. Volta, que eu te trago, o mundo... Volta, que eu te aceito, e apesar de tudo, te recebo. Volta, que a saudade aperta a cada noite que passo longe dos seus braços. Volta, que eu volto a falar de amor."
Mesmo que não pareça eu sei pra onde estou indo, a velocidade não me impede de desviar os abismos e nem me assusta por hora.
Deixarei o mundo ser como é, acredito que só assim eu talvez encontre um porto seguro em algum lugar dele.
Combinei comigo mesma de nunca fazer nada que eu vá me arrepender
e nunca me arrepender de nada que eu fizer.
Como vai você?!
Eu preciso saber da sua vida
Peça alguém pra me contar
sobre seu dia
Anoiteceu
e eu preciso amar você.
Como vai você...
Que já modificou
a minha vida
Razão da minha paz
tão esquecida
Não sei se gosto
mais de mim ou de você.
Porque todo homem precisa dizer: "Eu Te Amo!"
E às vezes precisa dizer assim:
"Por que você não ouve que eu te amo?!"
É por isso que, em alguns momentos, a gente grita.
Eu sou uma pessoa que reza.
Às vezes, eu não rezo
quando eu tenho vergonha
do dia que passei.
É um comportamento
e comprometimento
com a vida,
uma coisa séria...
Todo amante
está só,
em segredo
com quem ama...
Aqui também estou eu:
Só, escondido de todos, com você!
Não sei porque é que Deus juntou você e eu
O que é que eu fiz pra ser feliz assim?
Até mudei de mim pra ser só sua...
Ficou bom viver!
Senti na boca o gosto do prazer
Ter o direito de amar mais uma vez
Saber que o vinho é a uva de beber
Já sei tudo que eu andei!
Tudo que andei, eu tinha que andar
A estrada foi amiga, eu te encontrei
Pra me cuidar, me amamentar
do leite do amor...
Gostei! Até cresci se você quer saber
Quando eu revi o amor, até chorei
Pela quinta vez me vi nascer
Sei lá, há uma palavra
que eu acho que não sei falar
Porque dizer te amo é só escrever
E só escrever é menor que amar.
Há de viajar comigo uma certeza
A asa conhecida repentinamente
De perigosa calma
no repente me fascina...
E lá onde estiver
Hei de lembrar um certo voo
Asa mulher, asa homem!
Asa eternidade, eu e você!
Minha mãe fez os filhos
como se escrevesse poesias.
Papai tinha um poema dentro dele.
Eu não sou fruto de papai e de mamãe
por obrigação, e, sim, por coincidência.
Sou amigo de papai que, hoje
Deve estar bêbado
Em algum lugar no céu
Com Vinícius de Moraes
E outros que desconheço.
E sou perdidamente
namorado de minha mãe.
Assim como sou de minhas filhas...
Você sempre encontra as respostas nas palavras, nos livros. Enquanto eu não achar, continuarei a escrever.
Eu gosto é da dúvida, eu te quero e ao mesmo tempo não quero. E quando não te quero pra mim, não te quero com ninguém.
Desconfiança
É como se fosse a última coisa que iria fazer, como se fosse o último dia que eu posso viver. Estou sentindo tudo muito vívido e isso me causa uma desconfiança. O mar não é mais azul, é transparente. A areia não são mais pequenos glânulos espalhadas e que causam agonia nos meus dedos, parece mesmo um algodão e me fazem ninar. E nesses algodões que eu ando, tentando encontrar o que realmente me reserva o destino e o que realmente está acontecendo comigo. Estou tentando esconder tudo pra não interferir em nada dos meus planos e dessa loucura toda. Porque antes eu perdia meus amigos por nada e fim, agora eu conquisto amores que ultrapassa todo esse mar a minha frente e que talvez possa fazer os algodão que piso agora, se transformarem em areia novamente.
Reencontro
Sim eu prosseguiria
mas, há sempre uma corda com ele
e com ela eu sou puxada...
Minha cabeça estando atordoada
escutou sua voz
e a misturou com meus próprios sons...
Se já não há mais sentimento,
se não há nada que queime e vire de cabeça para baixo meu mundo...por que eu ainda perco o rumo?
E não esconda de mim
tu também guardas aquele pedaço meu que
te entreguei
aqueles vãos que se deixam escapar
aqueles torpes momentos
aqueles loucos movimentos...
eu mentiria se ao teu lado não me sentisse sua
se aos teus olhos não me curvasse
sim, sou fraca, dou meu coração à tapa
...
pede-mes desculpa
o que há para desculpar?
o fato é que para tudo
existe o tempo
uma forma nova de se conhecer
que as horas passem
calmas
como dias de primavera
e que longe um do outro
possamos nos relembrar dos bons momentos!
