Eu Vou Errando e Acertando
Quer saber? Não é porque eu sou uma “mulher madura” que preciso ser politicamente correta. Eu sou toda cheia de fases e adoro ser assim: meiga, carinhosa, radical, rebelde, intensa, intelectual, certinha, mulherão, menininha, esperta e burrinha. Minha idade é o que menos importa, minhas atitudes tem a ver com o meu estado de espírito, e meu espírito é uma criança tentando enganar o mundo! Se eu tenho juízo? Claro que tenho, pois aprendi que ter juízo é saber a hora certa de fazer a coisa errada!
Meus errinhos
Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.
Só o que eu peço é que saibam
Que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra
Como é que eu vou aprender
Como se faz pra acertar?
Pais, professores, adultos
Também já erraram à vontade,
Já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
Surgiu só nesta geração?
Vocês que errando aprenderam,
Ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
Só as crianças não podem errar?
Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus,
Se já cometeram os seus erros,
Deixem-me agora com os meus!
você não pode
entrar e sair de mim
tipo uma porta giratória
eu tenho muitos milagres
acontecendo dentro de mim
para ser sua escolha conveniente
...E o que eu decidi para quando eu morrer: Eu quero ser lembrado pela vida que vivi e não pelo dinheiro que gastei
Sim, é tudo desse geito mesmo: você aí achando que o mundo gira em torno de você, e eu aqui na minha, sabendo que de importante você não tem nada!
Eu quero a doçura
Quero o amanhecer
Quero ouvir sonetos
Quero te prender
Quero beijo logo
Sentir-te na pele
Cabelos soltos
Sem me conter
Quero repousar os ombros
Acariciar a alma
Ouvir segredos
Sem te perder.
Mesmo que hoje eu não tenha conseguido, não importa quantas vezes eu cair, não importa o que me disserem, eu ainda vou me tornar o que almejo um dia.
Por menores que sejamos, devemos sempre lutar pelo que acreditamos estar certo. E eu não quero dizer lutar com o poder dos nossos punhos ou das nossas espadas... E sim com o poder de nossos cérebros e nossos pensamentos e nossos sonhos.
Eu me pergunto como as feministas radicais lidam com o fato de que foram homens que criaram a regra ‘mulheres e crianças primeiro’ quando é necessário resgatar pessoas de emergências que envolvem risco de morte.
Eu sabia que a vida nunca era tão fácil, que em vez de as portas serem abertas a você, você precisava pular cercas para chegar a algum lugar.
Eu fui tão acostumada com a ausência de carinho e atenção que quando recebo isso parece que nem é comigo. Eu não consigo retribuir estes gestos. Me sinto uma estranha...
No dia em que a Universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso.
E apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo, sim.
