Eu Vou Errando e Acertando
A missão de meu pai já foi cumprida. Vou cumprir a missão que Deus me deu. Se meu pai foi o espelho em minha vida, quero ser pro meu filho espelho seu.
Quero me sufocar em seu corpo, onde vou te levar á loucura, fazer você delirar em minha boca com prazer, quero que me tire o ar de uma forma que já mais alguém te pediu, enquanto minha língua passa em um pequeno espaço de prazer.
Quiçá lá!
Vou indo,
vou andando,
pelo sudeste soberano,
e esse é o meu cotidiano.
Ando em meus pensamentos,
a todos os momentos,
ando pensando no amor e na vida,
essa que é sofrida.
Penso em sua companhia,
às vezes fria,
que é boa!
e me deixa de ficar à toa.
São Paulo, Europa, América,
são lugares tão histéricos,
que desejo andar,
só não me leve ao Catar para catar.
Viver a vida feito um louco,
depois de gritar e ficar rouco,
Oh céus,
não me deixe ao léu.
Tudo vira memória,
com algumas tão irrisórias,
deixe-me ir,
só não me deixe ruir
Ir de lá para cá sempre,
e isso nunca não surpreende.
I wanna build a building,
and do it singing.
Everey day,
"I love this!" I will say.
As selvas de pedras em Sampa,
estão no meu mapa,
as praias cariocas,
todos notam e estão nas minhas notas.
Vou andar pelo planeta,
como um iludido poeta,
que acredita no acreditar,
um poeta que acredita no verdadeiro amor, mas não no azar...
Eu vou sim!
Sempre pensando em mim,
dias e horas serão contados em muitos lugares,
e às vezes acima dos mares.
Um dia esse "andar" se encerrará,
e minha vida se acabará,
ficarei em paz,
porque andar fui capaz.
Não quero esconder o ímã no meu coração. Vou seguir meus sentimentos e ficar com você, garoto. Estamos magnetizados, eu admito.
Vocês não vão comprar a minha liberdade
Não tenho medo de vocês
Não vou me curvar a esses impropérios
Não vou me calar diante dessas atrocidades
NÃO! NÃO! NÃO!
VERSOS MURCHADOS
Pelo soneto saudoso vou versejando
Verso choroso de emoção carregado
E pela poética a agonia vai passando
Suspira, sussurra, ah! sentir danado!
Trova e canta o canto, assim, rimando
Com a rudeza do vazio, tão atordoado
E a alma do sentimento vai murchando
Deixando sem comando o ritmo do fado
Guarda escondido dentro desta poesia
Um tesouro de amor, outrora de alegria
E, a paixão de um romântico coração...
Nem se compara os dias tão elevados
Versados aqui sem reação, despejados
Murchados e, sem qualquer percepção.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 abril, 2024, 19’45” – Araguari, MG
vou tentar achar em outro lugar
o que me fazia feliz amar
vou ter que me durar
lembrar de nós me faz lacrimejar
mas devo te obedecer
pois quando tu disse para esquecer
eu tive que da memória te perder
para não te vender a tristeza
que vai te adoecer
sei que isso vai doer
entender isso vai me corroer
É cansativo, mas vou ter que arruinar tudo denovo
ah inútil esforço, saber que vai acabar no mesmo molde
miro na personalidade de Travis
interpretado por de Niro
agravado na solidão
arruinado pela moça dos olhos claros
um enorme marco
símbolo do meu fracasso
Mas eu mudo, não fico irritado
apenas desalmado
sou apenas um grava erro
uma forte decepção
as vezes queria largar tudo de mão
infligir o mal parece catártico
sou a gigantesca aflição
Vou dizer para alguns
dos meus insistentes sentimentos que já
deixei de sentir e que
a página já foi virada.
Menos Sei
Cada vez, sinto que menos coisas sei, perante o que vou sabendo. E sábios não encontro mesmo nenhuns. Às vezes encontro um certo número de convencidos, mas que nada sabem! Ainda que pensem que sabem. Preteristas, Futuristas e toda sorte de escolas e de pensamentos. Enfim cá estamos para aprender com o grande mestre, mas ainda assim humilde e manso de coração!
Dizer não quero! Não posso! Não vou sem ter que justificar os seus motivos para ninguém não é falta de educação, chatisse e nem egoísmo, é honestidade com os outros e, sobretudo, com você mesma. Escolher fazer o que você quer, com quem quer, na hora que quer, é a maior sensação de liberdade que alguém pode experimentar.
Menina, vou lhe ser sincero, não quero mais te enganar. Não tenho onde cair duro. Fiz de tudo pra te conquistar.
há um poema em meu armário
vou catá-lo
e vestir seu tecido sobre minha pele
[há instantes de inexistência]
apesar das aparências
ainda estou transvestida
pelo seu olhar.
Vou me despir de tristezas
E desfilar alegrias, enfim
Resgatar esperanças perdidas
Caminhar contra o vento
Exalar o perfume jasmim
Emoldurar em meu rosto
Aquele sorriso que você não esquece
E ao te encontrar
Ser teu raio de sol
Que o coração ilumina e aquece
Respire fundo
Hoje vou na contramão da minha alma
Me alegrarei , vou respirar fundo e fingir q o ar esta limpo
Eu vou sorrir e manter a calma
Imaginar que bons ventos estão vindo
Basta cada dia o seu próprio mal
Mas hoje é o dia em que resolvi alguém ser
Ser paz , ser amor, ser riso , ser sal
Ser inevitavelmente o que nasci pra ser
Quem sou eu na fila do pão ?
Não me atrevo em ser maior
Um zé ninguém, pode ser um João
De todos no mundo quero ser o menor
Não saber diante de quem acha que sabe, é saber pra que a conversa acabe
Eu só quero viver o que inevitavelmente nasci pra ser
Eu só quero aprender pra que seja menos sombrio o saber
Eu só quero ganhar , sem que precise alguém derrotar
Eu só quero a alegria de viver
Vou escalar o Everest e subir mais uns metros. Assim vou chegar mais próximo das estrelas e ficar menos distante de Deus.
