Eu Vejo

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Reina em mim um jeito, misto de alegria e saudade.
Quando eu vejo teus olhos por mim a brilhar
De tamanha ansiedade
Em me ver...

Mora em mim o absurdo da palavra escrita
Dos poemas saudosos que jamais voltam
Saudade da moça bonita
Bem querer...

Quando nossas bocas trocaram profundos beijos
Ardentes, voluptuosos.
Nas noites frias ainda me lembro
Dos nossos abraços saudosos...

E da inveja perfídia dos laços
Que se romperam na madre aurora
Ficarás sempre em meus braços
Minha paixão de agora...
















Nesta linda noite
Noite de luar
Sinto tua presença infinita
A presença do amar

Deixei vossa lembrança
Inundar a minha mente
De belíssimos pensamentos
Se materializarem na minha frente

⁠Eu vejo pessoas falsas com seus sorrisos falsos com seu amor falso.

FUTURO

No meu passado eu vejo um garoto,
No meu presente eu vejo um adolescente,
No meu futuro eu vejo um a adulto,

Mas quando eu vou envelhecendo eu achei assim :
Eu envelheci em 1 mínuto....

Eu vejo o caminho lindo pela frente, mas às vezes o muro me atrapalha, me engana a visão, me faz eu me sentir sem saída.

⁠Eu vejo em tudo que me cerca a mão de Deus.

Enéas Carneiro

Nota: Trecho de palestra em 1999.

Não, você não vê como eu vejo. Isso é o suficiente.

"Muitos veem apenas um ídolo; eu vejo o reflexo da coragem de ser quem se quer ser. Amar a Miley é entender que a autenticidade é a moeda mais valiosa do mundo."

Entre Luzes e Fragmentos

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.

Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.

Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.

Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.

Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.

Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.

Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.

O Altar da Retribuição
Na curva do tempo, onde o passo é mais lento,
Eu vejo as mãos que outrora foram meu chão.
Cada marca na pele é um bento momento,
De quem plantou em mim toda a dedicação.


Vocês foram o porto, o escudo e a luz,
Doaram o fôlego para eu poder caminhar.
Hoje o peso do mundo às vezes seduz,
Mas estou aqui para os dois sustentar.


Se o corpo cansou e a memória falha,
Minha alma se lembra de cada lição.
Vencemos juntos tanta dura batalha,
Agora é minha vez de ser proteção.


Vou zelar pelo sono, cuidar do sorriso,
Honrar cada prece que por mim fizeram.
Transformar o cansaço no meu paraíso,
Retribuindo o mundo que vocês me deram.


Não temam a noite, nem o caminhar,
Meus braços são agora o ninho de vocês.
Pois quem tanto amou, merece encontrar,
O amor que plantou, colhido outra vez.


---------- Eliana Angel Wolf

Eu vejo tanta gente feia vestida em um corpo lindo.

​Um Homem e Uma História
​Na cabine de uma máquina eu vejo edifícios no horizonte de São Carlos. Um bate-estaca azul com mais de 30 metros se ergue aos céus, fazendo seu trabalho, cravando com imponência as fundações da futura passarela que vai cruzar o Km 207 + 507 da linha férrea, trazendo mais segurança aos pedestres que por aqui passam.
​Enquanto do lado oposto a bomba se ergue majestosa com a betoneira a descarregar o concreto que simboliza a segurança dos moradores que hão de passar.
​Nota do autor: Texto escrito originalmente em um relatório diário de máquinas manchado de óleo, direto da cabine de operação, no dia 13 de abril de 2026, em São Carlos - SP. O registro do dia em que decidi que minha história estava apenas começando e que eu mudaria minha vida através dos estudos.

Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar

⁠Vejo montanhas
Sim, eu vejo montanhas
As nuvens são belas demais
Tão jovem, tão pura, tão gentil, tão doce, tão plena, tão cedo
Agora tudo é começo
Mas você quem diz se é infinito
A vida vai e vem
Você vem e vai
Agora já é outro dia
Já é mais uma lua
E o mar não está calmo
Mas você precisa estar
Seja luz, seja amor, sempre que for e para onde for.
Chove.

Eu vejo você nos meus olhos.

Eu faço o que me dá vontade, depois eu vejo o estrago, pode até ser um tiro no escuro, mas também posso acertar o alvo.

Vivendo no Mundo de Fantasia


Vivo num mundo que só eu vejo,
Onde tudo parece perfeito, mas nada é real.


Sorrio por fora, mas por dentro me perco,
Entre sonhos que inventei para não sentir o mal.


Criei castelos no ar,
Pintei o amor com cores que nunca existiram.


E nas minhas ilusões aprendi a morar,
Mesmo sabendo que eram só mentiras que eu criei.


Lá, ninguém me julga, ninguém me fere.
Sou livre, mesmo que presa à ilusão.


Mas quando volto à realidade, tudo congela,
E o coração sente o peso da desilusão.


Queria fugir, mas já não sei para onde.


Talvez o meu refúgio seja essa fantasia sem fim,
Porque no mundo real, ninguém me entende,
E no meu mundo inventado... pelo menos eu sou feliz por mim.


Às vezes, viver na fantasia é a única forma de sobreviver à realidade.

“Ser mãe atípica mudou completamente a forma como eu vejo a vida. Aprendi que existem batalhas que ninguém vê, dores que ficam guardadas no silêncio e forças que nascem justamente nos momentos mais difíceis. Nem sempre é fácil continuar, porque o cansaço emocional pesa, a preocupação nunca dorme e muitas vezes falta apoio e compreensão. 💙
Mas ao mesmo tempo, aprendi a valorizar coisas simples que antes passavam despercebidas. Um abraço, uma evolução, uma palavra, um olhar… tudo ganha um significado enorme. Cada pequena conquista do meu filho se transforma em uma vitória gigante no meu coração. ✨
Ser mãe atípica é viver entre lágrimas e sorrisos, entre medo e esperança, mas acima de tudo é viver um amor tão forte que supera qualquer dificuldade.”

"Todas as noites eu vejo você, eu sinto você, e é dessa maneira que eu sei que você continua."

CAFÉ.PT2


Eu vejo distopia, eu vejo alegria, vejo felicidade.
Vejo missão, vejo oração, vejo asas retiradas.
Vejo rachaduras, feridas que ardem, mesmo quando invisíveis em nossa pele e a olho nu.
Mas que aos poucos se cicatrizam e se curam, não importa quanto tempo dure.
Eu vejo romance, eu vejo fantasia, eu vejo charme, vejo flerte, vejo conversa.
Vejo o balançar da inocência da vida.
Eu vejo o nascer de um novo ser, o renascer, o reinventar, eu vejo a infância, a adolescência e o construir do mundo adulta, o amadurecimento de alguém.
Eu vejo força, resistência, determinação.
Eu vejo lágrimas, eu vejo fogo, eu vejo calor.
Eu escuto soluços, choros, chorinhos e rimas.
Eu vejo literatura, eu vejo teatro, eu vejo máquina de escrever, eu vejo o encantar, o descobrir, o desbravar.
Eu vejo um olhar, uma janela, que sempre parece estar aberta, sempre com uma vista diferente, pronta para nos surpreender.
Eu vejo o medo de voar, eu vejo a ânsia em decolar.
Eu vejo alguém que procura se manter firme na corda bamba que é a vida onde não sabemos quando iremos cair e nem se teremos força para nos levantar algumas vezes.
Eu vejo o entardecer, o pôr de um dia, os desafios da vida. Poetas que um dia eram aclamados, cheios de vida e arte para dar e vender e abraçar o mundo como uma platéia em um teatro, mas que agora se encontram mortos, vivendo escondidos, desunidos, e que procuram se encontrar.
Vejo casa de vó, onde tudo parecia se amarrar em um sonho do qual desejávamos nunca sair.
Um porto seguro, terra firme, a âncora que muitos procuram para não se afogar em mundo cheio de máquinas e pouca vida.
Que aos poucos lhe retira a própria, fazendo de uma mente cheia de histórias para contar, uma mente vazia, da onde havia um mundo inteiro a se compartilhar.
Como um gatilho de uma arma em rápido tiro.
Em uma breve despedida sem destino.
Mas que sabemos que um dia irá tornar a nos ver outra vez. Eu vejo torcida.
Eu vejo o café.

Não confunda a minha paciência com falta de percepção; eu vejo tudo, só escolho o que merece o meu cansaço.


SerLucia Reflexoes