Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

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⁠A poesia é um risco para o papel em branco, mas é o que move essa inquietude humana de se expressar.

É essa inquietação que nos faz sentir que ainda há muito para descobrir.
Talvez envelhecer não seja apenas contar os anos que passaram, mas encontrar novas razões para que os anos que ainda virão continuem fazendo sentido.

É a política que matou essa geração, como estádio as pessoas jogam a culpa um no outro com todas possíveis técnicas.


Tome nota !

Essa sua pele macia é pura provocação — aguça meus desejos mais ousados, desperta o fogo que arde por você. Cada toque é chama, cada beijo é sede: quero você inteiro, perdido no mesmo prazer que me consome.

Mesmo que o mundo tente apagar o que passou,
meu peito guarda todo o amor que ficou.
Essa saudade sangra, chora e não tem cura,
pois viver sem você é a minha maior tortura.

*Saudade na Madrugada*

Essa madrugada judiou do meu coração,
na cama sobra espaço e no peito solidão.
Não senti o peso leve da tua cabeça,
nem o cafezinho nosso que a alvorada aquece.

Vem, fica... num me deixa assim não.
Sem você o corpo esfria, a casa é só um porão.
Madrugada amiga, leva esse pedido:
que ela volte e o vazio seja preenchido.
(Saul Beleza)

Sem fraquejar, mentalize seus objetivos e o alcance, essa luta é sua e ninguém pode vencer por você!

“Não me assusta a morte. O que me inquieta é a possibilidade de passar por essa vida sem deixar um legado.”

– Priscila de Araújo

Deus tirou-me do caos e deixou lembrança,
essa memória vira gratidão que não some,
o passado me lembra onde cresci e renasci,
gratidão vira mapa do meu novo começo.

Sou obra inacabada, e essa incompletude me permite renascer.

A dor do outro, quando vista com a lente da compaixão, torna-se a nossa própria dor, e é essa transferência empática que nos impede de agir com a dureza de um juiz indiferente. Socorrer os aflitos é a missão primordial de quem busca a justiça, pois a verdadeira lei é aquela que se curva para levantar o que caiu e restaurar o que se quebrou. Nenhum poder terreno é maior do que a mão estendida que não espera nada em troca. Abrace a humanidade em toda a sua fragilidade e encontre sua força no cuidado.

Mate as expectativas, esses fantasmas da mente que aprisionam, use toda essa energia liberada para cravar seus pés no chão. A vida só existe na densidade crua e irrefutável da presença, onde o agora é o único ponto de poder real.

A vida tem essa mania de nos despir nos momentos mais impróprios, deixando a carne exposta e a alma no frio, mas é justamente no tremor do corpo que descobrimos que a nossa pele é feita de uma resistência que nenhum inverno conseguiu, atéhoje, congelar por completo.

Existem dias em que o coração não quebra, apenas se torna mais nítido, e essa nitidez dói como luz em olhos cansados.

⁠⁠A felicidade nunca foi essa coisa toda que muitos esperam encontrar na sexta-feira. Mas sempre foi aquilo tudo que poucos encontram nos outros dias.

Só veem essa medonha polarização com bons olhos, os que já não veem com os olhos seus.


Isso porque a polarização rouba a visão verdadeira e substitui a percepção da realidade pelas lentes dela.


Quem se deixa aprisionar por ela já não enxerga com clareza — apenas repete os reflexos que lhe oferecem.


A polarização estreita horizontes, fabrica inimigos imaginários e ensurdece para qualquer voz que não ecoe na própria trincheira.


O olhar, antes capaz de contemplar a complexidade da vida, passa a se contentar com a caricatura de “nós contra eles”.


E o mais trágico é que, nesse processo medonho, não se perde apenas a neutralidade: perde-se também a capacidade de enxergar o lado humano do outro.


Perde-se a liberdade de pensar com a própria cabeça, porque ver com os olhos alheios, nunca será o mesmo que enxergar com os próprios olhos.

⁠Não há arrependimento de mãos ensanguentadas que devolva a vida de um inocente.


Essa é uma das verdades mais duras que a existência humana pode encarar.


Há erros que podem ser corrigidos, palavras que podem ser retiradas, pontes que podem ser reconstruídas e feridas que o tempo até consegue cicatrizar.


Mas existem escolhas cujas consequências atravessam o limite do reparável.


Quando uma vida inocente é interrompida, não há remorso capaz de inverter o curso dos acontecimentos, nem lágrimas doloridas e suficientes para preencher o vazio deixado por uma ausência definitiva.


O arrependimento possui um valor inegável.


Ele revela a consciência desperta para o peso dos próprios atos.


É a alma reconhecendo aquilo que antes ignorou, desprezou ou justificou.


Contudo, o arrependimento não é uma máquina do tempo.


Sua função não é apagar o passado, mas impedir que a mesma escuridão continue produzindo destruições futuras.


Talvez por isso a responsabilidade seja uma virtude tão necessária.


Antes de cada decisão, existe um instante muito silencioso em que ainda somos livres para escolher.


Depois que a ação se concretiza, passamos a ser prisioneiros de suas consequências.


A verdadeira liberdade habita o momento da escolha; a responsabilidade habita tudo o que vem depois.


Vivemos em uma época em que frequentemente se busca justificativas para tudo.


Circunstâncias, emoções, traumas e pressões são apresentados como explicações para atitudes que jamais deveriam ter acontecido.


Embora compreender as causas de uma tragédia seja muito importante, nenhuma explicação transforma o errado em certo, nem devolve à vítima aquilo que lhe foi tirado.


A compreensão pode esclarecer; a justificativa, porém, não absolve.


Existe também uma lição bastante dolorosa sobre o valor da vida humana.


Muitas vezes, ela só é percebida em sua plenitude quando já não pode ser recuperada.


A presença que parecia comum torna-se insubstituível.


A voz que era rotina transforma-se em profundo silêncio.


E aquilo que foi tratado como descartável revela-se um universo inteiro que jamais voltará a existir.


Por isso, mais do que refletir sobre o arrependimento, é necessário refletir sobre a consciência.


Sobre o cuidado com as próprias ações.


Sobre a capacidade de enxergar a humanidade do outro antes que seja tarde demais.


Porque a verdadeira sabedoria não está em lamentar o mal causado, mas em impedir que ele aconteça.


No fim, o arrependimento pode transformar quem errou, mas não ressuscita quem partiu.


E talvez essa seja a razão pela qual algumas escolhas carregam um peso tão imenso: elas nos lembram que há danos que o tempo não desfaz, palavras que silêncio algum corrige e vidas que, uma vez perdidas, permanecem para sempre além do alcance de qualquer pedido de perdão.

⁠Que ligação?


Meu
telefone
só recebe Pix.


Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.


O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.


Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.


Esperamos o aviso de transferência.


Não perguntamos “você chegou bem?”.


Perguntamos: “Caiu na conta?”.


E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.


O problema não é o Pix.


Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.


O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.


Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.


Temos aplicativos para conversar…


Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.


Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.


Talvez o telefone continue recebendo ligações.


Nós é que desaprendemos a atendê-las.


E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?

0181 "Sempre tive dúvidas (e continuo) sobre essa coisa de Extraterrestres querem mesmo se comunicar. Se quisessem, já teriam desembarcado em Copacabana, ao meio dia. Poizé!"

2075 📜 "Essa parece fácil saber o Autor, não parece? 'Todo pobre deveria ter acesso a Lagostas Grelhadas'!"