Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Eu sempre vou me apaixonar por quem não se apaixona por mim
E é por isso que a minha alma chora
E eu não aguento mais, não aguento mais
Essa mesma história sempre se repete
"E é aí que eu caio na gargalhada. Eu estou ficando doida e o pior: Eu acho graça disso. E daquilo. E dele. Ah, como acho graça nele... Eu acho tudo nele. Até a mim".
Eu sinto um vazio, às vezes.
Tinha dias que eu sentia que ele estava preenchido,
tinha tempos que pensava que poderia ser mais contente.
Me remoia tentando largar aquele osso, duro de roer, mas era o único que me valia.
Hoje eu sinto um buraco enorme em mim.
Um buraco negro que absorve todos os sentidos e o meu sentir.
Tudo se encaminha pra esse buraco, o universo nunca conspira ao meu favor.
E como ele absorve tudo numa fração de segundos nunca me dá tempo pra respirar novos ares, e o que eu respiro é a tensão sufocante que paira entre o eu de antes, o eu de agora, e o eu de depois. Fico quebrada. Em frangalhos.
E eu fico essa pessoa totalmente retardada, buscando, procurando, fuçando em partículas de um eu-inteiro o que pode me ser útil, pode até ser uma peneira, pode até ser um coador, contando que tente tapar o buraco que tem em mim.
Às vezes. Sometimes.
Teve dias, hoje espero por eles, como disse anteriormente, porque amanhã tem sol.
Todos os dias eu te escrevo, todos os dias eu tento te reconquistar, todos os dias tento fazer você mais uma vez por mim se apaixonar! Mas eu sou mesmo um tolo sonhador, porque isso jamais terei novamente, o seu amor já não é mais por mim, e você mesma já até deu um fim!
Por mais que eu tenha te perdido, eu ainda tenho esperança. Se um dia eu te conquistei, sei que posso fazer isso de novo.
Eu sou um espelho ao avesso,
Sou um rabisco inacabado
Um rascunho de um desenho que o destino não terminou.
Eu quero me chamar Mar você dizia e ria e ríamos porque era absurdo alguém querer se chamar Mar ah mar amar e você dizia coisas tolas como quando o vento bater no trigo te lembrarás da cor dos meus cabelos você não vai muito além desses príncipes pequenos.
O cozinheiro sempre sabe tudo sob culinária e eu que não sei nada, fico a admirar as delicias que ele prepara.
"Eu escrevo teu nome nessas pedras, que vou jogando por onde passo. No fundo, espero que você me siga, mas não tenho coragem de pedir. Aí, tem gente que vem, sem nem ser chamado, sem nem se importar com o fato do nome escrito ali, ser outro. As pessoas não ligam pr´essas pequenezas, sabe? Eu ligo. Ligo pra tudo. Sou mais de detalhes, que do todo. Sempre fui. O fato é que fico olhando pra trás pra ver se você tá vindo e já tropecei umas quantas vezes. Esses dias mais. Isso porque não sinto teu cheiro no ar, não ouço o teu riso passeando pelas horas. E sinto falta. E sinto um quase-medo. Embora, não tenha a menor idéia de quê. Sabe quando você pressente o monstro no escuro, mesmo sem poder vê-lo? É assim. Não sei se você entende, não sei se alguém entende e, realmente, não me importo. Não me importo mais com um monte de coisas. Dos benefícios do tempo. Hoje, parei e sentei bem aqui na beira desse rio que me atravessa. Só pra te pensar bem forte e te fazer sentir amor do lado de lá. Sim, porque você ainda não atravessou a ponte, bem sei. Mas, ando me sentindo fraca e cansada. Tenho andado demais, jogado pedras demais, esperado demais e você não me alcança. Talvez, seja melhor mergulhar e afogar os pensamentos. Espero que você consiga chegar a tempo e salvar os mais bonitos."
O Vale das sombras
"Caminhei por horas e horas, não achei o que eu procurava
Caminhei dia após dia, encontrei o que não merecia
O amor traçou o caminho que tão feliz eu trilhava
Caminhei por toda uma vida, mas perdi tudo o que eu tinha."
Como conviver com a escuridão
se o sol iluminava o meu viver?
Como me deitar com a solidão
depois de ter sonhado com você?
No escuro desta vida tenho vagado
Quisera eu, morrer de uma vez
Sozinho, sem ter você do lado
meu pobre coração não se refez
Como posso aceitar o silêncio
depois de ter ouvido sua voz?
Como posso não chorar - eu penso...
se o desejo de chorar é feroz?
O silêncio me embriaga o pranto
que o orgulho não deixa sair
Não pensei que doesse tanto
para uma única lágrima cair
Lágrimas de arrependimento...
Ou lágrimas de dor
De angústia, sofrimento...
Talvez lágrimas de amor
Vaguei por muitas léguas
não cheguei a nenhum lugar
Eu preciso de uma trégua
eu preciso me encontrar
Talvez não esteja perdido
pois saída já não existe mais
Eu sou como o anjo caído
que não pode voltar atrás
Talvez seja o meu destino
contra o qual não devo lutar
Fadado ao desatino
de no Vale das sombras vagar!!!
“Cara você é doido!” eu respondi com jubilo pelo elogio: “talvez sim, Obrigado!”, pois era assim que chamavam os grandes poetas.
“Eu te entrego todo o meu romantismo barato e as minhas palavras repetidas. O meu tom suave e a minha mão quente. Eu te entrego a minha parte marginal e você me conserta. Eu te dou amor e você me dá uma moradia no seu coração. Eu me dou. Você me segura?”
– Eu sei que você está aí.
– Sei que você sabe que estou aqui. Então vamos conversar como adultas?
– É isso que nós somos?
– É bom te ver também, irmãzinha.
Prefiro a sua verdade, mesmo que eu não concorde e sofra, assim não serei mais iludida,seguirei o meu destino acreditando no óbvio.
E se eu disser que estou triste ninguém vai acreditar, talvez porque eu esconda esse sentimento atrás de um sorriso.
Palavras e estrelas
De todas as palavras que eu já contei para o vento
essas são as que eu jamais quero que ele espalhe,
as que eu realmente me importo.
De todas os poemas que já escrevi,
você é o verso que eu nunca vou esquecer.
Ainda me lembro de todas as vezes que eu consegui ver as estrelas,
mas só agora eu sei que posso tocá-las.
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