Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Você pediu pra que eu seguisse em frente, no entanto se soubesse que você iria ficar pelo caminho, eu teria ficado ali, estático, mas ao seu lado.
Eu só num quero ser tu, porque tu é tu e eu sou eu, mas tu, tuas lutas, tuas vitórias, tuas historias serve de espelho e de direção pra que eu seja eu e tu seja tu, mas a cada dia sou um eu melhor, porque é um eu, mas parecido com tu.
Não que eu esteja a procurar, mas se você é a pessoa que vai me tirar do chão, não o faça se não tens a intenção de flutuar comigo.
Sonhar é um despertar ao contrário, em sonhos se conhece um eu obscuro, desejos abafados, reprimidos, enfraquecidos, que apenas longe dos rótulos e das amarras da sociedade ganham asas.
Eu sou um sonhador, que entendeu que a vida é muito dura com os sonhadores, mas que aprendeu a seguir, porque parar nunca foi uma opção.
Eu confesso.
Durante muito tempo na minha vida, eu disse sim quando queria dizer não. Disse sim para manter pessoas por perto. Disse sim para não ser deixada para trás.
Hoje, quando é não, é não. Quando é sim, é sim.
Durante muito tempo, eu vesti máscaras para agradar todo mundo. Hoje, eu respeito todo mundo — mas agrado a mim mesma.
Aprender isso foi difícil. O mundo cobra da gente uma atuação constante. Cobra que sejamos sempre agradáveis, adaptáveis, sorridentes. Mas, de umas duas décadas pra cá, eu não sou mais a mesma.
E eu tenho dito sempre, com firmeza: agora sou eu em primeiro lugar.
Não estou reafirmando isso porque preciso provar algo. Não é sobre ser diferente, ou melhor. Até porque eu nunca fui uma pessoa má.
Eu sempre acreditei nas coisas certas, honestas, direitas — sem precisar ser chamada de cidadã de bem. Porque ninguém é.
Eu sigo escrevendo essa história todos os dias. E, agora, quem segura a caneta sou eu.
Nildinha Freitas
Mulher de muitas moradas
Às vezes eu tenho a sensação de que existem várias partes de mim dentro de mim mesma.
Quase ninguém conhece, mas eu conheço.
Eu moro dentro de mim!
Dentro de mim tem aquela que gosta do silêncio, que prefere quando não há barulho algum.
Tem aquela que gosta da solidão, mas também aquela que ama a multidão!
Tem aquela que gosta de ver gente, de sentar na calçada e ter aquela conversa boa, simples, que aquece a alma.
Dentro de mim mora aquela que escreve, aquela que lê.
Tem aquela que cala, mas também aquela que fala!
Existem tantas partes dentro de mim.
Tem aquela que quer reviver o passado, mas que, por algum motivo, apagou da memória.
E dentro de mim existe aquela que segura firme a caneta da própria história!
Nildinha Freitas
Tudo o que eu já atravessei
Eu já atravessei mares – mares altos e mares baixos. Já atravessei tornados, tempestades, dias difíceis e dias que pareciam não ter fim. Já atravessei dores intermináveis, já atravessei vazios existenciais, já atravessei o sim e o não, já atravessei a solidão.
Mas também já atravessei sorrisos, alegrias, dias de sol, pores do sol, o sol em tantos lugares diferentes. Eu já atravessei o sorriso de uma criança me dizendo que me ama sem precisar de palavras. Já atravessei o abraço da minha avó, o abraço da minha mãe, o olhar do meu pai dizendo “fica, não vai”.
Eu já atravessei tanta coisa boa que o que foi ruim é apenas uma parte da história.
Nildinha Freitas
Eu te encontrei num instante que parecia errado,
num silêncio que gritava mais alto que qualquer palavra.
Teu sorriso entrou sem bater,
teu olhar ficou, mesmo quando eu tentei fugir.
Amar assim é sentir a alma inteira
dançando entre o medo e a vontade,
entre o riso que acende a pele
e a saudade que aperta o coração.
Cada toque é doce, mas deixa marcas,
como se a felicidade tivesse um preço
e a tristeza fosse a moeda que a vida cobra.
Mesmo assim, eu não desisto,
mesmo sabendo que amar pode ferir.
Te imaginar é sentir o calor do sol
e o frio da noite ao mesmo tempo.
É saber que a vida pode ser leve
e pesada numa só respiração.
Há dias em que sorrio só por lembrar de ti,
dias em que choro porque não posso te ter.
E mesmo na dor, há beleza,
porque quem ama assim, intensamente,
aprende a ver a luz dentro da sombra.
Somos dois mundos que se tocaram
num instante que ninguém mais entende.
E nesse toque, mesmo que tudo se perca,
resta a lembrança de que foi real,
de que sentimos tão fundo
que o coração nunca mais será o mesmo.
Amar assim é viver numa tempestade bonita,
onde cada raio ilumina a alma
e cada gota de chuva ensina
que a felicidade e a tristeza podem coexistir
e ainda assim, valer cada batida do coração.
Ó meu Deus, se algum dia, por uma fatalidade do destino, eu me perder do caminho que deveria seguir, porque todo mundo tem uma estrada a construir, me avisa, me diz, me fala. Eu não vou ter medo de ouvir.
Nildinha Freitas
Eu escuto
Coisas sobre depressão.
Dizem que isso
É pra chamar
Atenção.
Acho que não,
É solidão
Tormenta que não acaba.
Já escutei vozes
Pra acabar com tudo,
Não dei ouvidos,
Fui forte,
Uns dizem que tive sorte
De não optar pela morte.
Eu tive POESIA!
“statera”
ela kiss me beijar
eu disse yes
o coração quase deu um stop.
que beijo good.
ela kiss me beijar.
sem pensar
gritei i want.
meu wolrd girou...
é áspero
e cinzento
e eu não aguento
os arranhões
que rasgam meu coração
ao lembrar
que só tenho você:
(SOLIDÃO)
a casa
cheia de silêncio
recheada de solidão
a casa
não é a mesma sem você aqui.
eu
coberto de silêncio
vagando na solidão
do quarto pra cozinha
nunca mais fui o mesmo sem você!
no amanhecer
de cada dia
sem merecer
eu vejo poesia
e só tenho
que agradecer
e não retenho
no meu ser
o sentimento
de gratidão
que nesse momento
brada no meu coração.
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