Eu te Amo mas Ta Dificil Conviver
Deve ser triste ver tudo no cinza, eu não sei mais. Há tempos não enxergo mais assim; você me trouxe as cores e pintou minha paisagem. Não entendo mais dessas tristezas.
Na verdade, é tão pouco o que eu peço. Não quero demasiadas complicações, e muito menos toda a pluralidade de promessas; porque não é disso que eu vivo. Eu vivo somente do retorno, do receber em troca o que a ti foi dedicado.
Eu não nasci para te entender , somente para te amar , talvez se eu pudesse te entender , eu não fosse capaz de te amar....
Você é minha vida, minha rotina, minha historia, o Sol, por qual eu rodo, e rodo sem destino, mais o que importa é que eu rodo em torno de voçê...
Há 23 anos estou na fase da metamorfose. Talvez algum dia eu chegue lá, e lá é onde todos morrem. Mas talvez e só talvez a metamorfose continue.
Naquela vez, Naquele momento.
Eu entendi seu sofrimento.
Em teu olhar, eu sentia dor.
No coração, eu sentia amor.
Na existência, da nossa amizade.
Vi-me, apaixonado de verdade.
Fiquei triste, por você não gostar.
De mim, como eu te amava.
Com uma tristeza, absoluta.
percebi, que essa era minha luta.
E senti uma paixão, um desejo por amar a vida. A minha vida. E amei! Eu senti e acreditei em tudo o que meu coração falava e insisti em mudar.
Eu saí e estou aqui, criando novos rumos e novas felicidades. Minhas e tuas. Tuas, homem um e oitenta. Homem de Dó-Lá-Si menor e o que for. Homem superego. Ou ego, muitas vezes. Homem quente, todo. Homem polvo, urso, gato. G-a-t-o. Homem leão. Leonino. Homem meu, mais do que isso. Homem razão. Minha razão. São risos soltos que tu transformas em concretos e diários, por mais difíceis que muitas vezes pareça arrancar um sorriso dessa minha face morena café-com-leite. Menina morena, riso contido em palavras, boca pequena e falante demais, pernas grossas pulantes de alegria, sou. Tudo e mais um pouco e nada quando me permito.
Passado do meu Presente
Eu já fui onde poucos chegaram
Já comi o que a fome mandava
Já quis o que eles tentaram
Eu escutava quem me enganava
Eu gostava de seus segredos incertos
E odiava amizades de segundos
Eu botava fé no meu jeito quieto
Eu tinha uma vida e dois mundos
Eu deixei me perder
Eu indeciso
Optei por não escolher
Desci sem nenhum riso
Eu subi procurando um fim
Errei os erros que não se pode errar
E os ecertei em mim.
No fio da faca eu afio meus medos
Enfio estacas, alicerço os segredos
Construo muros de seda tal qual camisola
E nos teus dedos minha alma rebola
Se sou brinquedo me guarda direito
Os meus defeitos, não conte a ninguém
Meu corpo suado,teu nome tatuado
Teu cheiro cravado no meu misturado
São teus por direito,não dou a ninguém
E se por ventura, faltar a candura
Duvidar da pureza que em mim você tem
Procura ai dentro, meu nome gravado
Com o fio da faca , com o lado do corte
Antes da nossa morte,por acaso, por um triz
Você vai me achar inteira, como ferida curada
Em forma de cicatriz.
