Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Haverá um dia Vida, que te perceberei de fato, e fitando teus olhos, te arguirei fervorosamente com a indagação...
Porque, ou pra que me Gerastes? .
... e me puní severamente psicologicamente por ter-me esquecido da dor do outro em receber oferta cujo este merecia menos que a maioria de alguns no mundo.
E me liberei, pra me livrar de possível depressão.
Pois tal qual uma minoria, ainda sofro com a falta de humanismo que impõe minha mente, ao perceber disperso meu coração.
DEVANEIO!!!
Onde estava Deus quando das guerras e
carnificinas?
Onde estava Deus por não perceber a criança recém nascido ao relento e até sua morte?
Onde estava Deus, onde ao cair da noite veio também o feminicida, o atentador de todas as atrocidades?
Onde estava Deus? ... que não barrou a tragédia, o caos, os holocaustos diversos, as pandemias, e os idealizadores de algo que morreram sem vivenciar suas epopeias.
Onde esteve Deus o tempo todo que parece não ouvir os acometidos de canceres e todo tipo de enfermidade e suas agonias?
Onde está minha consciência em indagar a ausência de Deus?
Com tantas perguntas, e tantas inconsciências em apenas um molecular ser, feito eu, num intestino cósmico enraigado nesse algo que só ver valor, por um imaginário estúpido e tolo.
Onde estava Deus que me gerou sem que eu pedisse e que veio mudar um quebra cabeça particular e ainda buscá-lo e, justifica-lo.
Somos seres humano revestidos da Vaidade provido pelo ego o qual imersos numa miragem chamada Vida...
Somos explorados por nossos defeitos.
É sempre este pequeno "eu" egocêntrico que nos entregaao indesejável.
Se tem algo que me amedronta e me faz titubear é o estar só.
Coloca em cheque o meu proceder interior.
Me fazendo entender a minha real lealdade para comigo mesmo.
Tudo é pressuposto!
Tudo além de imaginação é também ilusão.
...e ao disponibilizarmos espectativas nesse que chamo de TUDO, abrimos a porta de um desejo fragmentado pelo eGo.
Não seja seus pensamentos, faça arguição quando os pressentir.
Depositastes vós mesmos, a confiança em mim.
Tal créditos para ser apenas oque julgueis como valor crenças pessoais.
Dar-me-a encargos com metas impossíveis.
Prefiro que acredites apenas em ti.
E todo o modo de pensar de si e dos outros, ainda são muito rasos, até porque são nossas emoções o combustível pro motor do achismo.
Creia! Somos nós mesmos, os causadores de todos os dissabores.
Se me considerares um adversário, és um pensamento teu.
Não faço concorrência contigo em nada.
Porém ao imaginares em mim percebes a cobrança quando te chamo à razão para compreender tua fuga nas emoções.
E gritaram pra mim que estava sobre os desvalidos.
Cuidado estão roubando tudo por ai!
Ao que, repliquei, "estão levando TUDO" Porém não a mim, que NADA sou!".
Filosofia, como TUDO no modo viver,
servi-a penas pra nos iludir!
Dentre tantas as outras idiossincrasias devaneistas a religião, arte, cultura e outras miragens. Talvez, por estarmos sempre em fuga, esta insaciabilidade neste refazenda, o fazer NADA que tanto nos acomete de insatisfações.
Onde possívelmente derivariámos insanamente perambulantes por ruas e guetos imersos em devaneios, uma loucura.
Não há humano diferente.
TODOS os defeitos, ou qualidades pertencem a esta raça de tolos presos por seus eGos.
Algumas pessoas passam por constrangimento e são enganadas, porque é esse o objetivo de alguns.
Aquele ditado que diz que,
"é melhor andar sozinho que mal acompanhado" é mentira.
Muitos preferem sim, mal acompanhados, que sozinhos!
Era madrugada de quarta pra quinta feira e me percebi a declamar...
Tive influencias de Fernando Pessoa.
Ó mundo cruel, que me iludiu do tempo de criança à maturidade!
...e quando percebi já não era mais criança, tão pouco adolescente, era adulto, estava velho! Não cansado, apenas idoso.
E percebi que a vida me pôs patins, e me levou rumo ao quase final, me entregou ao que nem imaginava perceber um corpo surrado pelo fragmentar do tempo.
...e despertei!
Foi de súbito!
Foi por nescessidades.
Foi pra entender oque é viver.
A gente acorda!
A gente agradece!
A gente se perdoa e perdoa.
A gente entende-se.
A gente diz!
N a m a s t ê !
Nascemos e convivemos muitos anos juntos, quase uma vida toda, e não, nos fazemos conhecer por inteiro!
Há sempre uma lacuna ao que essencialmente somos, com a sutil aparência do que representamos.
