Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer

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Você poderia, por favor, falar sobre o espírito brincalhão? Eu pergunto porque existe um lindo garotinho dentro de mim que eu negligenciei por muito tempo. Este garotinho é brincalhão, curioso e extático. Mas, na maior parte do tempo eu não lhe permito perder o controle.

Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu... por isso mesmo, eu não confio nela, eu sou mais eu...

Mais uma vez ela voltou pra me assombrar
Ela voltou a sussurrar coisas no meu ouvido
Falou que eu nunca seria boa o suficiente
Me mostrou uma válvula de escape
Um chamado: VEM COMIGO!

Jurei que não te escutaria mais,
Eu estava confiante e em paz
Jurei que conseguiria te olhar na cara
E quando menos percebi...
Meus dedos desciam pela minha garganta

Doce amargo, é o gosto da liberdade
O preço desse corpo que volta pela garganta
Eu o troquei pela minha vitalidade
É você Mia, minha doce tormenta

Ei Deus, eu sei que sou só um
ponto neste mundo
Você se esqueceu de mim?

Eu costumava ficar com raiva quando alguém agia com ingratidão, mas parei porque isso não resolvia a situação e só me deixava mal.

Eu costumava procurar as pessoas que eu gosto, mas como não havia procura delas por mim, parei de procurar também.

Eu era do tipo que quando via um amigo apertava a mão e dava um abraço forte e quando via uma amiga dava um abraço e um beijo forte, mas como eles(as) não pareciam confortáveis e nem recíprocos com isso, também parei.

Eu costumava me doar a qualquer pessoa que me pedisse um conselho, uma ajuda, uma conversa no portão de casa, mas percebi que não podia esperar dessas pessoas o mesmo empenho que eu tinha, então limitei minha solidariedade.

Eu já sacrifiquei muitos programas que gostaria de ter feito para fazer companhia a alguém, mas percebi que isso era sempre considerado muito pouco, então parei de esperar reconhecimento.

Eu já fui aquele cara que era o único que restou para uma pessoa se aconselhar quando estava com problemas, sejam financeiros ou amorosos ou de qualquer natureza, mas depois de um tempo percebi que quando a pessoa supera a fase difícil, se esquece de quem ficou ali com ela, então parei de me importar.

Eu já fui aquele cara que mergulha de cabeça e hoje entro pela escada. Em muitos sentidos.

Após alguns anos, colecionando essas reações, percebi que a única coisa que fiz foi me tornar um ser humano pior por querer que os outros me considerassem tão importante quanto eu os considero ou já considerei.

Estúpido, não?

Ainda bem que estou voltando a ser eu mesmo, tentando não esperar nada em troca.

Talvez isso seja a tal maturidade... Ou não!

Que desejando eu vos procure, procurando vos deseje, amando vos encontre, e encontrando vos ame.

Dentro da caixa eu enlouqueço. Aos poucos meu autocontrole vai se dissolvendo. Agora não penso, tão menos ajo. Petrifiquei como estátua conduzida por medusa. Há tantas opções, só não sei qual me salvará e qual me afogará. Apodreço na minha própria indecisão, minha alma envelhece na imensidão e, eu estou mortificada. As palavras saltam da caixa, mas meu mecanismo sonoro emperrou permanentemente. Sei lá, querer resultados fáceis não é o mesmo do que ter resultados eficazes. Devo pedir demais e fazer de menos porque não sei em qual questão me embolei. Eu quero muito recomeçar, quero poder escolher a vida que quero levar e, dessa vez não estou fugindo. Não, muito pelo contrário. Estou decidindo! E, decido conciliar o que eu tinha com o que tenho, meu passado com meu presente, acho que meu futuro deve ser uma via de mão dupla. Antes + Agora = Futuro. Não facilitou quando decidi fugir, isso só fez com que eu ampliasse minha visão da bagunça que estava fazendo. Tive que quebrar a cara uma centena de vezes, confesso que ainda quebro a cara. E, eu não sou mais a mesma, tão pouco quero o mesmo. Preciso entender - antes, pra mim mesma - que mudei e, nada será como antes. Desejos, sonhos, vontades, como fazia, como reagia, minhas opiniões, minhas opções. Quando passo a pensar em um futuro longínquo eu emperro, me deixo levar e não tomo nenhuma decisão, porque a ideia do longe me faz esquecer o quão perto me incomoda. Pelo menos, já sei o que não quero. Lembrando a todo instante que meu futuro próximo não é como quero levar a vida, me faz chutar o medo e criar coragem para fazer a maior burrada do mundo. Desistir desse agora e, reiniciar. Com um novo hoje.

Superar não é tão fácil
Mas se torna necessário
E por questão de honra
Se eu fosse você deixava isso enterrado
Você tem que seguir em frente

Pensei que quando eu te encontrasse eu ia tremer, mas eu nem balancei
É que o frio na barriga a saudade esquentou e o amor que tinha a distância zerou
Não sobrou nada
Você é a minha ferida curada

Peço á Deus paciência e sabedoria para eu poder conduzir a minha vida, e nestes últimos dias eu pedi luz para eu encontrar uma Saída á meio a essa escuridão!

Se,
eu não tivesse te conhecido,
Nem sorria,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem era feliz,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem tinha sonhando,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem te queria tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem me angustiava tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem chorava tanto..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
nem sentia tanta saudade..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
não sabia o que era amar!

Eu hei de conquistar tudo aquilo que um dia eu sonhei, pois o princípio da vitória começa nos sonhos.

⁠Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)

Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.

Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.

Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.

Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.

Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.

Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.

Carta aberta ao meu eu de amanhã


Eu não sei se consigo. Está difícil — tão difícil que até as palavras me pesam no peito. Mas saiba: estou indo além de todos os limites que imaginei suportar.


Se, por acaso, eu desistir no meio do caminho, não entenda como fraqueza. Entenda que lutei cada segundo com a esperança de te entregar algo melhor do que sou hoje. O eu de ontem é testemunha de quantas vezes precisei ser mais forte do que conseguia, mais firme do que podia, mais resistente do que acreditava ser.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Perdoa por não ter sustentado todos os sonhos, por não ter conseguido carregar o peso que me exigiram, por não ter sido suficiente. Se eu desistir, você nunca chegará a ler esta carta — porque terei perdido a guerra dentro de mim.


Mas, se por acaso eu resistir só mais um pouco, saiba que foi por você. Para que viva o extraordinário que eu não me permiti viver.


Porque, mesmo cansada, ainda acredito que o amanhã pode me acolher com mais ternura do que o hoje.

Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.

Eu venho desse chão que ensina, desse povo que acolhe, desse território onde o passado não se perde — ele se transforma em raiz. E é dessa raiz que eu cresço, que eu floresço, que eu me reconstruo. É dela que vem a coragem de olhar o mundo com sensibilidade, de transformar cada fotografia, cada palavra, em memória viva.

Meu trabalho é isso: um gesto de honra. É minha forma de agradecer à terra que me moldou, ao povo que me guiou, à cultura que me abraçou. É sobre eternizar o que muitos passam apressados e não veem: o riso tímido das crianças correndo nas ruas, o cheiro de casa antiga, o cuidado das mãos que fazem o cotidiano acontecer.

Eu faço questão de enaltecer tudo que sou, tudo que me fez ficar de pé: minhas raízes, meu pertencimento, meu crescimento.
Porque antes de qualquer conquista, existe a minha cidade pulsando dentro de mim — e é por ela que eu sigo, contando histórias, preservando memórias, deixando viva a beleza que insiste em existir aqui.

Muitas pessoas me perguntam o que eu estou esperando. Dizem que eu preciso sair mais, conhecer gente nova, me permitir viver experiências. Algumas acreditam que o amor é algo que se encontra pela insistência, pela exposição ou pela quantidade de portas que se abre ao longo do caminho. Talvez seja por isso que se surpreendam quando percebem que eu não procuro ninguém.


A verdade é que eu nunca procurei.


Não porque tenha desistido do amor, mas porque aprendi a diferenciar carência de conexão. Aprendi que a minha paz vale mais do que qualquer companhia e que nem toda presença é capaz de preencher aquilo que realmente importa.


Durante muito tempo, ouvi que eu precisava me mostrar mais ao mundo para ser encontrada. Como se o amor estivesse escondido em algum lugar e dependesse apenas de eu circular pelos ambientes certos para finalmente acontecer.
Mas o que meu coração espera nunca foi alguém qualquer. Nunca foi um encontro que servisse apenas para aliviar a solidão ou ocupar um espaço vazio.


Talvez seja justamente por isso que a minha espera tenha se tornado tão incompreendida.


Eu não estou esperando um relacionamento. Estou esperando uma conexão genuína. Algo que não possa ser forçado, fabricado ou apressado. Algo que alcance lugares que nenhum toque vazio é capaz de alcançar.


E não, isso não significa que eu não tenha desejos. Sou humana. Tenho saudades do que ainda não vivi. Tenho sonhos, expectativas e, por vezes, sinto o peso da ausência de alguém com quem compartilhar a vida.
Mas aprendi que sentir falta de uma conexão verdadeira não é motivo para aceitar qualquer aproximação.


Houve um tempo em que escolhi me guardar. E essa escolha me ensinou muito mais sobre mim do que sobre o amor. Aprendi a ouvir meus próprios silêncios, a compreender meus desejos sem me tornar refém deles e a reconhecer o valor daquilo que entrego quando decido permitir que alguém se aproxime.


Por isso não abro as portas apenas porque alguém bate. Não porque me considero difícil. Não porque me sinto superior. Mas porque algumas coisas dentro de mim custaram caro demais para serem entregues sem significado.


Se um dia acontecer, que seja verdadeiro. Que não nasça da pressa, da conveniência ou do medo de estar só. Que venha carregado de propósito, reciprocidade, admiração e permanência.


E se não acontecer, ainda assim estarei em paz.


Porque eu não construí a minha vida em torno da falta de alguém.


Mas continuo esperando.
Não por necessidade.
Por esperança.


Porque ainda acredito que algumas conexões não são encontradas por quem as procura desesperadamente. Elas chegam quando duas almas se reconhecem e, sem esforço, entendem que finalmente encontraram um lugar onde podem permanecer.


2 de fevereiro 2024

Orações Escritas | Cartas aos Céus


Quem sou eu, Senhor?


Sem Tua presença, sou apenas pó que se esquece de onde veio. Sou falha, limitada, tantas vezes tomada por dúvidas que me fazem questionar minha própria capacidade, meu valor e até aquilo que um dia sonhei alcançar.


Quem somos nós sem a Tua misericórdia? O que haveria de bom em nossos corações se não fosse a Tua graça nos alcançando todos os dias, nos chamando filhos mesmo quando falhamos, nos vestindo de dignidade quando tudo em nós parece ruína?


E ainda assim, com amor, Tu nos levantas. Não nos defines pelos nossos erros. Apenas nos estendes a mão e nos convidas a recomeçar.


Por isso venho a Ti. Não com méritos para apresentar, nem com certezas para oferecer, mas com o coração aberto, necessitado da Tua presença.


Faz-me nova criatura, Senhor.


Reveste-me da Tua bondade. Constrange-me com o Teu amor. Corrige em mim o que precisa ser corrigido e fortalece o que em mim ainda é frágil.


Ensina-me a confiar quando eu quiser desistir. Ensina-me a permanecer quando o medo tentar me fazer recuar.


E dá-me a ousadia de sonhar os sonhos que colocaste dentro de mim. Não para a minha glória, mas para que eu veja Tuas promessas florescerem no tempo certo.


Eis-me aqui, Senhor. Com minhas imperfeições, minhas dúvidas e minhas esperanças. Inteira diante de Ti, porque sei que é nas Tuas mãos que tudo em mim encontra sentido.

Se Eu Me Aproximar

Há dias em que pareço inteira.
Sigo em frente, resolvo o que precisa ser resolvido,
sorrio como quem aprendeu
a não deixar transparecer as próprias ruínas.

Mas há uma parte de mim
que ninguém vê.

Uma parte cansada de ser forte,
que gostaria, por um instante,
de não precisar sustentar o mundo
sobre os próprios ombros.

Às vezes, tudo o que eu queria
era encontrar um lugar seguro
onde pudesse baixar a guarda,
silenciar os medos
e simplesmente descansar.

E talvez seja por isso
que, quando penso em você,
alguma coisa em mim queira se aproximar.

Não porque eu precise ser salva,
mas porque existem dores
que ficam menores quando encontram presença.

Eu queria saber
se, quando eu finalmente deixar cair
as paredes que construí para me proteger,
você ainda estará ali.

Se eu chegar sem a armadura,
sem respostas,
sem a força que finjo ter todos os dias,
você ficará?

Ou será que, ao conhecer
a mulher por trás daquilo que aparento,
você também escolherá partir?

É esse o meu medo.

Não é chegar até você.
É chegar
e não encontrar onde permanecer.

Porque eu também quero colo.
Também quero cuidado.
Também quero alguém que olhe para mim
e enxergue além daquilo que mostro.

Alguém que não se assuste
com a minha fragilidade.

Alguém que compreenda
que, às vezes, até quem parece forte
só está procurando um lugar
onde possa, finalmente,
não precisar ser.

Cartas aos Céus | Orações Escritas


O Deus que me sustenta


Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente.
Venho Te agradecer porque, mesmo sendo tão difícil, Tu me sustentaste dentro dele.


Meu corpo cansou, minha mente se encheu, meu coração se apertou. Houve dores, aborrecimentos e desconfortos que só Tu conheces por inteiro. E ainda assim, eu permaneci.


Não pela minha própria força.


Foi a fé que me fez continuar quando eu já não queria mais pensar, resolver ou suportar. Foi a Tua presença me lembrando, silenciosamente, que eu não estava sozinha.


Por isso, hoje, eu Te enalteço.


Porque quando minhas forças diminuem, Tu permaneces forte.
Quando eu não sei como continuar, Tu me sustentas.
E quando tudo em mim se cala, a fé ainda encontra um jeito de dizer:
Tu és Deus, e eu continuo de pé porque Tu me sustentaste.


Obrigada, Senhor.
Por hoje.
Por tudo.
E, sobretudo, por não teres me deixado caminhar sozinha.


30 de setembro de 2026